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22 abril 2009
Depois da guerra
Ministros do STF apoiam atuação de Gilmar Mendes
O acalorado bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, que pôs fim à sessão plenária desta quarta-feira (22/4), fez o Supremo Tribunal Federal cancelar também a sessão desta quinta (23/4). A decisão foi tomada em reunião dos ministros convocada por causa da discussão.
Depois de ficarem reunidos por mais de três horas, oito ministros do STF emitiram uma sucinta nota na qual “reafirmam a confiança e o respeito ao Senhor Ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como Presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data”. Não subscrevem a nota os ministros Mendes e Barbosa, envolvidos na discussão, e Ellen Gracie, que está em Genebra.
Os ministros chegaram a discutir uma nota de advertência ao ministro Joaquim Barbosa, pelos termos pesados que usou contra o ministro Gilmar Mendes. Mas acabaram preferindo fazer um comunicado em defesa da instituição. Ao sair da reunião, o ministro Celso de Mello considerou que o episódio já está superado. “O clima está natural”, disse. Já Marco Aurélio afirmou que o clima era bastante ruim: “Evidentemente que não acabamos de sair de uma lua-de-mel”. Ressaltou que o Supremo “é uma corte que contempla o somatório de forças distintas, mas que prevaleça a organicidade e se observe a liturgia da instituição”.
Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes protagonizaram mais uma discussão nesta quarta. Mendes insinuou que Barbosa guiaria suas decisões de acordo com as classes sociais envolvidas na ação. Barbosa reagiu, e disse que Mendes está “destruindo a Justiça desse país”.
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Leia a nota dos ministros:
Os Ministros do Supremo Tribunal Federal que subscrevem esta nota, reunidos após a Sessão Plenária de 22 de abril de 2009, reafirmam a confiança e o respeito ao Senhor Ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como Presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data.
Ministro Celso de Mello
Ministro Marco Aurélio
Ministro Cezar Peluso
Ministro Carlos Ayres Britto
Ministro Eros Grau
Ministro Ricardo Lewandowski
Ministra Cármen Lúcia
Ministro Menezes Direito
Rodrigo Haidar é correspondente em Brasília da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 22 de abril de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 22 comentários
Respeito e confiança?
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Dizer que a pessoa não tem moral pra se manifestaré procurar encrenca.Pediu e levou.
OS AMIGUINHOS DEFENDEM O MENINO GILMAR DE CALUNDU, TADINHO
Se naquela casa se praticasse o correto, como assim o povo brasileiro acredita, não ocorreria esse tipo de destempero, se os atores fossem mais adictos e praticassem mais o direito e menos vaidade a Nação estaria tranqüila.
Volto a dizer, Dalmo Dallari estava com a razão, à precoce indicação de Gilmar, foi e continua sendo um desastre e uma perda para o Judiciário, ele não guarda nada de julgador, é empresário do ramo de ensino, e essa pecha não sai assim tão fácil.
Uma coisa esses senhores devem sempre se lembrar, que são servidores públicos mantidos com o dinheiro da Nação, por essa razão devem respeitar o cargo ora ocupado e realizar e dar cabo dos trabalhos e bem feito, pois, o povo não se encontra satisfeito com o estrelismo deles menos ainda com relação ao Gilmar. São servidores do Povo, devem sempre se lembrar disso, se não estão satisfeito, que peçam para sair e vão cuidar de suas coisas. Não somos obrigados a estar assistindo esse tipo de espetáculo que não acrescenta nada ao Judiciário e nem à sociedade, menos arrogância e mais humildade se praticados com parcimônia sempre geram resultados visíveis e elogiáveis principalmente seu Gilmar.
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