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29 abril 2009
Tempo de investigar
Desembargador do TRF-4 é afastado pelo CNJ
O Conselho Nacional de Justiça decidiu, na sessão plenária de terça-feira (28/4), afastar de suas funções o desembargador federal Edgard Antônio Lippman Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Ele responderá processo administrativo disciplinar para apurar acusação de venda de sentença investigada pela Corregedoria Nacional de Justiça. O relatório da sindicância foi apresentado ao plenário pelo corregedor nacional, ministro Gilson Dipp.
De acordo com denúncias, o desembargador teria recebido dinheiro para possibilitar a reabertura e manutenção de uma casa de bingo da empresa Monte Carlo Entretenimento, além da compra irregular de uma série de bens em nome de sua companheira Ivanise Machado Crescêncio.
Os dados preliminares da sindicância indicam que, entre 2003 e 2007, a movimentação financeira do desembargador em instituições financeiras foi superior aos rendimentos declarados nesse período.
Na decisão, o corregedor-nacional deu prazo de 15 dias para que a presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspenda todas as vantagens do desembargador, tais como uso de carro oficial, de gabinete, motorista, nomeação de servidores, entre outras, com exceção dos subsídios. Também determinou a redistribuição dos processos de sua atribuição ou convocação de magistrado para sua substituição. *Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.
Revista Consultor Jurídico, 29 de abril de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 5 comentários
Para quem não é fiel aos princípios...
Infelizmente, para uns poucos, é bastante complicado ver seu subsídio sempre limitado a um tanto - ainda que seja muito esse tanto - e ao mesmo tempo desafiar a caneta em decisões que envolvem vinte, cinquenta, cem vezes esse mesmo tanto.
É mais ou menos como ser um chocólatra incontido e trabalhar numa linha de produção da fábrica de chocolates, se me permitem.
Se não envolvesse uma sólida observância de princípios, arriscaria dizer que é mesmo pura falta de caráter.
Marcelo Alves Stefenoi
pretoriusmaximus@hotmail.co
Para quem não é fiel aos princípios...
Infelizmente, para uns poucos, é bastante complicado ver seu subsídio sempre limitado a um tanto - ainda que seja muito esse tanto - e ao mesmo tempo desafiar a caneta em decisões que envolvem vinte, cinquenta, cem vezes esse mesmo tanto.
É mais ou menos como ser um chocólatra incontido e trabalhar numa linha de produção da fábrica de chocolates, se me permitem.
Se não envolvesse uma sólida observância de princípios, arriscaria dizer que é mesmo pura falta de caráter.
Marcelo Alves Stefenoi
pretoriusmaximus@hotmail.co
VENDER JUSTIÇA,..É SÓ PARA QUEM PODE?
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