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Estado caótico

Justiça de Alagoas considera ilegal greve na saúde

A greve dos funcionários da saúde de Alagoas é ilegal. Segundo determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, os sindicatos deverão ser multados se os servidores não voltarem ao trabalho. Com a paralisação, que já dura um mês, apenas 30% dos funcionários estão trabalhando, informa a Folha Online.

Somente os funcionários de nível médio e de nível superior da saúde estão em greve no Estado. Os médicos encerraram o movimento em agosto, após 87 dias de paralisação.

O caso da saúde não é isolado em Alagoas, estado que elegeu Renan Calheiros (PMDB) para o Senado. Policiais civis e servidores da educação também estão parados. Os agentes penitenciários podem se juntar à mobilização. A categoria aprovou paralisação de advertência de 24 horas para amanhã, dia de visitas nos presídios.

A greve da Polícia Civil, que dura 52 dias, também já foi considerada ilegal pela Justiça. Segundo o sindicato dos policiais, as negociações com o governo Teotonio Vilela Filho (PSDB) estão paralisadas há mais de uma semana. A entidade já deve R$ 200 mil por desrespeitar a determinação, mas está recorrendo da decisão.

De acordo com a CUT (Central Única dos Trabalhadores), os sindicatos vão colocar as dívidas por desrespeito às determinações da Justiça na pauta de negociações com o governo.

A outra categoria em greve em Alagoas --professores de escolas estaduais e servidores da educação—completa neste sábado (23/9) 11 dias de paralisação. A rede estadual tem 270 mil alunos.

Desde a posse, em janeiro, Vilela Filho enfrentou 188 dias de greve de várias categorias --algumas simultâneas--, o que corresponde a 71% do tempo em que esteve no cargo.

Revista Consultor Jurídico, 22 de setembro de 2007, 13h40

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