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Semana Santa

Feriado nacional não exige prova para recurso

Para entrar com recurso na Justiça após feriado local é necessário juntar comprovação da sua ocorrência, caso contrário o prazo recursal não será estendido para o primeiro dia útil subsequente. Procedimento esse que é dispensado em caso de feriado nacional, como dispõe o artigo 334, I, do CPC, e que não foi observado por decisão regional que rejeitou recurso do Unibanco, interposto após a Semana Santa, motivo pelo qual a 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho anulou a sentença e determinou a sua reparação.

O banco entrou com o recurso no dia 28, primeiro dia útil subsequente ao feriado da semana santa de 23 a 25 de março de 2005. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região considerou-o intempestivo (fora do prazo) porque a empresa não anexou comprovação da sua existência. O banco embargou a decisão e foi multado, ao argumento de que seus embargos pretendiam apenas protelar o cumprimento da sentença.

O Unibanco recorreu ao TST. Insistiu que não havia “necessidade de comprovar inexistência de expediente naqueles dias, por tratar-se de fato notório”, o que foi confirmado pelo ministro Pedro Paulo Manus, relator do recurso na 7ª Turma. “Trata-se de feriado em toda a justiça federal; nela incluída esta Justiça Especializada, por força do artigo 62, II, da Lei 5.010/66”, o qual estabelece que são feriados “os dias da Semana Santa, compreendidos entre a quarta-feira e o Domingo de Páscoa”, informou o relator.

Dessa forma, o banco não estava obrigado a comprovar, em juízo, a ocorrência daquele feriado, como dispõe o artigo 334 do CPC, concluiu o ministro. Por unanimidade, os membros da Turma decidiram devolver o processo ao Tribunal Regional, “a fim de que seja processado o recurso ordinário do banco, bem como para afastar a multa imposta em sede de embargos declaratórios”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

RR-1563-2004-054-02-40.2

Revista Consultor Jurídico, 7 de dezembro de 2009, 11h42

Comentários de leitores

1 comentário

Justiça?

JRCorreia (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)

O recorrente não provou que era feriado nacional? Nossa! Quanta discussão para a declaração do óbvio. Por aí se tem a resposta do porquê das pilhas de processos não raro chegarem ao teto das repartições. Não faltam máquinas. Falta é bom senso. E a tendência, enquanto não houver uma mentalidade que priorize o bom senso, é piorar. E a justiça? Por certo jaz deitada eternamente no berço explêndido, de frente para o mar, de costas para o Brasil. Enquanto isso, lamentemos, irmãos, e vamos em busca de acordar esse gigante adormecido, senão morto, que chama-se bom senso.

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