Salvo exceções, prevalece direito da população à notícia

10/04/2008 20:00Mauro (Professor)Exemplo de crítica contraditória: na época de F...
Exemplo de crítica contraditória: na época de FHC a imprensa, dentre outras coisas, o criticava afirmando que não dava atenção aos pobres e era um fracasso nas questões sociais. Atualmente, a imprensa critica o Lula porque ele é paternalista e coisa e tal. Isto é uma contradição. E sobre isenção crítica ou isenção jornalista, Nicoboco, deixe de ser ingênuo. Nem eu, nem você, nem jornalista nenhum é isento porque isenção não existe e é mais ingenuidade ainda dizer que o número de pessoas que criticam com isenção vem crescendo no Brasil. Existem pressuposições por trás de toda crítica. Agora, dizer que divisão de classes não mais existe no Brasil... é algo muito além de ingenuidade. Não sei definir esta sua afirmação. Acho que você vive em um conto de fadas ou está deitado eternamente em berço esplendido. E, sobre os bancos, os noticiários elaboram muito mal as tais reportagens sobre tarifas bancárias e é claro, protegendo o nome das instituições (coitadinhas, elas precisam mesmo de proteção). E não era sobre isso que eu estava falando, mas sim sobre notícias à respeito de corrupção e falcatruas. Você acha que o Ali Kamel, em sã consciência, vai permitir que o jornal nacional faça denuncias contra o Unibanco, se elas houverem? Se o fizer será sumariamente demito da Globo.
2/04/2008 13:44Nicoboco (Advogado Autônomo)Caro Mauro, apenas umas breves considerações. ...
Caro Mauro, apenas umas breves considerações. 1) "É impossível criticar Lula e FHC e não cair em uma crítica contraditória". Discordo. Eu critico e não caio em contradições. Não me considero hipócrita nem demagógico, ou seja, nao me contradizo com coisas que porventura falei na época de FHC. Se critico Lula, não necessariamente porque sou a favor "dos que governaram o país por 500 anos..." (típico exemplo de divisão de classes que não mais existe no Brasil). Assim como eu, muitas outras pessoas criticam com a máxima isenção (e esse número vem crescendo). 2) "Você já viu algum telejornal da TV aberta criticar alguns de seus mais fortes anunciantes como, por exemplo, o Itaú ou o Bradesco?" Sim, já vi reportagens do jornal nacional, por exemplo, demonstrando tarifas abusivas praticas por instituições financeiras... É isso. Abraços.
28/03/2008 22:15Mauro (Professor)Não Nicoboco. Por favor, não me ofenda. Não sou...
Não Nicoboco. Por favor, não me ofenda. Não sou e nunca serei de esquerda. Quem acha que o que a imprensa faz atualmente é perseguição ao Lula ou ao PT está redondamente enganado, pois a imprensa tem sistematicamente uma atuação anti-governamental desde o fim da ditadura. Mas, como já dizia o velho sábio "é impossível criticar contrários sem se contradizer". É impossível criticar Lula e FHC e não cair em uma crítica contraditória. Ora, Collor de esquerda não tinha nada. E quanto a fatos concretos posso citar de cabeça Alceni Guerra, Ibsen Pinheiro, Eduardo Jorge, o juiz Mazluom, o caso Escola Base, só para começar. Você já viu algum telejornal da TV aberta criticar alguns de seus mais fortes anunciantes como, por exemplo, o Itaú ou o Bradesco? Omissão de informações em proveito próprio é crime previsto na Lei de Imprensa em um artigo que ainda continua valendo. Vale a pena aqui mesmo no Conjur digitar esses nomes no buscador para ver a quantidade de factóides criados pela imprensa. Vale a pena também acessar o blog do jornalista Luis Nassif e o da Caros Amigos. Você terá muitos fatos depondo contra a ingenuidade de quem acredita que a imprensa zela pelo interesse público e que tem isenção jornalística.
24/03/2008 12:49Nicoboco (Advogado Autônomo)Mauro, pode me dizer o que significa a mídia es...
Mauro, pode me dizer o que significa a mídia estar "presa aos seus próprios interesses"? Um exemplo concreto de que veja, Folha de SP, etc. etc. tenha ligação com algum partido/político... Consegue afirmar? Esse veículo não seriam independentes entao porque têm opinião contrária ao atual partido político que está no governo? Simplesmente por isso? E quantos aos veículos que têm ligações políticas, como a Isto É, esses seriam os isentos? Ideologia típica de esquerdófilo alucinado, atrasado, defensora de atos insanos e ilegais, desde que tais atos tenham sido menores que os praticados "por aquela gente que governos o Brasil durante 500 anos".
24/03/2008 12:45Nicoboco (Advogado Autônomo)Existe uma ideologia esquerdista meio estapafúr...
Existe uma ideologia esquerdista meio estapafúrdia na América Latina, inversora de valores: é permitido/aceitável roubar, desde que se roube menos que o antecessor... Então, o governo atual cometeu erros? A imprensa os critica? Tudo culpa da mídia "presa aos seus próprios interesses desde o fim da ditadura militar", conforme salientou um esquerdista aloprado certa vez.
14/03/2008 13:29Mauro (Professor)"Mídia relativamente independente" é uma fábula...
"Mídia relativamente independente" é uma fábula. Ela está com o rabo preso aos seus próprios interesses desde o fim da ditadura militar (e o início da ditadura da mídia). Prezado Fabrício, aqui é um espaço para comentários e não para fábulas. Se gostas de fábulas, romances etc vá lê-los e comentá-los em outro lugar.
13/03/2008 16:18Fabrício (Advogado Autônomo)O problema, como muito bem viu o Nicoboco, é qu...
O problema, como muito bem viu o Nicoboco, é que há alguns "professores" e "consultores" opiniadores deste site que desejam ardentemente o cabrestamento ideológico da imprensa tupiniquim aos cânones do esquerdismo burro e doentio de Hugo Chaves et caterva. O curioso é que, quando esta mesma imprensa futricava as irregularidades de outros governos e, com isto, manchava irremediavelmente biografias, eles aplaudiam-na em êxtase. Agora, quando a investigação atinge o presidente molusco, é golpe da direita fascista... Ainda bem que temos uma mídia relativamente independente no Brasil. E, ao que tudo indica, pelas mãos do Judiciário, ela irá continuar livre deles.
13/03/2008 13:40Nicoboco (Advogado Autônomo)O autor está correto quando diz que, em geral, ...
O autor está correto quando diz que, em geral, deve prevalecer o direito à informação. Não consigo entender o que há de errado com a mídia brasileira, que aliás vem sendo sobrecarregada de processos nos Tribunais pátrios (com muito exagero às vezes). Excessos são punidos, acaso existam. Apenas vejo reclamações de ideólogos e simpatizantes de pessoas que tem algo a dever à sociedade, geralmente partidários de um grupo político. A população ainda não se conscientizou da importância democrática de uma imprensa livre - livre mesmo (não-amordaçada e sem ligações partidárias ou políticas). Um veículo de comunicação tem o direito constitucional de expressar sua opinião, sem que isso ofenda a ninguém (a menos que fique caracaterizado um abuso, uma ofensa, um crime, uma difamação, etc.) É o exemplo de vários veículos conhecidos, como Veja, Carta Capital, etc. Todos têm um "direito constitucional à expressar sua OPINIÃO". Quem não gosta, não concorda, que não leia, mas não ataque a instituição "imprensa", porque um dia, mudará de governo, e os atuais apedrejadores não terão moral para criticar os mesmos atos que hoje cometem.
13/03/2008 11:46Embira (Advogado Autônomo - Civil)“Não há uma personalidade pública que não saiba...
“Não há uma personalidade pública que não saiba que quem tem juízo não se indispõe com a imprensa”. A partir desse mote, eflui do teclado do autor uma mal disfarçada apologia da mídia. É mais ou menos isto: temos que fingir que concordamos com tudo, senão fica pior. Quem tem juízo não contesta. Os “sem juízo”, geralmente, são os mais jovens; eu, felizmente, também o perdi. O autor refere-se ao “caso da cantora nacional que, recentemente, ameaçou processar diversos jornais por insinuações sobre o seu peso”. Não diz quem é, mas, suponho que seja Preta Gil, vítima de preconceito por ser gorda, filha de ministro de Lula e, talvez ainda, por outras razões. É comum falar-se no “bullying”, que seriam aquelas brincadeiras muitas vezes preconceituosas que ocorrem na escola. Mas a escola é um microcosmo da sociedade: o que lá ocorre é comum, também, do lado de fora. A intolerância, o preconceito, a derrocada dos valores, estão presentes em toda parte. A nossa imprensa participa desse quadro. Que os “ajuizados” a tolerem, permitindo que os “sem juízo” usem dos meios possíveis para se defender.
13/03/2008 08:49ERocha (Publicitário)Caldeira, como você bem disse, pode dizer o que...
Caldeira, como você bem disse, pode dizer o que quiser, mas terá que responder pelo abuso. E isto não é exclusividade da mídia. Mas de todos os cidadãos.
12/03/2008 22:35Luismar (Bacharel)Essa distorção precisa acabar. A imprensa n...
Essa distorção precisa acabar. A imprensa não pode servir de mecanismo de compensação para a faltade efetividade do sistema penal. O certo é tornar mais efetiva a repressão legal sem amordaçar a imprensa.
12/03/2008 20:48Mauro (Professor)Trata-se de um texto insosso e sem novidades di...
Trata-se de um texto insosso e sem novidades diante da dimensão do problema da liberdade de imprensa no Brasil e diante de outros textos mais profundos e mais provocantes postados aqui no Conjur. Parece até que o autor, apesar que ter alguma criticidade, também tem medo de ser achincalhado pela agressividade e espírito vingativo da imprensa.
12/03/2008 19:48caldeira (Funcionário público)Quando uma matéria não é benéfica nem positiva ...
Quando uma matéria não é benéfica nem positiva para alguém, pela lógica, esse alguém, no mínimo, fica na situação em que já estava, sem prejuízo. Dessa forma, é óbvio que uma matéria que não traga benefício nem seja positiva a alguém não dará a esse alguém o direito de reparação. Mas não é tão inócua assim a atuação da mídia brasileira como inocentemente o articulista tenta mostar. Parece-me que ele não lê jornais, revistas, não assiste telejornais, etc, ou, então, ele está se referindo à imprensa da Finlânida. Ademais, em inúmeras reportagens da mídia brasileira,o que se vê não são “picuinhas” como o pueril e singelo exemplo da cantora por ele trazido. Vê-se um verdadeiro massacre, achincalhe, conclusões apressadas, preconceitos para com determinados grupos, falta de cuidado com as informações publicadas, pré-julgamentos, enfim, um autêntico solapamento dos direitos da personalidade (honra, moral, presunção de inocência, etc). De fato, a mídia brasileira precisa entender que a liberdade de expressão e o direito à informação, não são absolutos. Ela já tem uma grande prerrogativa que é o controle repressivo de seus atos e não o controle preventivo. Portanto, tem a liberdade de publicar o que quiser, mas deve assumir a responsabilidade e arcar com as conseqüências decorrentes desse ato, só isso.

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