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16 junho 2008

Caso Lancelotti

MP-SP recorre da absolvição de acusados de extorquir padre

O Ministério Público de São Paulo protocolou na tarde desta segunda-feira (16/6) recurso contra a decisão que colocou em liberdade Anderson Marcos Batista, Conceição Eletério, Éverson dos Santos Guimarães e Evandro dos Santos Guimarães, acusados de formação de quadrilha e crime de extorsão praticada contra o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Menor em São Paulo.

Ainda que a Justiça de primeira instância tenha absolvido o grupo por falta de provas, os promotores do caso, Fábio José Bueno e Luiz Antonio de Oliveira Nusdeo, sustentam no recurso que existe comprovação da prática reiterada de crime de extorsão contra o religioso. O processo tramita em segredo de Justiça.

Histórico

Em agosto de 2007, o padre Júlio Lancelotti disse que era ameaçado pelo grupo. Ele afirmou que, caso não desse o dinheiro exigido pelos acusados, seria feita uma falsa denúncia de pedofilia contra ele.

Ao depor na Polícia, Anderson Batista negou o crime e disse que mantinha relações sexuais com o religioso, que ainda lhe dava dinheiro espontaneamente. O advogado de Batista, Nelson Bernardo da Costa, afirmou que o religioso havia dado mais de R$ 600 mil a seu cliente.

Revista Consultor Jurídico, 16 de junho de 2008

Comentários

Comentários de leitores: 6 comentários

19/06/2008 10:24 Antonio Cândido Dinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)
Já disse e repito : doutor Promotor de Justiça,...
Já disse e repito : doutor Promotor de Justiça, convoque o padre em seu gabinete e, numa conversa franca, (ainda que com o "soro da verdade"), peça a ele para contar a "real". Acho que o senhor vai ter uma grande surpresa. acdinamarco@aasp.org.br
19/06/2008 10:22 Murassawa (Advogado Autônomo)
Concordo com todos os comentários em desfavor d...
Concordo com todos os comentários em desfavor do Padre, pois, é muito esquisito que o Padre tenha sido chantageado por nada, pergunta essa que não calar na minha cabeça, mesmo porque, nunca fui com a cara desse padreco que sempre se meteu onde não devia, assim como, sempre utilizou-se da mídia para se promover e agora essa mesma midia não desmascara o padreco, pois, está na hora de colocar os pingos nos I,I,I,s.
17/06/2008 13:36 Comentarista (Outros)
Segundo um dos advogados do processo, o padre t...
Segundo um dos advogados do processo, o padre teria dado mais de R$ 600 mil a seu cliente... E é esse mesmo padre que figura como "vítima" no processo que o MPSP teima em recorrer para ver julgado procedente! Parabéns, mais uma vez, ao MPSP! Hehehe...

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