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20 março 2008

Território brasileiro

Assassinato de brasileiro em Portugal gera crise diplomática

Por Claudio Julio Tognolli

O assassinato de um brasileiro, ocorrido domingo (16/3) em Portugal, está gerando um incidente diplomático, segundo o jornal lisboeta Diário de Notícias. Identificado apenas sob o nome de Moisés, o brasileiro contava 23 anos. Imigrou de Goiana há três anos, vivia na região de Charneca de Caparica e trabalhava em obras públicas. Foi assassinado domingo no Café Johny, freqüentado por brasileiros, quando um homem lhe espetou uma faca no coração. O suspeito é outro brasileiro, identificado apenas como Maurício.

Segundo o jornal, a polícia portuguesa “foi procurar o suspeito do homicídio no Consulado do Brasil, em Lisboa”. A Casa do Brasil protestou contra o que considerou ser “invasão de território brasileiro”. Um cônsul brasileiro diz que, ao entrar na embaixada, policiais portugueses teriam violado território nacional. “Entram três elementos da polícia em território brasileiro, saem e fazem a identificação das pessoas no interior do edifício, tudo isto sem pedir autorização do cônsul-geral", protesta Carlos Vianna, da direção da Casa do Brasil.

O episódio foi presenciado por Heliana Bibas, representante da comunidade brasileira no Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração, que considerou a ação uma “clara intimidação aos cidadãos brasileiros”. Uma situação que nunca tinha ocorrido, a não ser a pedido das autoridades brasileiras, ressalta ela.

A polícia portuguesa teve de emitir nota de explicação pública do episódio. “A pedido da Brigada de Homicídios da Polícia de Setúbal, três elementos deslocaram-se ao Consulado-Geral do Brasil, com a finalidade de interceptar um indivíduo suspeito de homicídio (perigoso). Entraram na área de atendimento ao público, onde houve necessidade de identificar algumas pessoas. A situação foi devidamente explicada ao senhor cônsul.”

Em declarações à agência Lusa, o cônsul do Brasil em Lisboa, Renan Pais Barreto, considerou que a polícia deveria ter tido “um comportamento mais cauteloso”. Observou que “a atuação da polícia não foi a mais adequada. Até porque não se tratou de nenhum caso relacionado com imigrantes brasileiros, mas sim de alguém que praticou um homicídio”.

Segundo a polícia, Maurício, o suspeito, não foi encontrado no Consulado. Mas foi interceptado na zona do Castelo de São Jorge.

Claudio Julio Tognolli é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 20 de março de 2008

Comentários

Comentários de leitores: 8 comentários

21/03/2008 18:06 A.G. Moreira (Consultor)
Se nos EE.UU., uma "prostituta" brasileira derr...
Se nos EE.UU., uma "prostituta" brasileira derrubou o Governador de New York ; Se na Espanha, a maioria dos "garotos de programa" e 80% das "prostitutas" são brasileiros ; Se em Portugal, além do que acontece na Espanha, os brasileiros se matam uns aos outros ............. , É necessário fazer a "análise" mais honesta e mais exata : São os estrangeiros que "humilham" os brasileiros ou são os brasileiros que "envergonham" a Nação brasileira ? ? ?
21/03/2008 16:22 gilberto (Oficial de Justiça)
Enquanto isso, Lula fez uma comparação futebolí...
Enquanto isso, Lula fez uma comparação futebolística do Brasil: antes, segundo ele, éramos considerados pernetas e não tocavam a bola para a gente. Hoje, segundo ele, somos craques e todos querem nos dar botinadas, pois viramos um "gigante na economia", passamos de devedores a credores mundiais!!! Mas acho que as botinadas que Sua Excelênica quis dizer são os maus tratos e humilhações a que os brasileiros estão sendo submentidos em outros países! Está sendo humilhante ficar vendo e lendo esse tipo de notícia. Em Nova York, uma prostituta brasileira derrubada o governador. Em Mallorca, na Espanha, das 2.000 prostitutas, 80% são brasileiras. Na mesma Espanha, basta ser brasileiro para ser mandado embora deste país do aeroporto mesmo. Em Portugal, já é costume os maus-tratos que o brasileiro sofre nesse país!!!
21/03/2008 01:21 A.G. Moreira (Consultor)
Nã consigo entender tanta "indignação" porque u...
Nã consigo entender tanta "indignação" porque um brasileiro foi assassinado em Portugal, por outro brasileiro ! ! ! A Polícia portuguesa, não adentrou o Consulado do Brasil ( conforme a matéria afirma ). - Apenas, atuou nas imediações, porque foi informada que o assassino estaria no local . De qualquer modo, se houve excesso da polícia portuguesa, quem deveria ter reclamado seria o Consulado e, não uma Associação de Imigrantes, que não tem legitimidade nem representatividade diplomática ! ! ! O Consulado ( que não presenciou qualquer ingerência da polícia local ) , somente, solicitou explicações ao Estado português, por pressões da Associação ( Casa do Brasil ) ! ! !

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