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14 abril 2009
A caminho do altar
Direção da PF tansforma Protógenes em Cristo
A direção da Polícia Federal decidiu afastar o delegado Protógenes Queiroz das atividades na PF por tempo indeterminado. Ele vai responder a processo disciplinar que poderá resultar na sua demissão, por ter participado de atividade política partidária.Falta grave no Estatuto do Policial Federal .
O processo, foi instaurado pela Corregedoria do órgão em Minas Gerais, estado onde aconteceu, em setembro do ano passado, o comício do petista Paulo Tadeu D'Arcádia - candidato a prefeito de Poços de Caldas (MG) — do qual Protógenes participou.
Protógenes vai continuar a receber salários sem trabalhar, o que vai lhe dar mais tempo ainda para participar de atos políticos e legalmente, já que estará afastado oficialmente das funções.
A direção geral da PF agindo dessa forma açodada, está transformando o delegado Protógenes em vítima, quando na verdade os abusos na Operação Satiagraha pelos quais está sendo acusado, deveriam ser apurados sem paixões ou picuínhas internas entre delegados.
Delegados invadiram e fizeram busca em sua casa, na presença de sua família, confiscaram computadores pessoais e de familiares, o trataram como se bandido fosse. Isto tudo e mais esse processo disciplinar rápido como um raio, acaba deixando Protógenes como “vítima” perante a sociedade, que só quer saber que ele prendeu e conseguiu a condenação do banqueiro Daniel Dantas por tentativa de corrupção ativa e não leva em conta se os delegados tinham ordem judicial para invadir a casa dele.
Agindo dessa forma a direção geral da PF ajuda a eleger Protógenes para qualquer cargo eletivo até sem campanha. É só ver e constatar como a opinião pública recebe essas ações punitivas contra o delegado Protógenes.
Francisco Carlos Garisto é ex-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais
Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 6 comentários
NÃO SE CHEGA A MELIANTES P/ CAMINHOS NORMAIS,USA-SE TRILHAS
Ele está no caminho certo e se tivéssemos um dirigente culhão roxo, ele ainda estaria no caso e não só o DD mais como muita gente boa de todas as esferas da sociedade estariam vendo o sol nascer xadrez, pelo menos por algum tempo... vejam só o que vem acontecendo no congresso ou quengresso?
Deixem o cara em paz, vasculhem o seu chefe, o da DPF, o que ele fez no Sul é simples comparado ao que o delegado possa ter feito, sim por que há ai a presunção de inocência, creio que valida para ele também ou vale só para bandido...
UM CANDIDATO e a ELEIÇÃO.
Todavia, desta vez quero fazer uma crítica à CONSULTOR JURÍDICO.
Como diria aquele cômico da televisão: QUERIAS...!!!!
Porque, Senhores, uma coisa é QUERER SER POLÍTICO e outra coisa é SER ELEITO.
Senhores. Eu ainda acredito no Povo Brasileiro, na sua maioria. Portanto, NÃO ACREDITO que o POVO queira ver, no CONGRESSO um CIDADÃO que se fez sobre cadáveres, sobre fantasmas e quebra de princípios constitucionais que afetariam a TODOS!
Que o Dr. Protógenes queira ser POLÍTICO, nada a comentar. É um DIREITO SOBERANO.
Mas NÃO OFENDAM o CIDADÃO e a CIDADANIA, antecipadamente. NÃO CREIO que o CIDADÃO que tem consciência do PAÍS queira eleger este CIDADÃO, cuja notoriedade se fez sobre escândalos que o fazem, a cada dia, ficar mais distante da estrutura legal e ética do País!
Teste de popularidade
Quem será que iria ganhar tapinha nas costas, aperto de mão, cafezinho, pedido de autógrafo, foto com celular?
E quem será que ia se enrolar na hora de explicar os HCs, gaguejar, ficar nervoso, ser vaiado, hostilizado, (ou até agredido) e ter que finalmente sair escoltado de lá?
Vão dizer que a opinião da turba, caterva, massa ignara (ou outro adjetivo depreciativo que aqui costumam dar ao povão) não vale de nada. Vão os "juristas" argumentar que somente a opinião dos doutos em matéria de Direito é que tem peso.
Porém, esqucem-se do óbvio: o Direito é dirigido ao povão. Se não há identificação da massa com o que é decidido, a tendência é falta de credulidade cada vez maior que se verifica.
Para mim, "jurista" que ignora a vontade popular tem a mesma validade do cientista que pesquisou, pesquisou, pesquisou e descobriu a cura do cancer, mas só para os ratos. Em tese, a pesquisa foi perfeita. Na hora de aplicar onde interessa, não funcionou. E aí é começar do zero de novo...
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