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Confusão em boate

Filho de promotora diz que PM atirou em jovem para se defender

Acostumados a ouvir sobre a truculência policial em favelas, os cariocas se depararam nesta semana com outra notícia envolvendo Polícia e violência. Na madrugada de sábado (28/7), Daniel Duque foi morto na porta de uma boate no bairro nobre de Ipanema, no Rio de Janeiro. O tiro foi disparado pelo policial militar Marcos Parreira do Carmo, que fazia a escolta de Pedro Velasco, filho de uma promotora no estado. Em depoimento à Polícia, o rapaz confirmou que o tiro foi em legítima defesa.

Segundo o jornal O Globo, o filho da promotora Márcia Velasco confirmou a versão dada pelo PM de que este agiu em legítima defesa. Pedro contou à Polícia que estava na boate quando um casal de amigos lhe pediu ajuda devido à perseguição que estava sofrendo da turma de Daniel Duque. O rapaz também contou à Polícia que os tiros só foram disparados depois que, já do lado de fora da boate, três jovens, incluindo Daniel Duque, começaram a chutar o carro. Segundo Pedro, foram dois tiros para o alto. Como os rapazes não se intimidaram, dizendo que iam tomar a arma do policial, que já teria se identificado como tal, foi disparado um terceiro tiro. Este disparo teria atingido o jovem.

A versão contada pelo filho da promotora diverge da de outras testemunhas. Segundo um amigo de Daniel Duque, a confusão começou quando este, sem querer, pisou no pé de Pedro. O amigo afirma, ainda, que os chutes foram posteriores ao tiro, já que várias pessoas tinham tentado impedir a fuga de Pedro, de seus amigos e do policial.

De acordo com o jornal, o laudo de exame cadavérico de Daniel Duque demonstra que o tiro que o acertou foi disparado a uma curta distância. O veículo BMW do filho da promotora também está apreendido para que seja realizada uma perícia.

A promotora Márcia Velasco afirmou que ela e a família são escoltadas por policiais militares cedidos ao Ministério Público do Rio, devido a ameaças de morte que já receberam de acusados como Fernandinho Beira-Mar. “Fico triste ao ver que tantas pessoas o considerem [Pedro] um privilegiado por estar sempre protegido por um segurança. Na verdade, Pedro é um prisioneiro, pela nossa condição de marcados para morrer”, escreveu.

Revista Consultor Jurídico, 2 de julho de 2008, 14h46

Comentários de leitores

9 comentários

Caro gabriel, prefiro acreditar que você fez...

Ronaldo dos Santos Costa (Advogado Sócio de Escritório)

Caro gabriel, prefiro acreditar que você fez o comentário abaixo por pilhéria. Não é possível que um acadêmico de Direito pense dessa forma. Respeito todos os comentaristas deste espaço, mas tudo tem limite, inclusive opiniões escatológicas como a sua. Cada uma!!

Se está sendo ameaçada peça para ser afastada o...

Gabriel (Estudante de Direito)

Se está sendo ameaçada peça para ser afastada ou removida de comarca, e não me venha gastar os recursos públicos pois nenhum do povo tem segurança particular para o filhinho ir para a danceteria. Como diria capitão nascimento:"Pede pra sair, pede pra sair".

Cara "estudante" Indie, talvez você precise est...

diegodlsantos (Funcionário público)

Cara "estudante" Indie, talvez você precise estudar um pouco mais antes de dar "pitacos" na web... O direito é bem mais que normas materiais ou processuais. Você só conseguirá entender algumas coisas se começar a estudar as relações de poder, a teoria do estado, a ciência política, etc. Do contrários suas análises sempre serão ingênuas ou simplistas. Mas, melhor deixar quieto...Tsc,tsc,tsc... Abraço.

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