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17 janeiro 2008

Nova norma

PF abre discussões sobre Lei Orgânica da corporação

Por Claudio Julio Tognolli

Começaram nesta quarta-feira (16/1) as discussões para elaboração do anteprojeto da Lei Orgânica da Polícia Federal. Um grupo de trabalho criado pelo diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa tem 45 dias para apresentar uma proposta. No primeiro encontro estabeleceu-se que o pontapé inicial vai ser a análise dos últimos projetos do tema. Dentre eles está o texto elaborado pela Comissão Especial do Ministério da Justiça e pelo Grupo de Trabalho de 2002.

Os trabalhos devem ser concluídos até o início de março, já que a direção da PF pretende apresentar a proposta do GT no dia 28 de março, dia do aniversário de criação da Polícia Federal. Na mesma data será encaminhado ao ministro da Justiça o Planejamento Estratégico da Polícia Federal para o período 2007-2022.

Segundo o diretor Luiz Fernando Corrêa, “há condições de ser elaborado um projeto que contemple a instituição Polícia Federal e o quadro funcional, tanto policial quanto administrativo”. O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Marcos Vinício Wink frisou a importância e a responsabilidade dos integrantes do grupo e manifestou a expectativa gerada junto à categoria. “O DPF deve ser colocado em primeiro lugar na construção do projeto. Além disso, é fundamental estabelecermos parâmetros que valorizem os servidores a partir da experiência e do conhecimento da atividade investigatória, no caso da carreira policial federal”.

Veja o texto da portaria que criou o Grupo de Trabalho:

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL

BRASÍLIA-DF, SEGUNDA-FEIRA, 31 DE DEZEMBRO DE 2007

BOLETIM DE SERVIÇO No. 249 — 1a. PARTE

ATOS DO DIRETOR-GERAL

PORTARIA No. 620/2007-DG/DPF

Brasília, 28 de dezembro de 2007

O DIRETOR-GERAL DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL, usando das atribuições que lhe confere o Artigo 33, item VII, do Regimento Interno aprovado pela Portaria Ministerial no. 213, de 17 de maio de 1999,

R E S O L V E :

I – Constituir Grupo de Trabalho integrado pelos servidores HÉLIO AFONSO DIAS LEITE, Delegado de Polícia Federal, matrícula no. 2.407.725; ANTÔNIO CARLOS MESQUITA, Perito Criminal Federal, matrícula no. 7.070; PAULO SILVA ROCHA VELOSO, Papiloscopista Policial Federal, matrícula no. 2.103; CLÁUDIA PINTO DE CARVALHO, Escrivã de Polícia Federal, matrícula no. 3.429; CARLOS FRANCISCO DE SOUZA DORNELLES, Agente de Polícia Federal, matrícula no. 2.816, e JOSÉ CARLOS PINTO POLICARPO, Agente Administrativo, matrícula no. 4.294, para, sob a presidência do primeiro, proceder a revisão da minuta de Anteprojeto da Lei Orgânica do Departamento de Polícia Federal, no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, improrrogáveis.

II – Designar para atuarem como suplentes, respectivamente, PAULO GUSTAVO MAIURINO, Delegado de Polícia Federal, matrícula no. 8.311; ANDRÉ LUIZ DA COSTA MORISSON, Perito Criminal Federal, matrícula no. 6.288; LANDER DE MIRANDA BOSSOIS, Papiloscopista Policial Federal, matrícula no. 8.257; FLÁVIO HENRIQUE ROSSI ULIANO, Escrivão de Polícia Federal, matrícula no. 8.669; CÍCERO BARROZO FERNANDES, Agente de Polícia Federal, matrícula no. 3.362, e FAGNER FAGUNDES DOS SANTOS, Agente Administrativo, matrícula no. 11.516, os quais deverão acompanhar os trabalhos em período integral.

III – Estabelecer que os presidentes das Associações ou entidades classistas, de âmbito nacional, dos cargos da carreira policial federal e do Plano Especial de cargos do DPF, poderão indicar, no prazo de 03 (três) dias, um representante e respectivo suplente para integrarem o Grupo de Trabalho.IV – O início dos trabalhos da presente Comissão dar-se-á no dia 16 de janeiro de 2008.

IV – Publique-se e cumpra-se.

Claudio Julio Tognolli é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2008

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

20/02/2008 11:52 Carlos (Advogado Sócio de Escritório)
Sr. Marcos Wink alega que “há policiais com mai...
Sr. Marcos Wink alega que “há policiais com mais de 20 anos de carreira, agentes de primeira linha, que sabem tudo de combate ao crime, que jamais poderão se tornar delegados, e são comandados por delegados jovens, que acabaram de entrar na corporação”" Ora, um escrevente não pode se tornar um juiz pq tem 20 anos de carreira... Um oficial de promotoria não pode se tornar um promotor de justiça pq tem 20 anos de carreira... TENHO UMA SOLUÇÃO SR. Marcos Wink. Que tal fazer esses policiais, que ficaram 20 anos sem estudar, entrarem para a faculdade, se não são formados em direito, e prestarem o concurso público para Delegado de Polícia Federal, como qq outro candidato faz. Estuda muito e passa no concurso. GOSTOU DA IDÉIA? Talvez possam ter alguns pontos (POUCOS) em razão de já pertencerem a instituição. Igualmente é no caso de concurso para cartório extrajudicial. Carlos Rodrigues berodriguess@yahoo.com.br

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 25/01/2008.