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10 janeiro 2008

Eleições suspeitas

TSE vai decidir sobre perícia de urnas eleitorais de Alagoas

O ministro Ari Pargendler, do Tribunal Superior Eleitoral, abriu vista à Procuradoria Geral Eleitoral do Agravo de Instrumento em que o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), pede reforma da obrigação de fazer perícia nas urnas eletrônicas utilizadas em nas eleições de 2006.

O Agravo é contra o candidato derrotado das eleições no estado, João Lyra (PTB). Em dezembro de 2006, ele acusou o governador eleito, junto ao Tribunal Regional Eleitoral, de ter fraudado as urnas eletrônicas do estado. A prova pericial permitirá o acesso ao sistema de segurança da urna eletrônica, sem o acompanhamento do TSE. O governador pede ainda que a União seja intimada para atuar no processo.

O governador argumenta que a perícia seria desnecessária, pois o resultado final das eleições poderia ser comprovado pelo confronto dos boletins de urna com os cadernos de votação das mesas receptoras. Ele alega, ainda, que a auditoria de verificação do funcionamento das urnas (votação paralela) feita no dia da votação transcorreu sem qualquer irregularidade.

Teotônio Vilela ressalta que o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, já anunciou providências no sentido de solicitar ao Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e à Universidade de Campinas (Unicamp) a confecção de laudos sobre o funcionamento das urnas eletrônicas nas eleições 2006 em Alagoas.

Ainda de acordo com o governador, a jurisprudência do TSE é no sentido de que a ausência de impugnação das urnas eletrônicas no momento adequado, no dia da eleição, gera a preclusão da alegação de fraude. O candidato derrotado questionou a legalidade das eleições em razão da diferença entre o resultado das pesquisas eleitorais e o resultado final da totalização dos votos.

AG 9.028

Revista Consultor Jurídico, 10 de janeiro de 2008

Comentários

Comentários de leitores: 1 comentário

11/01/2008 20:50 DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)
É o crime da mala. As urnas eletrônicas não dei...
É o crime da mala. As urnas eletrônicas não deixam vestígios. Todas as preces das oligarquias brasileiras foram ouvidas pelos santos de pau oco, que produziram essa maravilha da fraude eleitoral. Os argumentos do governador das Alagoas, cujo pai foi uma pessoa digna e correta, são de fazer corar estátuas. Como é que pode um cidadão desses ser governador? O Brasil segue à deriva e estamos à beira do desastre total. As oligarquias estão exagerando e o País precisa urgentemente de um choque de decência, mormente por parte da casta política, que deita e rola, sem sofrer qualquer punição. DAGOBERTO LOUREIRO OAB/ SP Nº 20.522

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