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Vindos do exterior

Proibir pneu remoldado não resolve questão ambiental

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A novela dos pneus usados parecia estar perto do fim no dia 11 de março, quando a ministra do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, proferiu sua decisão. Ele sentenciou a morte dos pneus "alienígenas" que vieram da Europa para invadir o "Planeta Brasil". Mas a história ganhou um capítulo curioso no fim do mês de março.

Enquanto espera o veredicto final, a empresa BS Colway, que fechou sua fábrica de pneus remoldados em dezembro de 2007, depois do nocaute imposto pela ministra Ellen Gracie, também do STF, foi forçada a trancafiar seus "alienígenas" até saber se poderá ou não vendê-los a alguma outra fábrica de "pneus remold" (remoldados) que não pisou no tatami.

Sob a vigilância do Ibama, os "alienígenas" capturados na BS Colway foram trancafiados em celas improvisadas no interior da empresa, rigorosamente lacradas pelo órgão ambiental, em regime fechado, enquanto aguardam, "angustiados", um ou outro destino: se poderão ter mais vida, caso possam ser remoldados, ou se queimarão na fogueira da inquisição, no forno de alguma fábrica de cimento.

Enquanto isso, do lado de fora da extinta fábrica de pneus remold, brasileiros natos (pneus de fabricação brasileira), ou naturalizados (pneus usados que desembarcaram no Planeta Brasil quando ainda eram jovens "zero km"), desfilam carecas, sorridentes e desengonçados por nossas ruas esburacadas, sem condições de ganharem mais vidas pela remoldagem. Ao contrário dos alienígenas oriundos de planetas mais avançados, de ruas lisas e povo bem educado, os "brazucas" seguirão seus desígnios como piscina de mosquitos da dengue, depois de abandonados pelo povo.

Para completar a chanchada ambiental, los hermanos paraguaios, uruguaios e argentinos continuarão entrando no Planeta Brasil pela porta do Mercosul. Para quem não sabe, as fábricas de pneus remold do Mercosul podem trazer "alienígenas" da Europa, remoldá-los e depois vendê-los ao Brasil com direito à naturalização e liberdade de ir e vir.

 é advogado especialista em questões aduaneiras e de comércio internacional.

Revista Consultor Jurídico, 2 de abril de 2009, 16h24

Comentários de leitores

2 comentários

Tem gente que tem relógio, mas não sabe que horas são ! ! !

A.G. Moreira (Consultor)

Tem gente que acredita que para falar sobre, qualquer, assunto, basta ter o direito de emitir opinião. -
Não é necessário saber ! ! !
*
Assim, tem gente que tem relógio, mas não sabe que horas são ! ! !

Proibir importação de pneu remoldado não resolve questão amb

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Alô..ô ô ô ô ô ô ô....
Modus in rebus!
Ninguém está dizendo que a questão ambiental vai ser resolvida com a não importação dos pneus cacarecos, imprestáveis, que veem da Europa.
O que se está dizendo é que nossos pneus carecas, e que podem ser recauchutados, podendo passar pela remoldagem ou pela recauchutagem, porque isso tem que ser analisado antes de recauchutar, já nos bastam e já bastam aos nossos mercados.
O que acontece é que os RECAUCHUTADORES querem continuar a importar o que não presta a preços da "bacia das almas" e vende-los no mercado a um preço convenientemente atrativo.
O que ocorre é que tais carcaças, se assim se podem chamá-los, para não apelidá-los de sucatas, NÃO SUPORTAM mais qualquer recauchutagem, e apresentam, na maioria das vezes, sério risco para os Usuários.
Por isso, a campanha dos que têm bom senso e responsabilidade, contra a importação do que a Europa não consegue destruir, como determinam as diversas normas em vigor.

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