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Abertura de sindicância

Em nota, Abin admite existência de grampo ilegal no Supremo

Em nota oficial, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) afirma que vai apurar se há envolvimento de seus agentes com os grampos ilegais feitos em telefones de ministros do Supremo Tribunal Federal, deputados, senadores e outras autoridades, conforme denúncia feita pela revista Veja. A existência do grampo não foi questionada pela Abin, que vai abrir sindicância para apurar o envolvimento de agentes na operação ilegal.

A revista Veja desta semana divulgou transcrição da conversa entre o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Segundo a reportagem, a transcrição do diálogo, feito nos dias em que o banqueiro Daniel Dantas foi preso em uma operação da Polícia Federal, foi repassado por um funcionário da própria Abin.

A Abin informa que, além de apurar as ilegalidades, também vai enviar documento ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para que a Procuradoria-Geral da República e o Ministério da Justiça sejam acionados.

“A Direção-Geral da Abin reitera a confiança no corpo funcional da instituição e espera que os fatos apresentados na reportagem sejam definitivamente esclarecidos”, conclui a nota.

Leia a nota

Em face de matéria veiculada pela Revista Veja, Edição nº 2076, a

Direção Geral da Agência Brasileira de Inteligência informa que tomará as seguintes providências:

1. determinar à Corregedoria-Geral do órgão a abertura de sindicância destinada a apurar o possível envolvimento de servidores da Agência nos fatos noticiados;

2. enviar ofício ao Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República solicitando o acionamento da Procuradoria-Geral da República e do Ministério da Justiça, com vistas à adoção das medidas investigatórias cabíveis para o esclarecimento dos fatos em toda sua extensão.

A Direção-Geral da Abin reitera a confiança no corpo funcional da instituição e espera que os fatos apresentados na reportagem sejam definitivamente esclarecidos.

Revista Consultor Jurídico, 30 de agosto de 2008, 13h21

Comentários de leitores

18 comentários

Quando um criminoso do colarinho branco como Da...

Mauro (Professor)

Quando um criminoso do colarinho branco como Dantas afirma que tem "facilidades" na suprema corte de um país, nem assim o seu Ministro Presidente pode estar sob suspeita? Ora, se for assim os direitos fundamentais de uma democracia só fazem surgir homens "intocáveis".

Mas Prof. Manoel Carlos, se as tais escutas não...

Mauro (Professor)

Mas Prof. Manoel Carlos, se as tais escutas não tivessem chegado na Veja, continuariam em sigilo. Por acaso o Ministro do Supremo Tribunal Federal é incorruptível? Por acaso os Senadores da República são incorruptíveis? Ou a intenção da Abin era a de ouvir o que o ministro falava para a sua esposa enquanto estava a caminho de casa para depois vender o diálogo para produtores de filmes eróticos?

Prof. Mauro, ainda bem que faltei as suas aulas...

O Federalista (Professor)

Prof. Mauro, ainda bem que faltei as suas aulas de "Introdução à Anaquia" na faculdade. Tenha a Santa Paciência!

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