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A caminho do altar

Direção da PF tansforma Protógenes em Cristo

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A direção da Polícia Federal decidiu afastar o delegado Protógenes Queiroz das atividades na PF por tempo indeterminado. Ele vai responder a processo disciplinar que poderá resultar na sua demissão, por ter participado de atividade política partidária.Falta grave no Estatuto do Policial Federal .

O processo, foi instaurado pela Corregedoria do órgão em Minas Gerais, estado onde aconteceu, em setembro do ano passado, o comício do petista Paulo Tadeu D'Arcádia - candidato a prefeito de Poços de Caldas (MG) — do qual Protógenes participou.

Protógenes vai  continuar a receber salários sem trabalhar, o que vai lhe dar mais tempo ainda para participar de atos políticos e legalmente, já que estará afastado oficialmente das funções.

A direção geral da PF agindo dessa forma açodada, está transformando o delegado Protógenes em vítima, quando na verdade os abusos na Operação Satiagraha  pelos quais está sendo acusado, deveriam ser apurados sem paixões ou picuínhas internas entre delegados.

Delegados invadiram e fizeram busca em sua casa, na presença de sua família, confiscaram computadores pessoais e de familiares, o trataram como se bandido fosse. Isto tudo e mais esse processo disciplinar rápido como um raio, acaba deixando  Protógenes como “vítima” perante a sociedade, que só quer saber que ele prendeu  e conseguiu a condenação do  banqueiro Daniel Dantas por tentativa de corrupção ativa e não leva em conta se os delegados tinham ordem judicial para invadir a casa dele.

Agindo dessa forma a direção geral da PF ajuda a  eleger Protógenes para qualquer cargo eletivo até sem campanha. É só ver e constatar como a opinião pública recebe essas ações punitivas contra o delegado Protógenes.

Francisco Carlos Garisto é ex-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais

Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2009, 18h22

Comentários de leitores

6 comentários

NÃO SE CHEGA A MELIANTES P/ CAMINHOS NORMAIS,USA-SE TRILHAS

Bonasser (Advogado Autônomo)

O mais interessante é que todos nós sabemos que as leis são feitas em prol dessa corja de salafrarios (Dantas, parlamentares e Gil mares da vida), e o que o delegado fez nada foi do que lançar mão de artifícios bem conhecidos dessa cambada de 100vergonha. Se o mesmo tentasse chegar perto do “Ddmendes” pelos caminhos ortodoxos, não daria um passo certo sequer; sabedor das trilhas a alcançar os larápios, concluiu seu excelente trabalho por vias transversas, o que não lhe tira o mérito, foi de uma excelência sem par, e esse foi o ponto chave da ciumeira de seus companheiros de distintivo.
Ele está no caminho certo e se tivéssemos um dirigente culhão roxo, ele ainda estaria no caso e não só o DD mais como muita gente boa de todas as esferas da sociedade estariam vendo o sol nascer xadrez, pelo menos por algum tempo... vejam só o que vem acontecendo no congresso ou quengresso?
Deixem o cara em paz, vasculhem o seu chefe, o da DPF, o que ele fez no Sul é simples comparado ao que o delegado possa ter feito, sim por que há ai a presunção de inocência, creio que valida para ele também ou vale só para bandido...

UM CANDIDATO e a ELEIÇÃO.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Senhores, creiam, não sou contra quem queira ser político.
Todavia, desta vez quero fazer uma crítica à CONSULTOR JURÍDICO.
Como diria aquele cômico da televisão: QUERIAS...!!!!
Porque, Senhores, uma coisa é QUERER SER POLÍTICO e outra coisa é SER ELEITO.
Senhores. Eu ainda acredito no Povo Brasileiro, na sua maioria. Portanto, NÃO ACREDITO que o POVO queira ver, no CONGRESSO um CIDADÃO que se fez sobre cadáveres, sobre fantasmas e quebra de princípios constitucionais que afetariam a TODOS!
Que o Dr. Protógenes queira ser POLÍTICO, nada a comentar. É um DIREITO SOBERANO.
Mas NÃO OFENDAM o CIDADÃO e a CIDADANIA, antecipadamente. NÃO CREIO que o CIDADÃO que tem consciência do PAÍS queira eleger este CIDADÃO, cuja notoriedade se fez sobre escândalos que o fazem, a cada dia, ficar mais distante da estrutura legal e ética do País!

Teste de popularidade

Espartano (Procurador do Município)

Gostaria de ver um testa de popularidade com câmera escondida nestes moldes: Protógenes e De Sanctis de um lado, Gilmar Mendes de outro. No meio da 25 de Março. Sem seguranças.
Quem será que iria ganhar tapinha nas costas, aperto de mão, cafezinho, pedido de autógrafo, foto com celular?
E quem será que ia se enrolar na hora de explicar os HCs, gaguejar, ficar nervoso, ser vaiado, hostilizado, (ou até agredido) e ter que finalmente sair escoltado de lá?
Vão dizer que a opinião da turba, caterva, massa ignara (ou outro adjetivo depreciativo que aqui costumam dar ao povão) não vale de nada. Vão os "juristas" argumentar que somente a opinião dos doutos em matéria de Direito é que tem peso.
Porém, esqucem-se do óbvio: o Direito é dirigido ao povão. Se não há identificação da massa com o que é decidido, a tendência é falta de credulidade cada vez maior que se verifica.
Para mim, "jurista" que ignora a vontade popular tem a mesma validade do cientista que pesquisou, pesquisou, pesquisou e descobriu a cura do cancer, mas só para os ratos. Em tese, a pesquisa foi perfeita. Na hora de aplicar onde interessa, não funcionou. E aí é começar do zero de novo...

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