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24 abril 2009
Briga no STF
Fadesp repudia atitude de Joaquim Barbosa
A Federação das Associações de Advogados do Estado de São Paulo divulgou nota sobre a discussão ocorrida entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa, na quarta-feira (22/4). (Clique para ver o vídeo da discussão)
Ao aderir à manifestação de apoio aos ministros do STF em favor de Mendes, a Fadesp repudiou as atitudes de Barbosa. Destacou, ainda, sua confiança no presidente da Corte para superar e contornar o episódio para que a imagem do STF não seja manchada.
Na discussão, transmitida pela TV e pela internet, esta semana, Joaquim Barbosa acusou Gilmar Mendes de estar “destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”, pediu respeito e disse ao presidente da corte que ele não estava falando com "seus capangas de Mato Grosso”.
Leia a nota:
Nota de adesão à manifestação dos Ministros do Supremo Tribunal Federal em apoio ao Ministro Gilmar Mendes
A Federação das Associações de Advogados do Estado de São Paulo adere à manifestação de apoio dos ministros do Supremo Tribunal Federal em favor do ministro Gilmar Mendes e adita que repudia o modo desabrido e destemperado com que o ministro Joaquim Barbosa dirigiu-se ao presidente daquela Corte, conforme transmitido para todo o Brasil durante a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal no dia 22/04/2009.
A sociedade espera que a Justiça brasileira seja o baluarte e o repositório das últimas reservas morais da Nação. Essa tarefa tem sido bem exercida pela atual composição do Supremo, em especial por seu presidente, e não se coaduna com manifestações atrabiliárias, muito menos quando sem nenhuma causa aparente capaz de justificá-las.
O ministro Gilmar Mendes é merecedor do respeito de todos por seus valiosíssimos préstimos como magistrado e pela administração que imprime ao Supremo Tribunal Federal, exercendo uma gestão absolutamente afinada com os anseios do amadurecimento da democracia pátria e a garantia dos direitos fundamentais assegurados na Constituição Federal.
As aleivosias desferidas pelo ministro Joaquim Barbosa contra o ministro Gilmar Mendes desbordam do debate estritamente jurisdicional e até ideológico, arranham a imagem do STF e constituem um acinte, um desrespeito, ao Estado Democrático de Direito.
A Fadesp confia na capacidade, na competência e na sobriedade do ministro Gilmar Mendes para superar esse deplorável episódio, na certeza de que saberá contorná-lo para não permitir seja manchada a imagem de nossa mais Alta Corte.
São Paulo, 24 de abril de 2009.
Raimundo Hermes Barbosa
(Presidente)
Sérgio Niemeyer
(Diretor do Depto. de Prerrogativas)
Revista Consultor Jurídico, 24 de abril de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 21 comentários
Mais do mesmo.
Botequim Barbosa e Brancaleone
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Na proa dessa articulação intelectual, que trata de promover uma subterrânea transmutação dos valores há intelectuais como Dalari ou Sader, mas na cauda deles vai a soldadesca papagaia que cuida somente de repeti-los, formando um vozerio tal que finalmente transmuda-se em lugar comum aquilo que deformadamente engendraram, tal como se verdade fosse.
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Abaixo vemos entre os comentaristas um extrato desse exército de Brancaleone da moral, aqueles que de modo capenga e intelectualmente aleijado, em imbecil maniqueísmo apóiam o Ministro Botequim Barbosa, assim transformado em “messias do Judiciário” porque repetiu o credo deles (Botequim Barbosa porque a bravataria por ele cuspida é própria de uma conversa de botequim).
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Entre os versículos desse credo há coisas como “justiça é expressão da classe dominante”, “justiça é prender rico”, “justiça é colocar na cadeia de imediato tão somente por haver indícios de autoria” (lembrem-se do hilário Protógenes reclamando que Dantas não está preso só porque já há uma sentença ignorando o art. 594 do CPP), “combate à corrupção justifica o atropelo das garantias e direito fundamentais” e, é claro, “a pobreza alarmante do Brasil é agravante no crime de qualquer rico, ainda que seja bater na esposa".
(continução do comentário acima)
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Gilmar Mendes nos recorda que ainda há juízes neste país, mesmo com todo esse pífio exército de papagaios e intelectuais stalinistas, escudando suas decisões com a Constituição. A legalidade incomoda o exército de Brancaleone abaixo, não?
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