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Desvio de recursos

PGR estuda se denuncia Azeredo por causa de mensalão mineiro

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O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, analisa nos próximos 15 dias o relatório da Polícia Federal para poder decidir se denuncia ou não o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) como um dos beneficiários do chamado mensalão mineiro. O esquema é referente a desvios de recursos públicos e arrecadação de dinheiro para sua campanha eleitoral, de 1998, a governador de Minas Gerais.

O posicionamento do procurador será anunciado até o final do mês. No período que antecedeu a eleição de 1998, o esquema operado pelo publicitário Marcos Valério de Souza teria movimentado mais de R$ 28 milhões, distribuídos pelo caixa de campanha do senador, o tesoureiro Cláudio Mourão, a políticos do PSDB mineiro.

O MPF agora se foca na lista elaborada pelo tesoureiro Mourão, que consta do relatório do delegado federal Luiz Flávio Zampronha, cuja íntegra foi divulgada pela revista Consultor Jurídico. A chamada “lista de Mourão”, diz o relatório da PF, incluiria a doação de R$ 110 mil ao hoje governador de Minas Gerais, Aécio Neves, então candidato a deputado. De acordo com o relatório, pelo menos R$ 500 mil teriam sido desviados do antigo banco oficial do governo de Minas Gerais, o BEMGE, e mesclados ardilosamenteaos recursos arrecadados para a campanha de Azeredo.

Segundo a PF, o comitê da campanha montou uma estratégia “para legitimar (lavar) os recursos que seriam empregados durante a dispendiosa campanha, tendo por base a utilização das empresas de publicidade de Marcos Valério no desenvolvimento da sofisticada técnica conhecida por commingling (mescla)”. Ainda de acordo com o relato do delegado, a mescla consiste “na utilização de estruturas empresariais legítimas para a reunião de recursos obtidos licitamente, a partir de atividades comerciais normais, com outros obtidos ilicitamente”.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 19 de setembro de 2007, 18h56

Comentários de leitores

1 comentário

Estão dizendo que o “mensalão mineiro” foi o pr...

Embira (Advogado Autônomo - Civil)

Estão dizendo que o “mensalão mineiro” foi o precursor, ou o “embrião”, do mensalão petista. Se de fato foi embrião, trata-se de um embrião gigante. Quem quiser conferir procure “lista de Mourão”, no site terra/istoé. No caso do mensalão petista indiciaram 40: parece que a conta foi ajustada, dispensando-se, por exemplo, José Mentor, para dar um número semelhante à lenda árabe de Ali Babá. No caso do mensalão mineiro não sei quantos vão indiciar – é preciso aguardar. Interesse, mesmo, parece haver em indiciar Eduardo Azeredo, que seria transformado em boi-de-piranha, Mares Guia, que é Ministro de Lula e, ainda, um certo (ou provável) adversário de José Serra na disputa presidencial. Os demais teriam tratamento “light”, muito diferente do dispensado pela mídia aos petistas. O economista Mourão, tesoureiro da campanha tucana, nem de longe sofrerá os constrangimentos que foram infligidos ao professor Delúbio Soares, tesoureiro do PT, nem ao empresário PC Farias, tesoureiro de Collor. Deverá ser tratado como gente fina, como convém a um tucano de boa estirpe.

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