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Marília Scriboni
Advogados não devem atuar para seu cliente, mas para a sociedade
Aprendi que o advogado deve buscar um julgamento justo para seu cliente. O mesmo deveria ser feito pelos seus semelhantes. Ao contrário o que se vê é a busca incessante por aplicar penas mais severas e arrancar do administrado o máximo de tributo possível. Ainda que não seja justo!
Graças ao curso do Direito hoje posso optar por não trabalhar na área penal. Posso optar pela liberdade de escolha dos meus clientes. Posso direcionar minhas teses no mesmo sentido de meus pensamentos.
Quando fiz estágio na PFN, enquanto acadêmico, tive a infeliz oportunidade de ver procuradores peticionando contra suas idéias, buscando impedir que o contribuinte alcançasse aquilo que lhe era de direito.
Tenho orgulho de ser advogado, pois assim tenho a chance de executar aquilo que meu pai me ensinou: apenas o que acho correto.
Aprendi que o advogado deve buscar um julgamento justo para seu cliente. O mesmo deveria ser feito pelos seus semelhantes. Ao contrário o que se vê é a busca incessante por aplicar penas mais severas e arrancar do administrado o máximo de tributo possível. Ainda que não seja justo!
Graças ao curso do Direito hoje posso optar por não trabalhar na área penal. Posso optar pela liberdade de escolha dos meus clientes. Posso direcionar minhas teses no mesmo sentido de meus pensamentos.
Quando fiz estágio na PFN, enquanto acadêmico, tive a infeliz oportunidade de ver procuradores peticionando contra suas idéias, buscando impedir que o contribuinte alcançasse aquilo que lhe era de direito.
Tenho orgulho de ser advogado, pois assim tenho a chance de executar aquilo que meu pai me ensinou: apenas o que acho correto.
Aprendi que o advogado deve buscar um julgamento justo para seu cliente. O mesmo deveria ser feito pelos seus semelhantes. Ao contrário o que se vê é a busca incessante por aplicar penas mais severas e arrancar do administrado o máximo de tributo possível. Ainda que não seja justo!
Graças ao curso do Direito hoje posso optar por não trabalhar na área penal. Posso optar pela liberdade de escolha dos meus clientes. Posso direcionar minhas teses no mesmo sentido de meus pensamentos.
Quando fiz estágio na PFN, enquanto acadêmico, tive a infeliz oportunidade de ver procuradores peticionando contra suas idéias, buscando impedir que o contribuinte alcançasse aquilo que lhe era de direito.
Tenho orgulho de ser advogado, pois assim tenho a chance de executar aquilo que meu pai me ensinou: apenas o que acho correto.
1) Para que é serve um advogado honesto se somente um advogado desonesto pode transformar um culpado em inocente?
2) Um advogado liga para seu cliente para lhe dar a boa notícia da absolvição:
- Sr. Paulo? A justiça foi feita!
O cliente responde:
- Não se preocupe, Doutor! Pode entrar com o recurso que eu pago...
3) Um juiz pergunta ao réu onde está seu advogado, e este responde:
- Excelência, não vou precisar de advogado. Resolvi que vou dizer a verdade...
É um paradoxo monumental que muitos não conseguem entender: Só há justiça quando se garante às partes o dieito de tentar impedir que ela se faça.
Concordo que o advogado ideal seria o que não vende suas convicções. Mas ao advogado "pragmático" é garantido o direito de fazê-lo em nome de defender seu cliente de todas as maneiras possíveis. Porém, creio que aquele que assim age não pode em nenhume hipótese se sentir ofendido com as piadas ou tentar mudar a forma com a qual a sociedade lhe vê, porque, segundo o velho chavão, pode até ser legal, mas com certeza é imoral. Assim, carregar essa fama é o preço que se paga por esta escolha.
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A Carta Magna ao estabelecer no artigo 133 que "o advogado é indispensável à administração da justiça" não o está incumbindo de fazer justiça.
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O advogado não é contratado para fazer justiça, é contratado para ser parcial, para defender da melhor maneira possível a parte que lhe paga.
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Quem deve fazer justiça, nos limites do que lhe é apresentado, é o juiz. Muitas vezes nem o próprio juiz faz justiça, ele simplesmente decide. Quem deve agir em benefício da sociedade é o Promotor (artigo 127 da CF).
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O Código de Ética e Disciplina da OAB no artigo 21 reza que "É direito e dever do advogado assumir a defesa criminal, sem considerar sua própria opinião sobre a culpa do acusado". Isto significa que o advogado ao assumir a defesa do cliente: deve proceder da melhor maneira possível. Isto se aplica tanto no âmbito criminal como nas outras áreas.
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Não pode o advogado olvidar os princípios éticos estampados nos artigos 1.o. e 2.o. do Código de Ética. Ademais, o artigo 20 do Código de Ética permite que o advogado se abstenha de patrocinar causa contrária à ética ou contra a sua vontade.
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O que não é admissível é o advogado receber do seu cliente e ser um traidor, ser um bobalhão influenciado por discursos politicamente corretos de "que deve defender a sociedade em primeiro lugar" ou "fazer justiça". Desse tipo de advogado eu quero distância.
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1.Advogado vende seu trabalho e não (deveria vender) suas convicções. Anti-ético é quem vende convicções, de adequando sempre a opinião do cliente, por mais corrupto que este seja.
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2.A função do advogado está incluída no rol de “Funções Essencial à Justiça” contida no cap IV seção II e III da nossa Constituição.
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.Justiça [do lat. Justitia] S.f 1. (...) dar a cada um aquilo que é seu. A faculdade de julgar segundo o direito e melhor consciência. (Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa 2ª Edição revista e ampliada)
Justiça: (...) a justiça é o próprio Direito realizado. (Vocabulário Jurídico de Plácido e Silva. Ed. Forense).
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Eis os fundamentos requeridos.
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Espero ter esclarecido sua dúvida. Do contrário, com todo o respeito, espero que vossa excelência continue sendo apenas corretor de seguros e nunca advogado.
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Na Inglaterra, tudo que gastamos 5 anos para aprender, eles simplesmente aprendem PRATICANDO. Fazem uma única prova depois e tornam-se advogados. Isso estimula a noção de importância de suas próprias interpretções, na minha opinião, pois aprenderam "se virando", por mérito próprio, estudando na marra e na garra.
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Aqui não. Se é perguntado a um professor de Civil, por exemplo, o porquê de determinada decisão, a resposta "bem brasileira" que temos é : "ah, não sei, é uma bagunça mesmo... mas vamos à matéria...".
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Precisa dizer mais nada, não é? Esses indivíduos que formam os futuros advogados, juízes etc, que amanhã estarão se conformando mais e "bagunçando" mais, respectivamente. Isso é uma realidade que desestimula.
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Mas, como diz o próprio título, que "servir não apenas o cliente, mas a sociedade" seja um ideal a impulsionar os conscientes profissionais do Direito a REMAR CONTRA A CORRENTEZA JURÍDICA em prol do coletivo (que frase infeliz... pois o próprio meio jurídico deveria garantir o bem de todos...)
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1. Qual é a ética do advogado que recebe do cliente e não defende o seu interesse?
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2. Defender a sociedade é missão do Ministério Público. Qual o fundamento de imputar esse encargo para o advogado?
Comentários encerrados em 8/09/2009
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