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Busca no parque

Polícia faz apreensão de documentos na sede do Corinthians

Policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de São Paulo fizeram, na tarde desta terça-feira (4/9), uma operação no Parque São Jorge, do Corinthians, em busca de documentos. Em conjunto com o Ministério Público Estadual, a operação investiga a emissão de cerca de 80 notas frias que teriam lesado as finanças do Corinthians. Segundo reportagem da Agência Estado, entre os acusados estão o presidente Alberto Dualib e o vice Nesi Curi, que estão afastados dos cargos.

Os policiais deixaram o local carregando diversos papéis e computadores que foram apreendidos na sede do clube. A empresa N.B.L. Serviços Contábeis é acusada de vender notas falsas e simular a prestação de serviços nunca feitos. O esquema, que teria acontecido entre 2000 e 2005, pode ter deixado um rombo de R$ 436,5 mil nos cofres do Corinthians.

A operação foi comandada pela delegada Inês Cunha e acompanhada pelos promotores Reinaldo Guimarães Carneiro e Roberto Porto, que fizeram a denúncia — todos estiveram no Parque São Jorge. Momentos antes, os investigadores compareceram à sede da empresa N.B.L., localizada no bairro de Perdizes (zona oeste de São Paulo), e também apreenderam notas e documentos.

Assim como Alberto Dualib e Nesi Curi, o proprietário da N.B.L., Juraci Benedito, também é acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Em declarações aos promotores, Benedito chegou a admitir que recebeu mensalmente, durante seis anos, R$ 17 mil.

Durante o período, foi comum Dualib assinar dois ou três pagamentos, de valores diferentes da empresa, no mesmo dia. Em 20 de janeiro de 2004, por exemplo, o escritório de contabilidade cobrou do clube, em três notas (248, 249, 250), três quantias diferentes: R$ 9.000,00; R$ 3.250,00; R$ 1.500,00 — total de R$ 13.750,00.

O Deic, além de ouvir os cartolas corintianos e o dono da empresa de contabilidade, vai interrogar Marcos Roberto, controlador financeiro do Corinthians levado ao clube naquela época pelas mãos do presidente Dualib, e Daniel Espíndola, seu diretor administrativo de recursos humanos.

Revista Consultor Jurídico, 4 de setembro de 2007, 19h48

Comentários de leitores

4 comentários

Sr. Artur, No que me diz respeito, não há nenh...

Orlando Maluf (Advogado Sócio de Escritório)

Sr. Artur, No que me diz respeito, não há nenhuma relação entre os dois fatos. Também não há nada em seu comentário que possa ser qualificado de construtivo, malgrado mereça nosso respeito. Finalmente, somos do Conjur (eu, o sr. e o público a quem é permitido o acesso para manifestações).

Ahá! Por que vcs, do CONJUR, agora não escrever...

M.P. (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Ahá! Por que vcs, do CONJUR, agora não escreveram que a polícia "INVADIU" o Parque São Jorge, como fazem qdo a busca é na OAB???

Jamais imaginei que alguém fosse submeter o Cor...

Orlando Maluf (Advogado Sócio de Escritório)

Jamais imaginei que alguém fosse submeter o Corinthians a situação tão vexatória. Tentando ser coerente com meus princípios de advogado, a duríssimas penas me controlo para aguardar o que tem a dizer os diretores envolvidos. Só espero que aos Inquérito e Processo não seja imposto o segredo de justiça. Que possamos acompanhar todos a instrução e julgamento. A nação alvinegra tem esse direito, para também exigir dos conselheiros atitudes que impeçam que esta vergonha se repita doravante.

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