Passionalidade da imprensa gera caça as bruxas

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8/05/2008 14:26drnakatani (Advogado Assalariado)COncordo com os comentários anteriores, pois o ...
COncordo com os comentários anteriores, pois o que vivemos é um verdadeiro império da mídia, afinal alguém se lembra do ocorrido com os proprietários da escola BASE, ou alguém já ouviu dizer que a maioria dos envolvidos nocaso da Máfia dos FIscais e Pinheiros foi absolvida em todos os processos criminais contra eles movidos? Acho que não, mas é exaramente o que aconteceu, porém onde esta a mídia para alardear tal notícia?
7/05/2008 23:31lu (Estudante de Direito)O importante é que a justiça seja feita. No mai...
O importante é que a justiça seja feita. No mais, o princípio da presunção da inocência é sempre polêmico, a mídia tem costas largas e o tal "povão", na verdade somos todos nós, sem exceção, intelectuais, semi-intelectuais ou analfabetos...
6/05/2008 12:34João pirão (Outro)A isto é que me refiro como "Ditadura da Mídia"...
A isto é que me refiro como "Ditadura da Mídia". Não estamos falando de uma instituição filantrópica e se de umas empresas que tem como intuito o lucro, como qualquer outra organização com fins lucrativos, argindo sob o substerfúgio do "Raiting", não importando a quem atropelam. Há empresas que se vangloriam de dizer que foi a "primeira em chegar ao lugar dos desastres", "a que teve com esclusividade os laudos periciais", imaginem a onde vamos!
6/05/2008 11:42wagner m. martins (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)Acresça-se a esse caso, os inúmeros causídicos ...
Acresça-se a esse caso, os inúmeros causídicos que, atropelando o código de ética da advocacia, se metem a emitir opiniões e pareceres, em caso que não lhes está sob o patrocinio. Doutro modo, é preciso mais que cuidado. Como explicar que a imprensa, de posse de todas as peças do inquérito sigiloso, já as divulgava para os quatro cantos do mundo, enquanto os advogados do casal não tinham tido acesso ao relatório final! Em verdade, o sigilo só funcionou para a defesa, e tudo isso, em nome da liberdade de imprensa.
5/05/2008 13:30Vitor Vilela Guglinski (Assessor Técnico)Pois é...nem precisa ir muito longe. Até a ficç...
Pois é...nem precisa ir muito longe. Até a ficção é capaz de sensibilizar a população! Quantas vezes atores e atrizes já foram à TV dizendo que foram vítimas de agressão por parte de populares, em razão de personagens maus por eles interpretados! A imprensa deve se lembrar, antes de qualquer coisa, do grau de cultura da maioria de seus expectadores.
4/05/2008 00:47Sérgio Niemeyer (Advogado Autônomo)O artigo do Dr. Antonio Baptista Gonçalves é as...
O artigo do Dr. Antonio Baptista Gonçalves é assaz pertinente e exprime a visão racional da questão que infelizmente o vulgo não possui, seja porque medra pelo País uma política que batizei como “política do imbecil alfabetizado”, segundo a qual o programa de educação consiste apenas em ensinar a ler e escrever (de preferência só o próprio nome), mas não a entender o que se lê, escreve, fala ou escuta; seja porque a cultura do povo brasileiro é mesmo degenerada e a cada dia deteriora-se um pouco mais. Mas o que esperar de um País em que se banalizam a intimidade e os sentimentos pessoais, em que chorar em público passou a ser ação louvável, e ficar nervoso porque alguém agride seus interesses ou direitos, passou a ser encarado como sinal de desequilíbrio e destempero, só para citar algumas situações cotidianas. O que me surpreende é que “habemus legem” que proíbe a divulgação de dados sigilosos, mas a imprensa, toda ela, em todas as suas formas de manifestação, a grande mídia, não se detém diante dessa proibição e a pretexto de exercer o direito de informar viola a lei. Que moral têm então esses que violam a lei pretextando o exercício de um direito - como se a eles, e somente a eles, fosse possível admitir estarem acima da lei, como se o direito de imprensa não experimentasse nenhum limite, mas fosse absoluto - para exigir de quem quer que seja o cumprimento da lei se são os primeiros a desrespeitarem-na conforme suas próprias conveniências? Conveniência estranha essa, aliás. Sob o pálio de prestar a notícia viola-se a lei e ao mesmo tempo ganha-se, ou pelo menos tenta-se ganhar maior audiência, vender mais exemplares do jornal, enfim, por trás sempre há um fim econômico ocultado pelo discurso libertário e sem peias. (continua abaixo)
4/05/2008 00:46Sérgio Niemeyer (Advogado Autônomo)(continuação) Uma coisa, porém, é inegável. ...
(continuação) Uma coisa, porém, é inegável. Ao divulgar dados sigilosos de um processo a imprensa viola a lei e comete crimes. O primeiro: tornar público o que deveria ser guardado sob segredo. O segundo, para obter a informação, apesar do resguardo da fonte, a imprensa, se não incide também no delito de corrupção, corrompe moralmente alguém, a fonte que lhe passa informações sigilosas, de modo que instiga e estimula o cometimento de crime, principalmente se a fonte é funcionário ou agente público cujo acesso às informações sigilosas deve-se ao cargo ou ofício que exerce. Então, a imprensa faz uma pressão pela moralidade, pela legalidade, mas nos bastidores está incentivando a imoralidade, a ilegalidade naquilo que a convém para faturar mais e ganhar mais espaço no mercado em que está inserida. Que valores são esses, afinal? O Poder Judiciário também não escapa dessa crítica, pois as autoridades que decretam sigilo de algum processo têm o dever de mandar apurar o vazamento de ofício. Ou será que o preceito judicial que torna sigiloso um processo serve apenas para dificultar a defesa dos réus, impedindo a seus advogados de retirar os autos para analisá-los melhor no escritório ou deles extrair cópias a um preço bem mais em conta do que o cobrado pelos tribunais, enquanto que a imprensa costuma ficar ciente de atos processuais muito antes dos advogados sequer serem intimados deles. Que sigilo é esse? Que Justiça é essa? Que imprensa é essa? Qual a moral de quem viola a lei para exigir de outrem que respeite as regras legais? Quem tem o dever de aplicar e fazer valer a lei não pode, em nenhuma hipótese, violar qualquer regramento legal, sob pena de perder o tegumento ético em que se sustenta o poder de mando. (a) Sérgio Niemeyer
4/05/2008 00:18Neli (Procurador do Município)Ainda acho que o caso ganhou essa repercussão n...
Ainda acho que o caso ganhou essa repercussão nacional,por causa da imprensa;se a imprensa tivesse ficado em silêncio,como ficou no assassinato de Sandra Gomide,o caso seguiria seu caminho na normalidade da justiça. Milhares de crianças são assassinadas no Brasil pelos corruptos (passivos e ativos);e é nisso que a imprensa deveria bater diuturnamente. Por outro lado,urge-se modificar a legislação processual penal,pois, trata a vida humana como um nada. Quem ceifa uma vida humana,deveria receber uma série reprimenda legal .
3/05/2008 15:41Mauro (Professor)A justiça e a polícia jamais devem agir pelo ím...
A justiça e a polícia jamais devem agir pelo ímpeto popular que é incitado pela imprensa. O que a Veja, por exemplo, falou sobre este caso é de pura irresponsabilidade. Como pode a imprensa se auto-denominar uma defensora da democracia se ela mesma joga no lixo um dos pilares da democracia que é o amplo direito a defesa no devido processo legal? É uma grande contradição que redunda em sério conflito de direitos democráticos fundamentais. A polícia, por sua vez, também age ao calor da opinião pública e isso pode levá-la a cometer erros que invalidem futuramente o processo. Aqui no Conjur temos muitos casos como este. Então, os maiores símbolos de investigação e de denúncias, a imprensa e a polícia, corroboram diretamente com a impunidade apesar de a opinião pública está longe de responsabilizá-las por isso.
3/05/2008 13:32paecar (Bacharel)Essa avidez do povão pela justiça é um grave si...
Essa avidez do povão pela justiça é um grave sintoma da descrença em nosso aparelho judiciário. Basta ver o tratamento que já foi dado a ambos os suspeitos, bem diferente do que costuma acontecer com os zé-ruelas da vida.
3/05/2008 11:16Embira (Advogado Autônomo - Civil)A mídia tem muita culpa no cartório, mas, nesse...
A mídia tem muita culpa no cartório, mas, nesses casos, acho que está inocente. Ela tem de enfatizar as notícias que o público prefere: crimes, futebol (que, segundo o ex-jogador Müller, também é um mundo sujo), corrupção, política... Há exatamente um século, o escritor Lima Barreto comentava a alegria do diretor do jornal quando ocorria “um crime, um grande crime!” A mídia está fazendo, portanto, o seu papel secular. O que temos de melhorar é a preservação dos locais de crime. O apartamento de Isabella ficou quatro dias liberado, antes de ser lacrado. Até nós, os leigos, sabemos que isso dificulta muito a perícia. Agora, não sabem se o sangue é ou não de Isabella; as provas tornam-se imprecisas. A mídia tem de comentar essa e outras falhas, contribuindo para que o trabalho policial seja mais perfeito. Há o risco de não haver condenação nesse caso Isabella, como não houve no caso da Rua Cuba, ou no caso PC Farias. Se, com todos os holofotes focados no caso, a investigação muitas vezes deixa a desejar, o que seria sem a mídia?

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