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Nova Advocacia

Seminário sobre uso da internet é nesta sexta

O advogado já pode se acostumar com a ideia. Só será necessário ir ao fórum para audiências. O acompanhamento da ação e todas as práticas processuais, doravante, poderão ser operadas pela internet. Quem garante é o advogado Geraldo Baraldi, sócio do escritório Demarest e Almeida. Baraldi é um dos palestrantes do Seminário Advocacia 2.0, promovido pela empresa que edita a revista Consultor Jurídico. Foi convidado por ser responsável por um projeto bem sucedido: a transposição do gerenciamento de processos físicos para o sistema eletrônico na área trabalhista em seu escritório. Por se tratar de uma área de atuação trabalhosa, dado o volume de processos, o setor trabalhista é o paradigma ideal para analisar a transformação tecnológica.

O seminário será em São Paulo, nesta sexta-feira (clique aqui para mais informações), e vai apresentar as informações essenciais para que o operador do direito potencialize a sua capacidade de peticionar, aprofunde suas pesquisas e possa interagir com os tribunais na nova fase digital.

“A internet permite ao advogado produzir mais, em menos tempo e com mais qualidade”, afirma Baraldi, que também é diretor do Sindicato das Sociedades de Advogados do Rio de Janeiro e São Paulo. O novo cenário, diz o advogado, é mais compatível com os tempos atuais. “O mundo está mais rápido, o cliente quer tudo para ontem, já não marca reunião. Avisa que está indo para o escritório”, nota o especialista. “Quem não se adapta ao ritmo fica para trás.”

Outro palestrante é o empresário Gilberto Fischel, presidente do IOB — empresa especializada em informação jurídica e sistemas operacionais para advogados. “O advogado que conhece as ferramentas disponíveis no mercado pode escolher melhor as que servem ao seu perfil de trabalho”, recomenda ele. O volume oceânico de dados oferecidos pela rede mundial de computadores pode ser um problema, alerta Fischel. “O gerenciamento da informação precisa ter critério e método para ser proveitoso”, explica o administrador que vai apresentar no evento uma pesquisa feita com milhares de advogados para apurar em que atividades os profissionais investem (ou gastam) seu tempo.

“Há múltiplas tarefas manuais para as quais já existem softwares de gerenciamento”, observa Gilberto Fischel, que tem MBA pela Universidade de Harvard em gestão de negócios. Ele defende que o escritório não deve resistir à necessidade de se organizar empresarialmente. “Não é por acaso que a Advocacia é a profissão que mais se identificou com a internet”, comenta ele, sobre o fato de o maior volume de domínios da Internet brasileira pertencer a advogados.

No Seminário Advocacia 2.0 palestrarão também o integrante da ICP Brasil Manuel Matos e o especialista em informática jurídica Alexandre Atheniense.

Revista Consultor Jurídico, 26 de agosto de 2009, 20h00

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