Em frente a câmeras, não há sigilo entre advogado e cliente

27/04/2008 14:27Renério (Advogado Sócio de Escritório)O sigilo do Advogado não é mais absoluto? Capta...
O sigilo do Advogado não é mais absoluto? Captar a conversa por acaso pode até ser culpa, mas a divulgação é dolosa e ilegal. Meus Deus. Somada essa decisão ao da divulgação de dados de processo em segredo de Justiça me faz pensar em obter um diploma de Jornalista para melhorar minhas prerrogativas. De luto.
16/03/2008 14:30Richard Smith (Consultor) É a velhice amigo Sunda. Queira me desculpar ...
É a velhice amigo Sunda. Queira me desculpar por "bolar as trocas". Quanto ao livro, estou na captura ainda. Um abraço. richardsmith@ig.com.br
16/03/2008 14:12Mauro (Professor)ERRO: O absoluto, como o próprio nome já diz...
ERRO: O absoluto, como o próprio nome já diz, não muda e por isso NÃO tem finalidade.
16/03/2008 14:09Mauro (Professor)Eu jamais comenteria a ingenuidade de dizer que...
Eu jamais comenteria a ingenuidade de dizer que "estamos caminhando inexoravelmente a um porvir maravilhoso". Isso foi você quem disse. Como pode um homem confiar plenamente na sua capacidade intelectual e sensitiva a ponto de ser um "cultor das realidades absolutas"? Não somos capazes de apreender a realidade tal qual ela é!! Apreendemos apenas o que é capturado pelos nossos sentidos e elaborado pela nossa mente de acordo com suas categorias de tempo e espaço. Já pensaste nisso, dogmático Richard, que o tempo e o espaço não existem? Que são apenas categorias da nossa mente, sem as quais não conseguimos elaborar racionalmente as nossas impressões da realidade? Qualquer um pode olhar para um corpo e achar que está morto, mas pode não estar. Até mesmo um médico pode cometer tal erro. Richard, será que nunca desconfiou de algo que consideras absoluto quando na realidade este algo foi forjado pelo homem no processo histórico? Ou seja, em outras épocas não era absoluto, mas com o passar dos tempos foi convencionado como tal? Onde há equilíbrio, razão de ser e finalidade, não há o absoluto, pois este é a própria razão de ser, equilíbrio e finalidade de si mesmo. O absoluto, como o próprio nome já diz, não muda e por isso tem finalidade. Como pode o que não se transforma alcançar uma finalidade? O processo histórico não para e tenho certeza que você, dogmático Richard, como qualquer um, já acreditou em coisas que não acredita mais e hoje acredita em coisas que nunca acreditou. A questão é; você considera que o que você acredita é absoluto, é a realidade, no entanto, cometes um ingênuo erro. Assim como você acaba de me confundir com o amigo Sunda.
15/03/2008 17:45Sandra Paulino (Advogado Autônomo)“O direito é uma proporção real e pessoal, de h...
“O direito é uma proporção real e pessoal, de homem para homem, que, conservada, conserva a sociedade, corrompida, corrompe-a” (Dante Alighieri). Como o moleiro de Sans-soussi (uns dizem que é lenda, outros asseguram que é verídico o caso), eu digo que AINDA HÁ JUÍZES NO BRASIL.
15/03/2008 16:52rodolpho (Advogado Autônomo)Para quem quiser ler Fala o Rodolpho Já me ...
Para quem quiser ler Fala o Rodolpho Já me manifestei pela imprensa sobre o doloroso caso Richthofen, e volto aqui a manifestar a minha piedade por essa infeliz menina. No Brasil, impera o direito penal do autor. Assim, no caso do Promotor Igor Ferreira da Silva, que matou a mulher, grávida, nenhuma comoção pública ocorreu, pois o autor é promotor público, e a vítima foi a esposa que, hipoteticamente, praticou adultério. Milhões de Romeus e de Julietas foram incinerados no holocausto do amor impossível. Suzane é uma menina linda, loira, olhos azuis, culta, fala diversas línguas, viajou por diversos países, vem do seio de uma das mais importantes famílias. E se envolveu com um jovem pobre, sem cultura, feio, sem profissão e de comportamento duvidoso. Esse amor jamais teria prosperado, se não fosse tornado impossível pelos próprios pais de Suzane, pois o amor só é possível quando é impossível. O amor de Romeu e Julieta só aconteceu porque nunca aconteceu, pois eles morreram. Se tivessem sobrevivido e se casado, ela teria tido muitos filhos, teria ficado gorda e feia. E ele, Romeu, se cansaria dela e, já barrigudo e envelhecido, procuraria se ligar a amantes jovens.
15/03/2008 16:51rodolpho (Advogado Autônomo)Para quem quiser ler Fala o Rodolpho (continu...
Para quem quiser ler Fala o Rodolpho (continuação) Suzane, por si mesma, teria logo se cansado desse namorado, cujas limitações intelectuais e culturais, bem como atrativos físicos, jamais poderiam manter qualquer tipo de ligação duradoura, com ela. Mas a fortíssima oposição dos pais transformou esse amor numa alucinação trágica. Todos sabem, e sabem muito bem, que a natureza mesma do adolescente é contraditar os pais. Se uma moça estiver apaixonada pelo namorado, e os pais imediatamente apoiarem esse namoro, imediatamente a moça começa a ver defeitos nesse namorado, e logo se desfaz dele. O contrário é gritantemente sabido. Para todos, o que é raro e difícil é sempre valorizado, e, para o adolescente, ficar na contra corrente da vontade dos pais é sempre uma glória. Acabou em tragédia. Suzane não matou os pais e, com certeza, não queria a morte deles, pois nenhuma vantagem material ou emocional lhe adviria disso. Todos nós já tivemos vontade de matar muita gente, e se tivéssemos certeza da impunidade, muito provavelmente colocaríamos em prática essa vontade. Não entrarei aqui na discussão sobre o acerto ou erro do Tribunal de Justiça Paulista, no julgamento da ação indenizatória; nem entrarei na polêmica sobre a conduta dos advogados que pleitearam essa indenização. Da minha parte, eu defenderia a menina Suzane em todas as instâncias, pois, para mim, ela não causa nenhuma revolta e nenhum repúdio. Ela me causa apenas uma profunda e inabalável compaixão.
15/03/2008 16:37Richard Smith (Consultor) Credo! "podem os homens não FAZER coisas" e n...
Credo! "podem os homens não FAZER coisas" e não "FAZEREM". Sorry.
15/03/2008 16:35Richard Smith (Consultor) Caro amigo Sunda: Em primeiro lugar, agr...
Caro amigo Sunda: Em primeiro lugar, agradeço à sua bondade, porém não sou jurista. Sou apenas um modesto consultor de empresas e de escritórios de advocacia. Depois, não sou subjetivista não. Ao contrário, sou um renitente cultor do "império da realidade". Neste sentido, considero que existem realidades que nada tem de subjetivas, mas antes, de um caráter abolutamente "absoluto". Quem pode dizer, por exemplo, diante de uma cadáver, ainda que rosado e quentinho: "Nossa, ele está QUASE vivo!" ou ainda, diante de um zeloso trabalhador e pai-de-família, que, uma vez por ano, põe uma meia na cabeça e sai para assaltar: "Ah, ele é QUASE honesto!"? Tudo na Natureza criada por Deus demonstra equilíbrio, razão de ser e, principalmente, FINALIDADE. Podem destoar apenas, dessa criação, os atos dos homens, justamente porque desfrutam estes duma coisa chamada LIVRE ARBÍTRIO. Ou seja, podem os homens não fazerem coisas atinentes ao seu fim último e sim, ao contrário. Neste diapasão, o autóctone amigo pode mesmo dizer que estamos evoluindo inexoravelmente, em direção a um porvir maravilhoso? Você viu, nos jornais de ontem acerca do "sexódromo" num bairro aqui de São Paulo, aonde a diretoria de uma escola deixa os portões abertos no fim de semana para que jovens, de 11 a 16 anos possa participar de um baile "funk" promovido por traficantes? E depois de bem "bebidos" e "fumados" fazerem sexo no pátio da escola? Dessa "evolução social" (e de muitas outras também), caro amigo, inclua-me fora dela. Um abração.
15/03/2008 14:24Mauro (Professor)Prezado gringo dogmático Richard. Seu concei...
Prezado gringo dogmático Richard. Seu conceito de relativismo está escandalosamente atolado no senso comum. Você diz a mesma coisa que "teólogos de bairro" que abrem mais igrejas do que se abre butecos e precisam persuadir fiéis a qualquer preço, pois têm a preocupação de não ter dinheiro para pagar o aluguel do salão no final do mês. Aí vale qualquer lorota, inclusive isso que você pensa que é relativismo. Richard, relativismo e subjetivismo são coisas bem diferentes. Você que é um jurista sabe que as normas morais são o fundamento das normas jurídicas que são as leis. E as leis se defasam e por isso mudam na medida em que ocorre a transformação constante a que está submetida a sociedade. Sendo assim não precisamos mais de leis que disciplinem a escravidão e o rapaz apaixonado não precisa mais pagar o dote para ter a donzela em seus braços. Discute-se então novas configurações de relações trabalhistas e novos conceitos sobre casamento, união estável etc. Isso é relativismo. Não é apenas a tecnologia que evolui, mas os valores morais também, meu caro, e por isso se transformam.
15/03/2008 13:58Comentarista (Outros)É "peculiar" a comparação do Brasil com "país s...
É "peculiar" a comparação do Brasil com "país sério"... Vejamos: - Em "país sério", membro do MP não anda armado com arma de uso exclusivo das forças armadas, emprestada pelo irmão colecionador e, ao primeiro anúnico de um assalto de trânsito, dispara mais de 10 tiros contra um motoboy desarmado, atravessa a cidade para "registrar a ocorrência" onde bem lhe aprouver e, finalmente, responde em liberdade e no exercício de sua nobre função; - Em "país sério", membro do MP não é vitaliciado no curso de um processo em que responde pelo homicídio de um jovem estudante desarmada, por uma desavença banal na saída de uma boate numa cidade litorânea; - Em "país sério", uma "instituição" toda (às vezes auto-intitulada "quarto poder") não dorme em "berço esplêndido", em estado de letargia total, durante vinte anos de um regime golpista e criminoso, em que foram assassinados e torturados milhares de cidadãos de seu país; - Em "país sério", respeita-se a figura do(a) advogado(a). Ok? E uma abraço a quem sonha com "país sério"...
15/03/2008 12:40Richard Smith (Consultor) Ah, amigo Sunda, por favor... Os FATOS tra...
Ah, amigo Sunda, por favor... Os FATOS transmitidos pela emissora se deram ao FINAL da dita entrevista, quando houve a intervenção emergencial do advogado "sugerindo" que a Matricida/Parricida confessa, sua cliente, em chinelinhos de bichinho começasse a chorar (faltou uma pastilhinha de cânfora ou um pedaço de cebola para facilitar um pouquinho, porque a "patricinha" parece ser um pouquinho "dura" de lágrima, como se viu no funeral dos pais!). Meteu o microfone e se viu vítima dele! Justiça poética, não acha? Um abraço.
15/03/2008 11:07Richard Smith (Consultor) Caro amigo Sunda: Fiquei um tanto perplexo...
Caro amigo Sunda: Fiquei um tanto perplexo com as suas afirmações. É claro que um advogado é um advogado, em quaisquer condições, mesmo e principalmente nas mais severas ou insólitas, que são inclusive as mais necessárias à sua atuação em favor de um cliente. Agora, no caso sob análise, o advogado procurou uma emissora de TV para que fizessem uma reportagem que pudesse melhorar a imagem de sua cliente, ré confessa num crime de parricídio e matricídio que muito chocou a opinião pública por todas as características do caso. Até aí, tudo bem. Ocorre porém, que esquecendo-se do microfone colocado COM A SUA AUTORIZAÇÃO (até porque senão, não haveria condições técnicas para a entrevista) passou a dar instruções de SIMULAÇÃO à cliente. A emissora, dentro do seu direito e, diria, do seu DEVER jornalístico, mostrou no ar a simulação toda. E o dito causídico não gostou! Esperava ele, certamente, que com o "furo" que estava propiciando à emissora esta fosse acumpliciar-se na pantomima e agir como se nada fosse. Neste caso, lucro total!!! Mas como houve o desacobertamento da falcatrua, prejuízo total! E foi assim, com clareza, que entendeu o Tribunal. Mas aí o amigo pergunta: "Desde quando a existência de um microfone é prova de anuência de gravação?"! O que eu posso dizer diante disso? Mas posso dizer qu, como o amigo mesmo reconhece, a existência de meios lícitos (o automóvel, por exemplo) não gera, necessariamente, a presunção da ilicitude (o atropelamento). Mas no caso em pauta, o microfone presumia, necessariamente, a escuta (e gravação) da conversa. Houve falta de cautela por parte do advogado. Em seguimento à ausência de coisas bem mais necessárias antes! Um grande abraço. p.s. Ainda estou na busca àquele livro.
15/03/2008 09:37Vladimir Aras (Procurador da República de 1ª. Instância)A matéria foi ótima, e a decisão é acertadíssim...
A matéria foi ótima, e a decisão é acertadíssima, pois ambas puseram vergonhosamente às claras uma "estratégia de defesa" muito comum, que leva os réus a mentir descaradamente perante o júri. Em países sérios, isto é crime (perjúrio), mesmo quando o mentiroso é o acusado. Uma coisa é o "nemo tenetur se detegere" (vedação da auto-incriminação), de onde surge o sagrado direito ao silêncio. Outra coisa, bem diferente, é a mentira deslavada, o "mis-en-scène", a farsa, amplificada na tela da TV. Pior ainda quando esse tipo de patacoada é estimulada por uns três ou quatro advogados, que parecem estar mais preocupados em se promover do que em produzir uma defesa séria e consistente. Por isso, dizem que não são apenas MPs e DPs que gostam dos holofotes. Dá nisso. Reclama-se, com justiça, que as autoridades devem respeitar as importantes prerrogativas dos advogados. Mas seria bom que se fizesse também o dever de casa.
15/03/2008 08:58Comentarista (Outros)Pois é... Quando a inveja norteia o homem (o...
Pois é... Quando a inveja norteia o homem (ou a mulher, é claro), o tropeço alheio satisfaz as suas próprias frustrações humanas. Parabéns aos Drs. Mário de Oliveira Filho e Mário Sérgio de Oliveira.
14/03/2008 22:20lu (Estudante de Direito) Acertadíssima decisão do desembargador Maia da...
Acertadíssima decisão do desembargador Maia da Cunha!!! Foi uma tropeçada feia dos advogados! Que sirva de lição! Depois não adianta ficar criticando a imprensa...
14/03/2008 21:38helsue (Professor)Quando será que advogados começaram a ser punid...
Quando será que advogados começaram a ser punidos por mau uso de suas atribuições? Ora parece até que estou vendo a cena que foi divulgado uma vez pela Globo, quando um advogado disse a seu cliente e não sabia que as cameras estavam ligadas. Disse ao cliente: Muda a assinatura, bota qualquer uma. Um absurdo! Isto é apenas um grão em relação ao amontoado de abusos cometidos e nada se faz que melhore. O advogado é imprecindível, mas tem que ser ético!
14/03/2008 20:15Richard Smith (Consultor) Eh, amigo Mauro autóctone, o que é isso? Q...
Eh, amigo Mauro autóctone, o que é isso? Querendo me pespegar o rótulo de "anti-direito de ação"?! Não, caro amigo, INVERSÃO DE VALORES é inversão de valores e, RELATIVISMO é relativismo, simples assim. Ou seja, quando ao Justiça é instrumentalizada para vergastar a parte contrária e não para buscar um direito, certo ou presumido é ABUSO, capitulado inclusive no CPC. E quando uma canalha, ora no poder - e que também instrumentaliza e aparelha a "democracia burguesa" para tentar destruí-la - apóia tais ações, é INVERSÃO DE VALORES sim. E o que é que tem a ver os casamentos arranjados de outrora com isso? Ou o amigo acha que a legião de "ficantes" com as gravidinhas, solteiras e sozinhas de amanhã, representam um "grande avanço social"? Então não existem valores ABSOLUTOS para o amigo? Que pena. Ah, amigo, menos, menos... Um abraço.
14/03/2008 20:12MUDABRASIL (Outros)Como diriam os antigos, foi o feitiço virando c...
Como diriam os antigos, foi o feitiço virando contra o feiticeiro. O advogado quis usar a imprensa para favorecer a cliente e acabou enterrando-a ainda mais!
14/03/2008 17:18Bertolão (Advogado Autônomo - Dano Moral)Pra falar a verdade eu até gostei da atuação de...
Pra falar a verdade eu até gostei da atuação dela...foi um papel ridículo mal interpretado em horário nobre, num dos programas campeões de audiência. Agora, dois advogados experientes como estes, dar uma dessas?

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