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24 março 2008

Orçamento municipal

DEM pergunta se contas rejeitadas tornam vereador inelegível

O deputado federal e presidente dos DEM Rodrigo Maia (RJ) formalizou Consulta ao Tribunal Superior Eleitoral para saber se vereadores também ficam inelegíveis quando contas da Câmara Municipal são rejeitadas.

De acordo com o artigo 1º, inciso I, letra “g”, da Lei Complementar 64/90, é inelegível o presidente da Câmara Municipal quando a Casa tem as contas rejeitadas. Na Consulta, o parlamentar questiona se tal punição, prevista no artigo acima, se estende aos demais membros da Mesa.

“A rejeição das contas de Câmara Municipal, que impõe ao seu presidente a inelegibilidade prevista no artigo 1º, inciso l, letra 'g' da Lei Complementar 64/90, se estende aos demais membros da Mesa, ainda que estes não interfiram, regimentalmente, na ordenação de despesas?”, pergunta Rodrigo Maia.

De acordo com o artigo 23, inciso XII, do Código Eleitoral, cabe ao TSE responder às consultas sobre matéria eleitoral, feitas por autoridade com jurisdição federal ou órgão nacional de partido político. A consulta não tem caráter vinculante, mas pode servir de suporte para os julgamentos.

Cta 1.558

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2008

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

24/03/2008 14:13 Embira (Advogado Autônomo - Civil)
Continua a funcionar, a todo vapor, o consultór...
Continua a funcionar, a todo vapor, o consultório eleitoral. “Nunca na história desse país” o TSE foi tão perquirido. A Justiça Eleitoral, uma das maiores contribuições da era Vargas ao país, não foi concebida pelo caudilho dos pampas com a finalidade de ditar regras políticas ao país. Isso ele mesmo fazia, sempre que necessário. A Justiça Eleitoral foi criada para combater as fraudes nas eleições, garantir a lisura do voto, ocupar-se, estritamente, de eleições, não de política. O novo Código Eleitoral, advindo com a Revolução de 1964, esse sim, tem sido usado com fins políticos, não apenas eleitorais. Esse irmão siamês da ditadura precisa ser revisto para que se ponha fim à judicialização da política, ou à “ministrocracia” instalada no país.

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