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Prazo de saída

Produtores insistem em não deixar Raposa do Sol

Dois agricultores insistem em não deixar reserva Raposa do Sol (RR), apesar do prazo dado pela Justiça para desocupação vencer nesta quinta-feira (30/4). Segundo informações da Agência Brasil, os dois produtores de arroz insistem em ficar até dia 15, quando o arroz plantado estará pronto para colheita.

O produtor Paulo César Quartiero diz ter cerca de 400 hectares à espera da colheita na Fazenda Providência. Ele não admite ser retirado da região com truculência. “Estarei lá esperando. Se vier com ordem judicial escrita e clara, eu saio, mas não vou sair na marra, só porque terão muitos policiais”, afirmou.

A Fazenda Depósito, que também era ocupada por Quartiero, teve sedes e galpões destruídos e ele poderá ser responsabilizado criminalmente, pois a Fundação Nacional do Índio (Funai) já depositou em juízo indenizações pela benfeitorias. “A propriedade é minha e eu destruo da maneira que quiser”, argumentou o rizicultor. Outro produtor com colheita pendente no local é Tiaraju Saccio. Ele ainda teria 80 hectares plantados na Fazenda Canadá e também está disposto a esperar pela eventual desocupação forçada.

Trezentos agentes da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança estão mobilizados para participar da operação de desintrusão a partir de amanhã. Segundo o superintendente da PF em Roraima, José Maria Fonseca, os produtores de arroz deverão sair da área sem resistir, pois o arroz deles já está embargado pelo Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, que também já aplicou multas milionárias aos produtores por degradação ambiental.

Revista Consultor Jurídico, 30 de abril de 2009, 19h46

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