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Dinheiro de mentira

PF deflagra operação contra grupo acusado de falsificar moeda

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (9/9), a Operação Galo Capote, em São Paulo. A investigação, que durou nove meses, teve por objetivo desmantelar suposta quadrilha de cerca de 20 pessoas especializadas em falsificar moedas.

Segundo a PF, os investigados compravam matéria-prima, produziam as cédulas falsas e repassavam grandes lotes a distribuidores. Eles entregavam quantidades menores a pequenos distribuidores que as colocavam em circulação em vários estados. Nas investigações, a Polícia identificou uma hierarquia interna, com diferentes graus de responsabilidade: dois “líderes” que coordenavam a quadrilha, três “fabricantes ou produtores” que falsificavam as moedas, sete “distribuidores” que cuidavam de repassar as moedas para as mãos dos distribuidores finais e 12 auxiliares, sem atividade específica ou diretamente ligados à produção ou distribuição das cédulas falsas.

Apenas um dos líderes teve a prisão temporária decretada, pois o outro já está preso por tráfico. “Além dos fortes indícios de sua participação nos delitos e o grau de influência que tem na atuação da quadrilha, certamente poderiam atrapalhar ou atravancar a continuidade da investigação, ao menos nessa fase onde serão feitas buscas e apreensões”, afirmou o juiz da 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo Alexandre Cassetari.

Já quanto aos chamados “auxiliares”, o juiz entendeu que não cabe prisão. “Embora também existam indícios de suas participações nos ilícitos penais, entendo que não ficou demonstrado pela representação policial que suas atuações ensejem a imprescindibilidade de suas prisões temporárias”, afirmou.

De acordo com a PF, a estimativa é de que os acusados sejam responsáveis pela produção mensal de mais de 15 mil cédulas falsas, valor superior a R$ 250 mil.

A PF está cumprindo 10 mandados de prisão e cerca de 70 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Alagoas, Amazonas e Rio Grande do Norte. Segundo o juiz, as várias citações feitas em escutas telefônicas o levou a determinar busca e apreensão nos escritórios e residências dos envolvidos, inclusive dos chamados "auxiliares". A Polícia afirma que a maioria dos acusados possui antecedentes criminais, como estelionato, tráfico de entorpecentes, associação ao tráfico, receptação.

O nome da operação, explica a PF, deve-se ao fato de a cédula de R$ 50 ser apelidada de “galo” e utilizada pelos investigados para se referir à nota. A Polícia também afirma que “galo” é uma analogia ao número 50, que no jogo do bicho é correspondente a este animal. Já “capote” é uma denominação da galinha d'angola ou guiné. O cruzamento desses animais gera um animal híbrido, estéril, um falso galo ou “galo capote”, como as cédulas produzidas pela organização criminosa, afirma a PF.

Revista Consultor Jurídico, 9 de setembro de 2008, 18h04

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