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Espionagem suprema

PF apresenta delegado que vai presidir inquérito sobre grampo

O delegado William Maciel Murad vai presidir o inquérito que investigará as acusações de grampo ilegal de autoridades do Judiciário e do Legislativo. Murad será supervisionado pelo coordenador de Polícia Fazendária da PF, Rômulo Berredo. A informação foi dada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Luis Fernando Corrêa, ao presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, nesta terça-feira (2/9). Gilmar Mendes foi uma das vítimas do grampo ilegal.

Segundo Corrêa, a reunião serviu também para combinar com o ministro a data de seu depoimento, que será ouvido pela PF como testemunha. Uma das conversas interceptadas é do ministro com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Como ministro do STF, Mendes tem a prerrogativa legal de marcar a audiência de inquirição de acordo com sua conveniência. A data ainda não foi marcada.

“Viemos demonstrar que a Polícia Federal está pronta e preparada para fazer uma investigação na medida do que a sociedade espera”, afirmou o diretor-geral. Corrêa disse, ainda, que caso o STF e o Congresso Nacional achem necessário, podem designar pessoas para acompanhar as investigações. A intenção, segundo ele, é que a investigação seja a mais transparente possível e com maior rigor técnico. “É nessa linha que a PF e o STF vão trabalhar”, afirmou.

No encontro que durou 40 minutos, estiveram presentes os delegados da Polícia Federal Romero Luciano de Menezes, diretor executivo; Daniel Lorenz de Azevedo, diretor de Inteligência; e Roberto Troncon Filho, diretor de Combate ao Crime Organizado.

A revelação do grampo foi feita pela revista Veja desta semana. De acordo com a reportagem, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitora telefones do Supremo Tribunal Federal, de congressistas e do próprio Planalto. A reportagem transcreve uma conversa telefônica entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres, que confirmaram o teor do diálogo.

O presidente do Supremo cancelou uma viagem que faria à Coréia do Sul para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros Cezar Peluso e Carlos Britto. Os ministros cobraram do presidente uma resposta para o caso, já que a Abin é um órgão subordinado à Presidência da República.

Em nota, a Abin afirmou que abrirá sindicância para apurar o envolvimento de seus agentes no grampo ilegal. Na segunda-feira (1/9), o presidente Lula resolveu afastar a cúpula da Abin, inclusive o diretor, Paulo Lacerda, até o fim das investigações sobre o grampo ilegal.

Revista Consultor Jurídico, 2 de setembro de 2008, 21h11

Comentários de leitores

5 comentários

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Armando do Prado (Professor)

Dantas como mentor intelectual: O governo escolheu a dedo o substituto de Paulo Lacerda na Abin. Chama-se Wilson Trezza. Deve-se à repórter Fernanda Odilla (só para assinantes da Folha) a revelação de que Trezza já trabalhou para Daniel Dantas. Sim, exatamente, ele mesmo: o suspeito-geral da República, preso e solto duas vezes na Operação Satiagraha. Entre fevereiro de 2002 e março de 2003, o novo mandachuva da Abin bateu ponto na Fundação Brtprev. Era diretor de Seguridade. Geria os planos de benefícios dos colaboradores da Brasil Telecom, empresa submetida à época ao controle de Daniel Dantas. "Não me relacionava com ele", diz Trezza, um oficial de inteligência, que ingressou na atividade de informação em 1981, no velho SNI. Blog do Josias de Souza

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A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) adquiriu ilegalmente maletas de interceptação telefônica, revelou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante reunião de coordenação política do governo no Palácio do Planalto.

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Lei de Gresham - postula que a má qualidade expulsa a boa. Pensaram na Veja? Bingo!

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