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Marília Scriboni
Por R$ 40 a cabeça, sindicatos alugam manifestantes no Distrito Federal
Há umas áreas do Estado brasileiro que parecem não ter fiscalização alguma, como se fossem coisa de ninguém. Um absurdo.
Cassa-se um Presidente da República por corrupção e tantas outras trapalhadas e logo em seguida lá está elle de novo (agora como senador da República), reconduzido livremente pelos seus concidadãos. Lá está elle, de novo, espumando pela boca, saindo fogo pelas ventas, agora, todo roxo.
Como eleitores, temos um gosto especial em manter no cenário político figuras bizarras, medonhas. Veja o Sarney e a sua corja, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Zé Jenoíno, Zé Dirceu, Lulla e seus Pelegos, e tantos outros. Por que será que temos tão mau gosto?
Imagino como será a próxima safra de políticos? Bem pior, pode apostar, já que somos um povo cada vez mais despreparados, não temos o direito de exigir que os políticos sejam melhores do que são, já que são fruto do nosso meio.
Povo criativo? Sim. Mas para o que é reprovável. Criativo para o crime, para as trapassas, enfim, para tudo o que é de mau gosto e aético. Hipocrisia pura.
Não vejo nada que justifique uma postura otimista. E se alguém disser o contrário, ou está mentindo (hipótese mais provável), ou está equivocado.
Só alguma coisa muito doida poderá mudar o nosso rumo ao fracasso social.
Veja a situação em que está o Senado Federal. Aquilo não é mais digno de ser chamado de Senado da República. Parece mais um "Chiqueiro", com todo o respeito aos porcos.
E o Planalto... é melhor nem começar os adjetivos!
Que trágica cidadania!
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- Quer dizer que os sindicatos não organizam manifestações com gente cooptada por um alinhamento de ideologias ou de insatisfações, mas sim contratam a prestação de um serviço: o disk protesto público?
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- Qual, então, a legitimidade de representação que invocam?
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- Como levar a sério tais manifestações como expressões da "opinião pública"?
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- Aliá, que opinião pública é essa que só nasce mediante paga?
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Não precisa explicar, eu só queria entender.
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A corrupção parece mesmo ser endêmica e cultural nesse país. Até uma ideologia pode ser obtida por meio de pagamento em dinheiro.
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- Do que o povo reclama, então?
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- Que mal há em o Senador José Sarney ter indicado e pedido emprego para o namorado da netinha querida (se é que ele fez isso mesmo, pois pode ter sido vendido pelo próprio filho)? Ah, já sei. A indignação geral é porque ele indicou o namorado da netinha querida e não um dos que estão indignados e que desejavam a vaga... Ora, deveria ter mais competência para conquistar a netinha querida do Senador.
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Num país surrealista com o Brasil, não estranham essas bizarras alienações ou ideologias de aluguel. De um povo em que medra a corrupção como algo normal, não pode esperar sejam eleitos dentre os que dele fazem parte parlamentares íntegros. As chances disso acontecer são menores do que ganhar sozinho a mega sena acumulada por três ou quatro semanas.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Excelente cobertura. Espero que a notícia se difunda.
Comentários encerrados em 12/08/2009
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