Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Tráfico internacional

MPF denuncia o traficante colombiano Juan Carlos Abadia

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o traficante colombiano Juan Carlos Ramires Abadia, procurado pela Justiça norte-americana, à 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Ele está preso preventivamente com outros sete acusados. A denúncia diz que o colombiano montou no Brasil uma quadrilha para lavar pelo menos US$ 9 milhões, resultado do tráfico internacional de drogas.

Para fugir da Justiça americana, de acordo com o MP, Abadia é acusado de usar mais de 30 documentos falsos e corromper agentes públicos. A procuradora da República Thaméa Danelon Valiengo denunciou outras 15 pessoas. A denúncia será apreciada pelo juiz federal Fausto Martin de Sanctis.

Abadia é processado nos Estados Unidos por tráfico internacional de drogas. Depois do pedido de extradição formulado pelos EUA para o governo colombiano, Abadia fugiu para o Brasil em julho de 2004. O acusado contou em depoimento à Polícia Federal que partiu de barco da Venezuela para o Ceará, com US$ 4 milhões. Da mesma forma, trouxe mais US$ 5 milhões ao país.

Consta na denúncia, que no Brasil, Abadia e Henry Edval Lagos, provável companheiro de quadrilha e mais conhecido como Pacho, contrataram o piloto André Luis Telles Barcellos, que os trouxe de Camocin (CE) para Araxá (MG) pelo valor de US$ 30 mil. Barcellos passou, então, a integrar o grupo, ajudando com a compra de bens, imóveis, falsificação de documentos e na ocultação do dinheiro, de acordo com o MP.

Barcellos receberia mensalmente de US$ 5 a 8 mil para participar do esquema. Pacho é acusado pelos crimes de quadrilha e lavagem e está foragido. Outros dois integrantes do bando de Abadia, Cesar Daniel Amarilla ou Frank Zambrano e Victor Manuel Moreno Ibarra, também conseguiram escapar antes da operação policial, mas são acusados dos mesmos crimes. Barcellos é acusado pelos crimes de lavagem, quadrilha, falsificação e corrupção ativa e está preso preventivamente.

O Ministério Público afirma que a mulher de Abadia, Yéssica Paola Rojas Morales, que também usava nome falso no Brasil, tinha papel preponderante no grupo. Ela seria a contadora e responsável por pagamentos aos membros e ajudantes da quadrilha. Com a fuga de Pacho, Yéssica passou a pagar diretamente os “salários” das pessoas que ajudaram a quadrilha, como o casal Daniel Brás Maróstica e Ana Maria Stein, responsável pela compra da casa no condomínio Aldeia da Serra, na Grande São Paulo, onde Abadia foi preso com a mulher.

Yessica é acusada pelos crimes de lavagem, quadrilha e uso de documentos falsos. O casal responde por lavagem e quadrilha e também se encontra preso preventivamente.

A PF apreendeu com Abadia e na casa de um dos integrantes do bando o total de US$ 1,2 milhão, 604 mil euros e R$ 15 mil. Com o apoio de membros da quadrilha e de pessoas recrutadas no Brasil, o Ministério Público diz que Abadia comprou em nome de laranjas três casas, em São Paulo, Florianópolis e Angra dos Reis, uma fazenda no Rio Grande do Sul e um sítio em Pouso Alegre (MG), além de uma lancha, sete carros e duas motos.

Revista Consultor Jurídico, 14 de setembro de 2007, 22h15

Comentários de leitores

1 comentário

Precisamos com urgência acabar com o monstro da...

patriotabrasil (Contabilista)

Precisamos com urgência acabar com o monstro da dependência de drogas ou ele nos exterminará. Hoje são raros os casos de famílias que não já tiveram problemas com drogas, tá virando rotina sabermos que conhecidos, profissionais, pessoas de posição fazem uso dessa coisa maldita, precisamos de atitudes mais incisivas encima dessa questão ou ficará incontrolável. De nada adianta colocarmos a polícia, Ministério Público etc.. para trabalhar sozinhos, temos que cada um fazer sua parte. Escolas profissionalizantes nas favelas, estruturar as pessoas que estão acuadas pelas drogas fazendo-as acreditar que são cidadãos e gozam de direitos constitucionais iguais a qualquer outro, seja rico ou pobre e não nos esquecermos de que até mesmo um homem perigoso do tipo Abadias não passa de um homem de carne e osso igual a nós, ele não é uma fera ou extraterrestre e quem sabe se ele mesmo contando um pouco de sua história triste, pois feliz ele nunca foi e se achava que era hoje com certeza não, quem sabe não tiraria pessoas dessa prática mortal? Não podemos esquecer que o antidoto para picada de cobra é feito do seu próprio veneno.

Comentários encerrados em 22/09/2007.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.