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Suspeita no campus

PF investiga desvio de R$ 63 milhões em universidade

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (9/12), uma operação que investiga suposto esquema de desvio de dinheiro da Universidade Luterana do Brasil. De acordo com a Polícia Federal gaúcha, foram criadas empresas fantasmas com a finalidade exclusiva de supostamente saquear a instituição.

Segundo a PF gaúcha, “tais empresas, geralmente do segmento “consultoria”, receberam valores por serviços que não foram efetivamente prestados à ULBRA e os levantamentos efetuados até o momento apontam valores superiores a R$ 63 milhões desviados da Universidade”. A operação da PF foi batizada como Kollektor, que significa colecionador, em alemão.

Relatório preliminar divulgado pela PF sustenta que foram detectados “saques de altíssimos valores, sendo que em uma única oportunidade foi sacada, em espécie, a importância de R$ 2,2 milhões, retirados na agência do Banco do Brasil existente dentro da própria ULBRA e, conforme já divulgado pela imprensa, um “adiantamento” inexplicável de cerca de R$ 8 milhões, efetuado pela administração anterior do Município de Canoas/RS à Universidade, teve a maior parte deste valor sacado em espécie por um dos investigados, no caixa do Banco do Brasil (Ag. ULBRA)”.

A PF investiga, ainda, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e valores, peculato, desvios de verbas do Programa de Financiamento Universitário do Governo Federal (PROUNI), crimes tributários e previdenciários e formação de quadrilha, entre outros.

A operação Kollektor mobilizou 127 policiais federais e 23 servidores da Receita Federal do Brasil, no cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão nas cidades gaúchas de Porto Alegre, Canoas, Ivoti, Gramado, e nos Balneários de Tramandaí e Imbé. Com informações da assessoria da PF do Rio Grande do Sul.

Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2009, 13h40

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