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Sócio ou inimigo

Leia dossiê sobre Naji Nahas feito para Daniel Dantas

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Um elo ambivalente intriga a Polícia Federal: por que pagar centenas de milhares de dólares à Kroll, a maior empresa de investigações privadas do mundo, para investigar alguém de quem se quer ser sócio num negócio ilegal? Ou, por outra: pagar essa soma vultosa não é um sinal inequívoco de que se quer essas informações para poder destruir o investigado?

As respostas são buscadas pelos investigadores federais da Operação Satiagraha —que levou à cadeia Daniel Dantas, dono do Opportunity, e o mega-investidor Naji Nahas — nos arquivos de uma outra operação: a Chacal, deflagrada pela PF há três anos, contra a Kroll e contra o mesmo Daniel Dantas.

A PF ainda não entende como Daniel Dantas pediu que se produzisse o mais completo dossiê já feito contra Nahas para depois simplesmente se associar a ele. A Operação Satiagraha sinaliza que Nahas teria usado informação privilegiada do Federal Reserve (o banco central dos EUA), e das descobertas da Petrobrás, para fazer dinheiro. Para a PF, Dantas se associou a Nahas numa “organização criminosa” para praticar evasão de divisas, crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta, operação ilegal de instituição financeira, concessão de empréstimos vedados, uso indevido de informação privilegiada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha.

A revista Consultor Jurídico publica, com exclusividade, todos os arquivos que Daniel Dantas obteve da Kroll, há três anos, sobre Naji Nahas. Eles foram produzidos pelo alto escalão da Kroll, como por exemplo Bill Godall, ex-agente do serviço secreto inglês, o MI6, e Omer Eringsoy, o chefão da Kroll na Europa. Uma ponta do espetáculo, no Brasil, coube ao espião português Thiago Verdial, que circulava no eixo São Paulo-Rio de Janeiro e a quem a Kroll incumbiu de seguir fisicamente Naji Nahas.

Nahas conheceu o chefão da operadora TIM, a Telecom Itália Móbile, Tronchetti Provera, num fim de semana ensolarado em Mônaco, quando seus iates se encontraram casualmente numa parada no mar. Tanto bastou para que Nahas virasse o longa manus da TIM no Brasil, inclusive aproximando a empresa de caciques petistas como Marta Suplicy, de seu marido Luis Favre, do ex-ministro Antônio Palocci e do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Pelos arquivos, nota-se que, para Dantas, Nahas parece mais um inimigo a ser combatido e negaceado do que um sócio a ser negociado.

O dossiê, produzido em 2004, trata também das boas relações mantidas por Naji Nahas com o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, bem como com o também ex-prefeito e ex-governador paulista, Paulo Maluf.

Clique aqui para ler o dossiê produzido contra Naji Nahas, e que, agora, nivela os destinos de duas operações da PF: a operação Satiagraha que, daqui para frente, busca subsídios na operação Chacal, que obteve os arquivos que se seguem. Estes arquivos foram entregues por Bill Godall, ex-agente da Kroll, a policiais federais a e agentes da ABIN, a Agência Brasileira de Inteligência. Os arquivos estão em inglês.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 10 de julho de 2008, 12h02

Comentários de leitores

5 comentários

Ah, me esqueci de uma coisa, por experiência pe...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Ah, me esqueci de uma coisa, por experiência pessoal, estilística forense não é reconhecida como ciência forense no Brasil.

Tomando o gancho do comentário da Dra. Suzana, ...

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Tomando o gancho do comentário da Dra. Suzana, li por alto o resto do dossiê. Se legítimo o fosse era para o atual Governo do PT tremer de medo. Se esse dossiê vier a ser, parece inverossímil, autêntico e fonte confiável, era para o Presidente da República mandar afastar os Delegados Federais para servir em aldeias indígenas no meio da Amazônia. Quanto ao conteúdo, alguém consegue ver no tal dossiê algo que não tenha sido notícia de jornais 100% tupiniquins, alguma novidade, algo que nunca tenha sido publicado ou veiculado como boato na imprensa local?

Além da curiosidade expressada por LH, da qual ...

Suzana (Estudante de Direito - Propriedade Intelectual)

Além da curiosidade expressada por LH, da qual compartilho, noto que o dossiê, supostamente elaborado por pelo menos um Inglês nato, contém erros crassos... E olhem que eu só li a primeira página até agora... Será que esse dossiê é mesmo autêntico?

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