NotÃcias
21 setembro 2007
Cenas cotidianas
Policiais não conseguem impedir exibição de Tropa de Elite
A Justiça do Rio de Janeiro negou os pedidos de liminar apresentados por policiais para impedir a exibição do filme Tropa de Elite. Depois de assistirem uma cópia pirata do filme, integrantes do Batalhão de Operações Policiais (Bope) entraram com uma ação cautelar contra a Zazen Produções e a distribuidora Paramount Pictures do Brasil.
Depois dessa decisão, os policiais entraram com um pedido para acompanhar a sessão de pré-estréia, para qual não foram convidados. A exibição aconteceu na última quinta-feira (20/9), no Cine Odeon, no centro da capital, sem a presença dos policiais. Novamente, eles tiveram o pedido negado.
Eles alegaram que o filme ataca a corporação e viola a honra, dignidade e até mesmo a integridade fÃsica dos policiais. A juÃza da 1ª Vara CÃvel do Rio de Janeiro Flávia de Almeida Viveiros de Castro, que também assistiu a uma versão pirata do filme (anexada aos autos), concluiu que não há ataques à s instituições e que as crÃticas são ao sistema. Segundo ela, não é possÃvel identificar concretamente se o sistema seria o Bope, a PolÃcia Militar, a universidade, a sociedade, o jogo do bicho, o tráfico ou os polÃticos.
"A narrativa do filme demonstra que ninguém é inocente nas largas avenidas ou nas vielas e becos da cidade do Rio de Janeiro. Vive-se em estado de guerra, de violência extrema e de corrupção, mas também de determinação, garra e coragem. Não existem ataques à s instituições. As crÃticas feitas (o discurso do personagem principal várias vezes o refere) são ao sistema. E não há conceito mais aberto, mais indeterminado do que este", afirmou a juÃza.
No processo, os policiais pediram que o filme fosse avaliado por eles antes da estréia e que fosse suspensa sua comercialização, veiculação e exibição. Eles também pediram segredo de Justiça. Para a juÃza, no entanto, não há nada no filme que precise ficar em segredo.
"O filme traduz o cotidiano de boa parte dos cariocas. Fala de vida, morte, tráfico, corrupção, nobreza, tristeza, arrependimento, fraqueza. Nada que precise ficar em segredo de Justiça, nada que necessite ser censurado ou previamente examinado pela Justiça", assegurou.
E ressaltou que a medida liminar é "inócua", uma vez que cópias não autorizadas do filme já se encontram sendo vendidas pelos camelôs, como é de conhecimento do público e, inclusive, alardeado pelos próprios autores do processo.
Revista Consultor JurÃdico, 21 de setembro de 2007
Comentários
Comentários de leitores: 5 comentários
Muito criativo este email (...rs): Um dia...
Se o que queriam era dar ainda mais impacto pub...
Que me perdoem os Policiais honestos de bom car...
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