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8 dezembro 2008

Rede social

Gilmar Mendes inaugura primeiras Casas de Justiça e Cidadania

Ocupar os espaços vazios do Judiciário, como um Tribunal do Júri que só é usado duas vezes por ano, para prestar serviços à sociedade por meio de cursos, palestras e oficinas. Esse é a intenção do programa Casas de Justiça e Cidadania, lançado nesta segunda-feira (8/12) pelo Conselho Nacional de Justiça em Montes Claros (MG) e Teresina.

Segundo o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, o projeto surgiu da necessidade de abrir os espaços públicos para atividades que aproximem a Justiça da sociedade. Ele diz que a idéia é criar uma “rede de solidariedade no âmbito do Judiciário”.

O programa está sendo instalado nas duas cidades como projeto piloto. Para colocar o projeto em prática, o CNJ vai contar com a parceria do Exército, da Defensoria Pública, do Ministério Público, além de profissionais como psicólogos, sociólogos, médicos, que vão oferecer horas de trabalho voluntário.

De acordo com Gilmar Mendes, as atividades a serem desenvolvidas vão depender da realidade de cada local. Segundo o ministro, o CNJ quer “chamar a sociedade para realizar missões importantes que estão conferidas à Justiça”. O objetivo é trabalhar de modo “multifuncional de interagir com a sociedade".

O Casas de Justiça e Cidadania têm como base o trabalho voluntário de funcionários da Justiça, em atividades como palestras, cursos de alimentação alternativa e outros organizados pelo Sesi, Senai e Sebrae.

Durante a cerimônia de lançamento do programa em Montes Claros, a Receita Federal doou 40 computadores para a montagem de uma sala de informática, onde devem ser oferecidos cursos para crianças.

Montes Claros foi escolhida para a inauguração do projeto por ser uma região “sensível do ponto de vista social”, de acordo com o ministro Gilmar Mendes. O ministro disse que esse processo é uma reforma do próprio Judiciário. "Nós saímos transformados desse processo em que nós nos engajamos. Nós saímos outras pessoas, passamos a ver outras realidades que até então não conhecíamos”, afirmou.

[Notícia alterada às 20h desta segunda-feira (8/10)]

Revista Consultor Jurídico, 8 de dezembro de 2008

Comentários

Comentários de leitores: 3 comentários

11/12/2008 13:53 futuka (Consultor)
Parabéns ao senhor ministro pelo incremento n...
Parabéns ao senhor ministro pelo incremento na ocupação de espaços que visam proporcionar uma melhor utilização para o bem comum!
8/12/2008 23:22 Armando do Prado (Professor)
"Parar, parar não paro. Esquecer, esquecer não...
"Parar, parar não paro. Esquecer, esquecer não esqueço. Calar, calar não calo. Se caráter tem preço, pago o preço". Sidónio Muralha
8/12/2008 20:48 analucia (Bacharel - Família)
Boa iniciativa, mas as escolas de Direitos, os ...
Boa iniciativa, mas as escolas de Direitos, os órgãos de assistência jurídica dos Municípios e ONGs devem participar desta iniciativa, pois senão a Defensoria vai querer alegar monopólio de pobre e não faz sentido isso.

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 16/12/2008.