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Atividade-fim

Franquia de restaurante não pode terceirizar entregadores

Motociclistas que entregam produtos comercializados por outras empresas desempenham atividade-fim e devem ser contratados diretamente pela tomadora do serviço. O entendimento é do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), em julgamento de Ação Civil Pública contra uma franquia do Habib’s.

De acordo com a decisão, o restaurante pode “utilizar somente mão-de-obra de trabalhadores devidamente registrados, inclusive os motoqueiros entregadores, sob pena de pagamento de multa no valor de R$ 10 mil por trabalhador encontrado em situação irregular”. No acórdão, os desembargadores sustentam que, para “baixar seus custos e reduzir despesas com pessoal, a ré logrou o seu objetivo por meio do enxugamento de seu quadro de empregados”.

Para o procurador do Trabalho Genderson Silveira Lisboa, autor da ação, a terceirização dos serviços de entrega contribui para formação de uma massa de trabalhadores desprotegidos, expostos a alto risco de acidentes e desamparados de qualquer legislação, já que trabalham na informalidade.

Outras empresas estão sendo investigadas pelo Ministério Público do Trabalho por terceirização de serviços de entrega. “Essa decisão é um ótimo precedente para ações que ainda estão aguardando julgamento ou que venham a ser ajuizadas”, avalia Genderson Lisboa.

Revista Consultor Jurídico, 9 de setembro de 2008, 16h59

Comentários de leitores

1 comentário

Injusto. A empresa em o direito de terceirizar ...

Bira (Industrial)

Injusto. A empresa em o direito de terceirizar qualquer serviço. Desde 1985 setores com segurança, limpeza, portaria, alimentação, rh e até engenharia já são terceirizados.

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