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Perigo de fuga

Justiça de SP determina prisão do ex-seminarista Gil Rugai

O ex-seminarista Gil Rugai teve a liberdade provisória revogada, nesta terça-feira (9/9), pelo juiz Luiz Rogério de Oliveira, do 5º Tribunal do Júri de São Paulo. Rugai, que já foi preso, é acusado de matar o pai, o publicitário Luiz Carlos Rugai, e a mulher dele Alessandra Fátima Troitiño, no dia 28 de março de 2004.

O Ministério Público de São Paulo pediu a prisão de Rugai na segunda-feira (8/9), depois que o programa Domingo Espetacular, da TV Record, mostrou que ele estava vivendo em Santa Maria (RS). Segundo o MP, ele não tinha autorização para se mudar de São Paulo, o que teria feito há um ano. Os promotores argumentavam que ele poderia fugir para fora do país.

O advogado Fernando José da Costa, que defende Gil Rugai, no entanto, afirma que a liberdade concedida pelo Supremo Tribunal Federal não impôs condições ao acusado. Por isso, ele teria o direito de mudar de cidade sem comunicar ao juiz. Costa ainda negou que seu cliente tenha intenção de fugir. Rugai voltou a São Paulo depois da reportagem da TV Record. Ele está em liberdade provisória desde 2006.

O juiz entendeu agora que “existe a possibilidade concreta de fuga do país por via rodoviária”. Outro argumento é o fato de o imóvel alugado em Santa Maria no nome de Rugai tinha como fiadores o irmão Leo Grego Rugai e a avó Conceição Grego. “É de observar que o irmão do réu, juntamente com o mesmo, é beneficiário direto da herança do pai de ambos, cuja morte é apurada neste processo”, diz Oliveira.

Na reportagem, Gil Rugai ainda aparece bebendo cerveja em um shopping "mostrando despreocupação com o fato de vir a ser reconhecido", diz o juiz.

Clique aqui para ler a decisão.

Revista Consultor Jurídico, 9 de setembro de 2008, 20h52

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