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Marília Scriboni
Execução fiscal administrativa transfere problema do Judiciário à PGFN
Todavia, entendo que o ganho para sociedade, com o projeto, supera em muito os problemas suscitados. Afinal, a devolução dos executivos fiscais aos exequentes permitirá ao Judiciário realocar sua mão-de-obra (também escassa, diga-se de passagem) em detrimento de atividades que permitem um maior aproveitamento social (ações de cunho previdenciário, ações civis diversas e penais). E acredito que o prejuízo inicial para a cobrança dos débitos fiscais que, com certeza, ocorrerá, com o tempo será revertido, com a alocação, pelo Executivo (maior interessado na cobrança), da mão-de-obra necessária à fiel execução da lei.
Ou seja, e já respondendo à questão colocada pelo articulista: entre a morosidade das execuções fiscais no Judiciário e a morosidade delas nos escaninhos dos credores, prefiro esta última. O ganho para a sociedade, neste caso, é bem maior.
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