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Caso Renan

Procurador-geral diz que pediu ao Senado dados sobre Renan

O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, disse que solicitou as informações do Senado contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) para repassá-las ao Supremo Tribunal Federal. A pedido de Souza, o STF abriu, no início de agosto, Inquérito para avaliar as condutas atribuídas a Renan. “O pedido formulado ao Supremo foi no sentido de que todas as informações que estão no Senado sejam repassadas para ingressar nesses autos. As informações não chegaram ao Supremo”, afirmou o procurador-geral. As informações são da Agência Estado.

Além do caso Mônica Veloso, no mesmo Inquérito também deverão ser apuradas duas denúncias contra Renan: a acusação de favorecer o grupo Schincariol e de usar parentes como laranjas na compra de duas emissoras de rádio em Alagoas.

O senador pode ser alvo de investigação também em inquérito no STF que apura suposta irregularidades e envolvimento de políticos para favorecer o Banco BMG na abertura de crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS.

Souza salientou que o procedimento no STF ainda não retornou à Procuradoria-Geral da República porque depende das informações que foram solicitadas ao Senado. “Tão logo volte, vou examinar (as denúncias)”.

Ele evitou comentar a absolvição de Renan no primeiro processo de cassação no Senado. “Quando se está no exercício de um cargo, fica muito difícil fazer esse juízo. Cada instituição tem a sua responsabilidade e respondem os seus membros pelos atos que praticarem”.

Revista Consultor Jurídico, 14 de setembro de 2007, 19h27

Comentários de leitores

2 comentários

Os jornais estão cheios de amargura. Uma onda d...

Armando do Prado (Professor)

Os jornais estão cheios de amargura. Uma onda de melancolia, irritação, desespero, rondou redações e numerosos segmentos sintonizados com a opinião de setores da classe média e alta. Coincidentemente, são as mesmas viúvas de todas as crises vividas pelo país nos últimos anos. Jabor, Hippólito, Leitão, Pereira, Kramer, Soares, a mesma turminha que se arvora (junto com seus séquitos de obedientes leitores) representante exclusiva da OPINIÃO PÚBLICA brasileira. Aliás, nunca li o termo OPINIÃO PÚBLICA tanto como nos últimos dias. A Globo está convencida de que os emails indignados que recebeu representam a opinião de 190 milhões de brasileiros. A minha não, violão. A absolvição de Renan Calheiros foi uma cenoura na bunda de muitos colunistas, que, devido à dor, escreveram textos irritadiços e hilários. Merval Pereira foi um que levou cenourada. Seu texto me lembrou o jornalismo do início do século, que eu lia no livro Anarquistas e Comunistas do Brasil, e outras fontes. Era um jornalismo político radical. Debate violento. Refletia luta que, muitas vezes, se resolvia na bala. O pai do Collor matou a tiros um colega parlamentar no Congresso. Do meu lado, admito que se tivesse champagnha na geladeira, eu abria. Como diz o Amorim, Calheiros não é santo, mas os que atiram pedras são piores. Quem vai substituir Calheiros? Essa é a pergunta. A última vez que a oposição quis derrubar um presidente da Casa, colocou o Severino Cavalcanti. Quem agora? Jarbas Vasconcelos? Artur Virgílio? Vamos combinar: ninguém é santo, mas sempre tem um diabo pior que outro. Se a oposição não gosta de Renan, que proponha outro candidato, que procure força na sociedade. Que pratique a democracia, porra. A reação pirracenta da oposição mostrou claramente que se tratava de bandeira puramente partidária. O diretor de jornalistmo do Globo poderia ser o senador Agripino Maia e outros neo-vestais da ética. O Senado morreu! Entoaram profetas de todas as partes, interessados em mostrar suas carinhas na tv globo e comprarem afeto junto à alta sociedade, essa enfarada (para não dizer cansada) elite dasluziana. O lado bom dessa história é que a crise do Renan Calheiros abriu os olhos de uma parte da classe política: a mídia está fazendo sim uma interferência viciosa, negativa e interessada no processo político; e NÃO NÃO E NÃO representa, estatisticamente, em quantidade ou qualidade, a opinião pública nacional. Nas páginas internas do segundo caderno do Globo existe uma seção interessante, intitulada Há 50 anos, que traz um fác-símile da primeira página da edição de meio século atrás. Ao lado, são reproduzidas, em fontes grandes, títulos e trechos das matérias da capa; quase nunca, contudo, os editores selecionam os textos políticos. Mas é possível ler no próprio fác-símile e notar a curiosa semelhança com a época presente, aqueles títulos nervosos, udenistas, para não usar o termo lacerdista, que virou lugar comum. Enfim, para a histérica oposição tucano-midiática, cito a sardônica advertência proferida recentemente pelo senador Tasso Jereissati, do próprio PSDB, a um de seus adversários: CALMA BONECA!

Por que não aproveita e pede informações sobre ...

Armando do Prado (Professor)

Por que não aproveita e pede informações sobre a Veja, a Folha e o Estadão? Vamos exigir que paguem o que devem à Fazendo Pública.

Comentários encerrados em 22/09/2007.
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