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11 agosto 2009

Redução de estoque

Salomão nega 90% dos Agravos analisados em mutirão

Um mutirão feito no último sábado (8/8), no Superior Tribunal de Justiça, superou as expectativas do gabinete do ministro Luis Felipe Salomão. A meta era analisar 250 Agravos de Instrumento no dia, mas a equipe de 17 servidores atingiu a marca de 300 processos. Aproximadamente 90% dos casos foram negados por descumprir exigências formais ou esbarrar nas súmulas que impedem a análise do recurso pelo STJ.

A segunda etapa do mutirão já está programada para o próximo sábado (15/8), quando o ministro e seus servidores concluirão essa primeira força-tarefa para reduzir o número de processos no gabinete, na maioria, Agravos de Instrumento.

Para o ministro Luis Felipe Salomão, esse mutirão aos sábados é indispensável para julgar, em prazo razoável, o grande estoque de processos, tendo em vista que todos os dias chegam novos casos ao gabinete. “Se eu não fizer um esforço concentrado para debelar meu acervo, não consigo zerar meu estoque”, explicou o ministro. Ele ressalta que o trabalho aos sábados também é bastante produtivo: “Não temos telefone tocando, audiências nem qualquer tipo de atendimento”. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 11 de agosto de 2009

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

12/08/2009 08:18 Wagner (Advogado Autônomo - Previdenciária)
TEMERIDADE
Mecanização, justiça, injustiça ou excesso de formalismo? Será que não foi só empurrar com a barriga? Gostaria de saber, dos 90% negados, quantos vão ser alvo de Agravo Regimental. A reprovação dos advogados foi maior que a dos Bacharéis no Exame de Ordem.
11/08/2009 13:56 José R (Advogado Autônomo)
NECCANDI ANIMO
E nesse mutirão "processocida" há preocupação de se fazer justiça ao cidadão? Se houver, tudo bem.Se não, às favas com a estatísticas, tão amadas pelos insensíveis burocratas. O que importa é fazer justiça e preservar o direito do cidadão, função última e ratio essendi do Judiciário.
Produção em série para desentulhar, só quando não ignora o direito da pessoa humana. Caso contrário, é desserviço à causa da justiça...

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