21/04/2008 09:31Mauro (Professor)Reconheço amigo Richard que fui apelativo. Entr...
Reconheço amigo Richard que fui apelativo. Entretanto, sempre me questiono sobre o que poderia ou não poderia ter sido feito, pois o passado poderia ter acontecido de várias outras maneiras... mas não aconteceu. Será mesmo que não se utilizaria da tal teconologia para salvar a vida de um filho?
20/04/2008 23:23Richard Smith (Consultor)
Não, não-dogmático amigo Mauro:
As pergu...
Não, não-dogmático amigo Mauro:
As perguntas são para serem respondidas mesmo!
E apenas para que o amigo saiba, eu tive uma filha que nasceu com problemas neurológicos severos, os quais, uma vez agravados por um erro médico que a reduziram a uma vida "vegetativa", certamente a candidatariam a uma vaguinha nesta fila de doentes que são, covarde e apelativamente, exibidos pelos favoráveis à utilização dos embriões, nas audiências públicas.
Nem por isso e jamais, eu me utilizaria de uma tecnologia baseada na destruição de outra vida, ainda que condenada à prisão criogênica pela "bondade" humana!
E não me considero em absoluto um mau pai, por causa disto.
Pense bem antes de emitir julgamentos (ainda mais os de intenção) de uma próxima vez.
Um abraço.
20/04/2008 20:50veritas (Outros)Éeeee muita coisa começou assim tudo em nome da...
Éeeee muita coisa começou assim tudo em nome da humanidade , do povo, da ciência etc etc.
Sugiro que vejam o filme gataga , ou ou a ilha , tudo começa com boas intenções mas durante o caminho ...
20/04/2008 19:38Mauro (Professor)Dogmático amigo Richard. Há tempos não nos fala...
Dogmático amigo Richard. Há tempos não nos falamos (e não nos degladiamos).
Presumo que, com suas perguntas que mais visam fazer valer sua opinião do que mostrar suas dúvidas, você não é um cadeirante, por exemplo. Aliás, gostaria de saber se alguém conhece um cadeirante que seja contra o uso da medicina regenerativa através de células-tronco embrionárias!!
O problema nasce da solução de outro problema. Mulheres que não teriam chance de engravidar podem realizar o supremo e legítimo desejo feminino de ser mãe com a ajuda da fertilização artificial. Mas em virtude desta os embriões excedentes, que são necessários para que a fertilização ocorra, são "desperdiçados" para que apenas um vingue no útero. O que fazer então com os "desperdiçados"? Jogá-los fora? Inutilizá-los? Para alguns legalistas religiosos esta é a solução, no entanto, para quem respeita a vida, o melhor, evidentemente, é curar uma doença degenerativa de outrem do que de fato "desperdiçar" os excedentes, os quais, diga-se de passagem, nem mesmo atividade cerebral possuem, logo, é como se fossem um rim que pode ser doado para livrar o alguém das torturosas sessões de homodiálise.
Concluo, dogmático amigo Richard, repetindo o que o velho ditado muito sabiamente afirma: "pimenta no olho dos outros é refresco".
O ministro Direito ou o ex-PGR Cláudio Fontelles possuem cadeirantes ou gente que necessite da medicina regenerativa entre os seus entes queridos?
20/04/2008 16:21Richard Smith (Consultor)
Vai mesmo? Quem garante?
Qual é o estági...
Vai mesmo? Quem garante?
Qual é o estágio das pesquisas feitas até o momento com os ditos-cujos embriões em relação a uma mínima probabilidade de sucesso para a cura de alguma doença? Alguém procurou saber?!
Depois, "dignidade"? Alguém está preocupado com a verdadeira DIGNIDADE do ser humano que está sendo vilificada pela pretensão ao uso dos embriões humanos "excedentes" e "descartáveis"?
Nazismo puro!
20/04/2008 15:40Thiago Pellegrini (Professor Universitário)Concordo com o eminente Professor Lafer. E deix...
Concordo com o eminente Professor Lafer. E deixo a pergunta: Existe vida sem dignidade?