Notícias
24 julho 2008
Greve federal
Advogados públicos tentam evitar corte de ponto após a greve
Os advogados públicos federais Felipe Ferreira Libardi, Juliana Tieme Maruyama Matsuda, Renato Vasconcelos Maia e Rogério Marcos de Jesus Santos, que aderiram à greve da categoria em 15 de janeiro de 2008, não querem ter descontados os dias parados. Os advogados pretendem reverter a medida administrativa da Advocacia-Geral da União, que determinou o corte de ponto. A 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça vai julgar o pedido de Mandado de Segurança ajuizado por eles. A greve durou 85 dias.
Os advogados argumentam que o movimento de paralisação se deu por descumprimento de acordo salarial assinado pela categoria e pela AGU. Pelo acordo, ficou estabelecido que o subsídio da categoria seria equiparado ao dos delegados da Polícia Federal, com efeitos retroativos a 1º de novembro de 2007.
Eles alegam que o movimento de paralisação atendeu às regras estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal, seguindo as determinações da Lei 7.783/89, que regulamenta o direito de greve dos servidores públicos.
Decisão do desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assegurou o exercício do direito de greve. O TRF-4 afirmou que é impossível a AGU praticar medidas administrativas em desfavor dos grevistas. A União ingressou no STF com pedido de suspensão de tutela antecipada. O ministro Gilmar Mendes suspendeu a liminar do TRF-4, decisão publicada em 15 de abril de 2008, data em que os advogados conheceram o teor da decisão.
A AGU entendeu que não poderia haver descontos retroativos, porém considerou o dia de 9 de abril de 2008 como o marco inicial para a ilegalidade do movimento, descontando da remuneração dos grevistas a partir dessa data.
Os advogados públicos recorreram ao STJ pedindo a concessão de segurança para reconhecer a ilegalidade do corte de ponto feito. Alternativamente, eles pedem que seja determinado que os descontos se limitem aos dias parados a partir da publicação da decisão do STF.
O julgamento ocorrerá após o recesso forense e terá como relatora a ministra Maria Thereza de Assis Moura, da 3ª Seção.
MS 13.691
Revista Consultor Jurídico, 24 de julho de 2008
Arquivo
Leia também: Textos relacionados
- 21/06/2008 Advocacia de Estado deve ser blindada de poder político
- 05/06/2008 Advogados negam estar em campanha contra Toffoli
- 11/04/2008 Advogados públicos suspendem greve depois de 85 dias
- 09/04/2008 Gilmar Mendes desautoriza greve da advocacia pública
- 03/04/2008 Greve na AGU não suspende prazos no Supremo
- 02/04/2008 OAB pede a Tarso solução para greve dos advogados
- 01/03/2008 AGU tem de suportar conseqüência da greve, diz juiz
- 29/02/2008 Greve da AGU faz Justiça Federal do PR suspender prazos
- 23/02/2008 Advogados em greve querem detalhes da proposta da AGU
- 20/02/2008 sindicalistas da AGU ameaçam deixar cargos de chefia
- 20/02/2008 Advogados públicos esclarecem sobre demissões na AGU
- 19/02/2008 Experiência de politizar advocacia pública fracassa
- 13/02/2008 AGU faz 15 anos com resultados e problemas internos
- 12/02/2008 Greve de advogados públicos será decidida pelo STF
- 05/02/2008 Por que os advogados públicos federais estão em greve
- 01/02/2008 TST suspende prazos para União até o final da greve
- 21/01/2008 AGU entra com ação contra greve de advogados públicos
- 19/01/2008 Advogados públicos estão dispostos a negociar fim de greve
- 17/01/2008 Advogados públicos entram em greve nesta quinta-feira
Comentários
Comentários de leitores: 2 comentários
ADVOCACIA GERAL EM CAUSA PRÓPRIA (AGCP).
Será que o Senhor Contribuinte deve pagar os di...
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 01/08/2008.