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Surra magistral

Juíza de Sergipe agride e prende professora que fazia protesto

Um protesto de professores sergipanos pelo pagamento de salários atrasados acabou em pancadaria nesta terça-feira. Segundo informações do site do Conselho Federal da OAB, a juíza Soraia Gonçalves de Melo, da cidade de Divina Pastora, em Sergipe, mandou prender e agrediu a professora Maria Givanilde dos Santos.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial de Sergipe (Sintese), durante o protesto, os manifestantes cobraram do prefeito o pagamento de dois meses de salários atrasados. Também pediram um posicionamento do Ministério Público e Poder Judiciário.

De acordo com o relato do sindicato, a professora foi ao fórum para se reunir com a juíza. A audiência já estava previamente marcada. Durante o encontro, Soraia teria se mostrado indignada com o ato dos professores e determinado a prisão de Givanilde. Testemunhas relataram que, depois de algemada, a professora foi agredida com dois tapas no rosto pela juíza.

O fato foi motivo de pronunciamento na Câmara dos Deputados. O deputado Iran Barbosa (PT-SE) anunciou que vai entrar com representação no Conselho Nacional de Justiça e Corregedoria do Tribunal de Justiça de Sergipe.

Procurada às 19 horas desta terça-feira, Soraia não se encontrava no fórum em que é titular. Na Associação dos Magistrados de Sergipe, ninguém foi localizado.

Revista Consultor Jurídico, 25 de setembro de 2007, 20h37

Comentários de leitores

9 comentários

Viva o Brasil!

Neli (Procurador do Município)

Viva o Brasil!

Isso é uma vergonha! Representantes do Poder j...

junior_oliveira (Estudante de Direito)

Isso é uma vergonha! Representantes do Poder judiciário, que tem a competência para atribuir e estabelecer a justiça, na verdade acabam por agredir pessoas idôneas que exigem o que é de direito. Como se não bastasse o atraso do salário e poucas condições oferecidas, a "pobre professora pobre" acaba por ser agredida apenas por reivindicar o seu direito de trabalhadora para que possa continuar a propagar a educação no país. Deixo uma ressalva as condições precárias que tem os professores, pois estes contam com um salário nada digno, desta forma sou a favor do direito de reivindicação, mas veja bem >>>> de uma forma digna, sem pancadarias ou agreções por parte das pessoas com uma maior hierarquia principalmente.

Já falei anteriormente que essa Juíza não esta ...

Murassawa (Advogado Autônomo)

Já falei anteriormente que essa Juíza não esta no seu juízo perfeito, pois, acredito que ele recebe seus vencimentos que não deve ser pouco em dia, portanto, não tem problema com pagamento de aluguel, mensalidade escolar de seus filhos, alimentação, bons restaurantes, etc., enquanto que a professora que estava fazendo protesto não recebe vencimentos a dois meses, vencimentos estes que deve ser miserável como em todo o País, portanto, agiu sem pensar e com excesso.

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