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Assédio Universal

Juíza nega pedido de pastor da Universal contra a Folha

Apesar de o jornal Folha de S.Paulo não circular na cidade de Caraperus (RJ), um pastor da Igreja Universal da cidade entrou com ação de indenização por danos morais contra o diário e a jornalista Elvira Lobato, devido à reportagem Universal chega aos 30 anos como império empresarial. O pedido de indenização foi negado. A juíza Elisabete Franco Longobardi entendeu que o texto não ofendeu o pastor Vanderlei Ferreira. Cabe recurso.

Essa é a décima ação na qual a Folha sai vitoriosa desde o começo da campanha de fiéis da Universal contra o jornal. Até terça-feira (26/2), 63 ações de indenização por danos morais haviam sido ajuizadas contra o jornal e a repórter Elvira Lobato, em Juizados Especiais de vários estados. De acordo com a Folha, os vários deslocamentos pelo país encarecem e dificultam a defesa.

Primeira a julgar uma ação de fiéis da Universal contra a Folha no estado do Rio, a juíza Elisabete Longobardi concluiu que não ficou demonstrada nenhuma ofensa à honra do pastor. Segundo a juíza, a reportagem não se referiu ao pastor nem à igreja em que ele atua.

“Parece-me estranho que num município onde o jornal Folha de S.Paulo não circula, os munícipes tenham adquirido o jornal e estejam abordando o requerente a fim de ofendê-lo”, escreveu a juíza na sentença. Apesar disso, a juíza não considerou que houve litigância de má-fé por parte do pastor.

No processo, o pastor pedia indenização por danos morais e direito de resposta proporcional ao agravo sofrido, alegando que a publicação faz alusão à prática de atos que denigrem a imagem da Igreja Universal do Reino de Deus. Em sua defesa, o jornal e a jornalista afirmaram que a reportagem publicada não menciona o nome do autor do processo e pedem que o mesmo seja condenado por litigância de má-fé, uma vez que foram ajuizadas por pastores e fiéis da Igreja Universal mais de 60 ações com o mesmo conteúdo desde a publicação.

Revista Consultor Jurídico, 28 de fevereiro de 2008, 18h39

Comentários de leitores

9 comentários

É uma brigada, uma revoada onde o discurso não ...

Miguel Ermétio Dias Jr (Advogado Autônomo - Civil)

É uma brigada, uma revoada onde o discurso não pode proibir as letras, tal qual as letras pouco podem para mudar a lei e os costumes. O costume vem sempre do mais humilde, menos atento e mais suceptivel do teor do discurso. As letras nem mesmo ferem o mais humilde porque pouco delas importa. Numa disputa política do Estado de Mato Grosso, assumiu-se um ditado de que o pombo ia comer o gavião; lógico que o pombo não comeu o gavião! O importante é que quem decide está de toga. E, lê, interpreta e julga com sabedoria de resumir num " eles não sabem o que fazem" E, se no Alto da Compadecida cada católico que assistisse ajuizasse em face dos autores?? Liberdade sempre!!!

Penso que agora, depois das sabias decisões dos...

Adhemar Guedes (Estudante de Direito)

Penso que agora, depois das sabias decisões dos magistrados em extinguir os processos sem o julgamento do mérito, pela inexistência de interesse processual, bem como a ilegitimidade, os fiéis irão abrir os olhos e deixar de ser ludibriados e manipulados (pelo menos nesse caso Folha X Universal) pelos expert na arte de dominar a mente dos fracos.

Vamos ter a devida calma e aguardar ao final pa...

futuka (Consultor)

Vamos ter a devida calma e aguardar ao final para ver quem de fato cometeu um 'crime' perante a justiça!..se ninguém, a vida continua para todos os envolvidos, e aprendi que nada é mais justo que 'um dia atrás do outro', ou seja, o futuro sómente a Deus pertence! -Nós 'meros mortais' deveríamos nos respeitar mais, se assim fosse prolongaríamos a vida e de 'quebra' viveríamos mais contentes e felizes!

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