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Marília Scriboni
Retirada de crucifixos é discussão pirotécnica e intolerante
Somente cristãos maduros na fé é que conseguem aplicar os ensinamentos deixados por Jesus e confirmados por seus apóstolos nas Sagradas Escrituras como por exemplo em Romanos cap 14 vers 1 seguintes. E o sr. demonstrou tal maturidade o que me leva a admirá-lo e agradeçê-lo por manifestar-se compadeçido com os cristãos evangélicos crentes católicos!
Abraço e Deus o abençõe!
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Repartição pública não é casa da mãe joana nem de qualquer divindade. Os cidadãos têm todo o direito de fazer uso de símbolos religiosos, mas ao Estado, seus órgãos e seus agentes, nessa qualidade, não é dado o luxo de ostentar símbolos de determinado credo religioso, por mais tradicional que seja. Antes de constituir elemento histórico e cultural, o crucifixo é um símbolo eminentemente religioso. O Estado, por ser laico, não é e nem pode ser ou mesmo parecer religioso.
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Era só o que faltava, defender que "não ter religião" também seja uma forma de "ter religião" e, por conseguinte, crer que se o Estado deixar de ostentar símbolos de uma certa religião ele estará privilegiando os interesses daquela "religião" minoritária que seja contrária à crença religiosa.
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Também considero inadequada e ardilosa a classificação do ateísmo ativo como uma religião. Defender ou "pregar" uma ideia não faz de ninguém um religioso e nem da ideia defendida uma religião, sobretudo quando essa ideia é justamente contrária à crença religiosa.
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Ademais, exigir o cumprimento do princípio constitucional da laicidade estatal não constitui ditadura da minoria não religiosa (ou "religiosa") só porque a ofensa à Constituição não incomodaria a maioria religiosa.
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A propósito, se for verdade que o símbolo só incomoda os intolerantes, sua retirada também só incomodará outros intolerantes.
Mas, infelizmente, nem todos alcançam esse tipo de raciocínio lúcido e bem fundamentado.
Para que possam haver críticas relevantes nesse espaço, peço que quem for comentar leia o texto mais 3X e saiba o significado de RePÚBLICA:
" Do latim respublica, de res (coisa, bem) e (...) publicus (público, comum), entende-se originalmente (...) o que é de todos ou pertence a todos (...). Traduz o governo do povo, governo instituído pela vontade popular" Nagib Slaibi e Gláucia Carvalho, Vocabulário Jurídico, Ed.Forense, 2008
Meu muito obrigado ao Willian Douglas.
http://www.dw-world.de/dw/artic
Em meio a tanta intolerância religiosa, onde a venda da fé se processa com maior rapidez que a própria "oração" invocada, surge-nos com peculiar brilhantismo a presente matéria onde o seu autor, evangélico declarado, nos dá uma verdadeira aula de direito ao tratar do respeito às crenças de uma forma geral, inclusive, demonstrando respeito pela própria descrença (ateísmo), para tão somente privilegiar o consagrado direito à liberdade religiosa.
São artigos como o presente que fazem fortalecer o direito e o debate pelo próprio direito, posto que quando pensamos que surgirá a defesa pelas mãos de católicos, qual grata surpresa é ver que a defesa vem alinhada de um evangélico, livre e consciente de que somente a plena liberdade religiosa faz vingar a democracia, especialmente num Estado de Direito Laico.
Reafirmo: Meus parabens mesmo!
Alexandre Cadeu Bernardes
Não sou católico nem protestante, apenas agnóstico teísta.
Mas independente da crença (ou não crença), seu texto é primoroso e reflete a mais correta forma de se encarar a laicidade do nosso Estado, mas mais que isso, o respeito ao próximo, ao pensar e sentir das demais pessoas, sem arrogâncias ou falsas razões.
Tentar me converter a alguma religião é aceitável,mas me maltratar ou me isolar porque professo outra crença não me parece ser atitude de alguém que crê em algo maior.
Concordo totalmente com seu texto, apesar de crermos em idéias religiosas distintas, e justamente por isso seu texto é tão correto.
Abraço!
Comentários encerrados em 19/08/2009
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