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Disputa das gigantes

Google pede que seja vetada compra da Yahoo! pela Microsoft

Em um tom pouco usual no mundo corporativo, a Google qualificou de perturbadora a proposta hostil da Microsoft para compra da Yahoo! por US$ 44,6 bilhões (R$ 78 bilhões). Comunicado divulgado domingo (3/2) no blog da empresa pede que os órgãos reguladores dos Estados Unidos e internacionais impeçam o negócio. Para a Google, a fusão vai contra os princípios da internet de abertura e inovação e busca estabelecer monopólios.

A nota — assinada pelo vice-presidente para o Desenvolvimento Corporativo e conselheiro jurídico da Google, David Drummond — diz que a Microsoft sempre buscou estabelecer monopólios e alavancar seu domínio em mercados novos e adjacentes.

No texto, Drummond cita que seus dois concorrentes detêm grande parte do mercado de e-mails e mensagens instantâneas, além de terem dois dos portais mais acessados do mundo.

A Comissão de Justiça do Congresso dos EUA também examinará no dia 8 de fevereiro a oferta multibilionária e o impacto que a fusa pode representar sobre a concorrência.

Apesar das críticas públicas, a agência Reuters informa que o Yahoo! pode considerar uma aliança de negócios com a Google, como forma de rejeitar a oferta da empresa de Bill Gates, segundo uma fonte ligada a Yahoo!. Ao comentar o caso na sexta-feira (1/2), executivos da Microsoft disseram que os reguladores antitrustes, na verdade, deveriam estar preocupados é com a possibildiade de a Google comprar a Yahoo.

As disputas entre a Google e a Microsoft já pararam nos tribunais diversas vezes. Em junho de 2007, a empresa de Bill Gates aceitou fazer modificações no sistema operacional Windows Vista em resposta às acusações da Google de que o programa violava o acordo antitruste.

A Google havia ajuizado na Justiça norte-americana uma queixa antitruste contra o sistema de busca da Microsoft. A empresa alegava que o Vista torna difícil para os consumidores utilizar aplicativos de busca de empresas rivais, como as fornecidas pela Google.

A queixa da empresa era baseada em regras definidas em 2002 por um acordo judicial firmado entre a Microsoft e as agências antitruste do governo dos Estados Unidos.

Em março, Thomas Rubin, um dos diretores jurídicos da Microsoft, acusou formalmente a Google de estar praticando deliberada violação de direitos autorais. O advogado americano afirmou que a gradual entrada do Google no mercado de novas mídias causava grandes prejuízos aos editores de livros, vídeos e software.

Revista Consultor Jurídico, 4 de fevereiro de 2008, 13h10

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