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Participação eleitoral

Protógenes é afastado até final de procedimento

O delegado Protógenes Queiroz foi afastado de qualquer função na Polícia Federal até que seja concluído o procedimento administrativo disciplinar que apura sua participação em evento político partidário. O afastamento do delegado, que receberá os vencimentos normalmente, foi determinado pelo diretor-geral da PF, delegado Luiz Fernando Corrêa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O enquadramento tem base no artigo 43, inciso 12, da Lei 4.878/65, que dispõe sobre o regime jurídico da instituição. “Valer-se do cargo com fim, ostensivo ou velado, de obter proveito de natureza político partidária para si ou terceiros”. A demissão é a punição mais severa que a lei prevê para esse tipo de infração.

O delegado estava na Coordenação-Geral de Defesa Institucional (CGDI) desde que concluiu o Curso Superior de Polícia. “Nós contamos com a imparcialidade dos policiais que atuarão nesse processo, pois a imparcialidade é um dos pilares da Justiça”, afirmou o advogado do delegado, Luiz Fernando Ferreira Gallo. “Que sejam averiguados tão somente os fatos que na verdade ocorreram”, disse.

Protógenes Queiroz, que comandou a deflagração da Operação Satiagraha e responde a inquérito por irregulares cometidas nela, disse, em entrevista concedida ao Jornal do Brasil, que contou com 26 policiais federais especializados em investigação financeira, dois peritos, 10 viaturas caracterizadas, três carros blindados e os recursos financeiros necessários para dar cabo à investigação. “Por que me dariam essa estrutura se não houvesse o interesse do governo? Foi a maior operação da história da PF”, afirmou.

Protógenes disse que a operação foi uma missão presidencial. Ele afirmou ter ouvido do ex-diretor da PF, delegado Paulo Lacerda, que a investigação em torno do banqueiro Daniel Dantas era do interesse do Palácio do Planalto. Segundo ele, a operação tinha o crivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O que até hoje eu não consegui entender é por que as coisas mudaram de uma hora para outra. As investigações se voltaram contra os policiais que investigavam o caso”, disse. Para Protógenes, a saída de Lacerda da PF coincidiu com uma mudança de postura do governo, que deixou de se interessar pelas atividades do banqueiro quase ao mesmo tempo em que mudava a lei e se abriam as torneiras do BNDES para garantir a fusão da Brasil Telecom com a OI – operação que tirou Dantas do comando da empresa, mas engordou o Opportunity com mais de US$ 1 bilhão.

“Em agosto de 2007 perguntei ao Paulo se permaneceria no cargo e ele me garantiu que sim. Logo depois caiu. Fiquei sozinho”, diz. Mas, segundo Protógenes, Lacerda colocou à disposição do delegado todos os recursos da Agência Brasileira de Inteligência. “Conversávamos todos os dias e ele estava a par de tudo”, disse. Protógenes também afirmou estar decepcionado com o antigo chefe. “Ele me recebeu por apenas 15 minutos e fez questão de encerrar logo a conversa. Parecia angustiado e triste por deixar o país”, conta sobre a última vez que os dois se encontraram e antes de Lacerda seguir para Portugal para ocupar o cargo de adido policial.

Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2009, 11h25

Comentários de leitores

11 comentários

Meta-se com os poderosos?!

aprendiz (Outros)

Isso é o que dá se meter com os poderosos! Vão fazer tudo para desviar o foco. São capazes de descobrir que ele torce pelo...

EM PLENA CAMPANHA

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

AGORA ELE TEM TEMPO DE SOBRA PARA DAR CONTINUIDADE A SUA CAMPANHA POLÍTICA, RECEBENDO SEUS VENCIMENTOS.

MAQUIAVELICOS DA PF, COMPETENCIA PARA OS SEUS.

Bonasser (Advogado Autônomo)

Agora eles conseguiram, queriam afastar o servidor de qualquer sorte. Concordo com o Sr. Sergio, é praticar a lei, contraditorio e se positivo, que é o desejo dos seus companheiros ciumentos de PF, que seja afastado.
Ficaria deverasmente contente se quando for indiciado tambem o chefe da DPF, sobre o caso gritante de tortura e coação lá no Sul, que os seus companheiros tambem cumpram a lei, tal qual estao fazendo com o Protogenes.
É de se admirar como nossa PF é celere e eficiente quando é para incriminar os seus; pelo fato do Delegado pedir ajuda à ABIN, foi ilegal, agora pedir ajuda ao FBI nao é. Só mesmo aqui nesse brasilsao.
O mais interessante é que eles agora devem deixar o Delegado em paz, pois, conseguiram afasta-lo do cargo,no entanto devem atentar que todavia nao foi afastado da instituicao...e o Daniel Mendes, ha!!! o Daniel, ele so fez nada de ilegal, contratou a Crow, e alguns ex-agentes de nossas instituicoes...é o cara esperto.
Vamos ver se o Conjur vai dar o mesmo tratamento quando vier a tona o depoimento do Daniel Mendes e do chefe da DPF, esses sim merecem um tratamento vip...até.

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