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Caso do promotor

Thales Schoedl deve ter julgamento sem condenação antecipada

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Onde se lê parcial lê-se imparcial

wagner (Funcionário público)

Onde se lê parcial lê-se imparcial

A dúvida de um leigo: Se o simples fato de um...

wagner (Funcionário público)

A dúvida de um leigo: Se o simples fato de um caso ter causado "grande histeria travestida de jornalismo" na visão no ilustre autor do texto (que é Juiz), extingue qualquer possibilidade de um indiciado ter sua chance de defesa apreciada em um júri parcial, que justiça se faz aos não ocupantes de cargos com direito a serem julgados por órgão superior, em casos que provocam grande comoção social como o da menina Isablela por exemplo?

"leia-se" (ô teclado chato...)

Directus (Advogado Associado a Escritório)

"leia-se" (ô teclado chato...)

Perdão aos técnicos contábeis, lei-a-se técnico...

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Perdão aos técnicos contábeis, lei-a-se técnicos em informática.

E quanto ao Marcos, técnico em contabilidade (l...

Directus (Advogado Associado a Escritório)

E quanto ao Marcos, técnico em contabilidade (logo vi), a ignorância se combate com informação, então lá vai: o Lalau nunca foi juiz de carreira, ele jamais foi aprovado em concurso. A política o colocou diretamente no Tribunal, então culpe a lei que permite esse abuso, ok?. Não existe "justiça desportiva", meu caro, não há juízes de direito nem tribunais de justiça voltados para a área desportiva. O STJD, de tribunal, só tem nome; ele é órgão estranho ao Poder Judiciário. Aprendeu? Então não diga mais besteiras antes de ler sobre o assunto. Aquele juiz federal corrupto é uma exceção em meio a quase vinte mil juízes em todo o País. Não generalize, ou vou dizer que todos os técnicos contábeis vc são ignorantes como vc.

Artigo perfeito. A pluralidade de opiniões é es...

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Artigo perfeito. A pluralidade de opiniões é essencial, mas também é bom lembrar que o certo e o errado encontram seus limites no Direito, na Ética, na Moral, na Constituição e nas Leis. Do ponto de vista jurídico-constitucional, quem define o certo e o errado nos conflitos concretos é o Judiciário (afinal, é para isso que os Juízes servem). A justiça se faz com bons juízes, bons advogados, bons promotores e bons delegados, e "bom" não é o profissional que se curva à imprensa, e sim à Constituição Federal. No dia em que a imprensa aprender isso, e aprender que ela própria deve respeitar os direitos alheios, começaremos verdadeiramente a trilhar o caminho da democracia.

Achei excelente o debate neste item, a começar ...

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Achei excelente o debate neste item, a começar pela disponibilidade do Dr. Gustavo em debater, o que já é um grande avanço. É preciso, contudo, que os colegas de faculdade de Direito que passam em concursos públicos, venham a ter postura mais moderna ainda do que a do Dr. Gustavo. É extremamente antiga, deformada e inútil a idéia desta "barreira" que se coloca entre advogados, juízes e promotores. O Direito, em si, é muito maior do que isso. Opiniões diferentes podemos ter, mas não somos e nunca seremos os "donos da verdade". Não creio que advogados, juizes e promotores precisem se "atracar" como se fossem adversários. Pelo contrário. Como diz o Dr. Gustavo (dizem que é jovem, mas não o conheço), em todas as profissões existem os desonestos, os vigaristas, os criminosos, os quais precisam ser julgados conforme a lei.

A grande questão está versando sobre princípios...

Kleber (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A grande questão está versando sobre princípios, o mérito deverá ser amplamente discutido, contudo o que causa para sociedade brasileira indignação é a forma como as coisas estão sendo conduzidas. O "tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais conforme as suas desigualdades", abriu um precedente que para a sociedade é um absurdo, e é só assim considerado porque o membro do MP não analisa duas vezes para requerer uma prisão, esta recaindo em brasileiros na sua mesma condição: Trabalhador , com residência fixa, primário além dos bons antecedentes. Em questão caso similar homicidio e tentativa, o cidadão do povo estaria guarnecendo sua familia (caso reconha INSS) com o AUXILIO RECLUSÃO, enquanto o membro do Ministério Público recebe seus vencimentos como se trabalhando estivesse. Esse caso pode ser um divisor de águas. Aqui fica uma pergunta: "Porque será que o Ministério Público como representante da sociedade não LUTA PARA SER julgado pela sociedade?

Dr. Gustavo. Nao obstante tenha o Sr. encerrado...

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

Dr. Gustavo. Nao obstante tenha o Sr. encerrado seus comentarios neste forum, da minha parte, gostaria de lembra-lo que é assim mesmo. As pessoas têm direito de manifestar sua opiniao. A partir do momento que o Sr resolveu escrever neste forum de opinioes, deveria imaginar que as mais diversas viriam. Nao vejo leviandade e desrespeito de ninguem. Acho apenas que o Sr., em sua juventude, e em funcao do cargo que ocupa, precisa conviver sadiamente com a critica e com opinioes que nao sao as suas, sob pena de incorrer nos mesmos erros que por vezes assolam nosso judiciario,tais como a arrogancia, a pretensao e o monopolio da verdade. De repente, a opiniao contraria, ou mesmo o comportamento condenavel de alguem desmorona a verdade absoluta e a reacao é incompativel com a convivencia. Como foi a meu ver a do Promotor. Muitas vezes isso é fruto da juventude e da educacao recebida, mas apenas como sugestao, aconselho o sr. a esquecer os comentarios do tipo Fantastico!, ou a Toga que lhe cai bem ! e abandonar expressoes tais como memoria cultural, inintelegibilidade, umas porque sao oportunistas, outras porque nao contribuem para que as pessoas fiquem mais proximas do judiciario. Finalmente, sempre defenderei o direito pleno de defesa de quem quer que seja, mas defenderei tambem as outras opinioes, o Tribunal do Juri, a existencia da imprensa (com todos os seus erros) enfim os valores basicos da democracia e do estado de direito. Aceite minhas consideracoes e sucesso!

Agradeço pelos comentários e encerro minha part...

Gus (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Agradeço pelos comentários e encerro minha participação convidando todos a aproveitar este espaço concedido pelo Conjur, para debaterem com mais respeito e menos leviandade. Eu defendo que o Poder Judiciário deve se comunicar com as pessoas, exatamente para esclarecer a respeito de falsas generalizações e distorções, como algumas que pudemos conferir por aqui. Não será se mantendo num pedestal imaginário que a Justiça brasileira conseguirá ganhar a confiança do povo ao qual deve servir. Precisamos explicar por que ainda há muito a fazer para que todos (nós e vocês) fiquem satisfeitos, da mesma maneira como temos que defender os princípios que alguns querem ver ignorados, em nome do sensacionalismo e do oportunismo. Não se iludam com a campanha nefasta que está sendo feita para desacreditar os julgadores. Fazem de tudo para encontrar rastros de corrupção e inidoneidade na magistratura - que existem, como em toda área, mas em quantidade absolutamente ínfima e prontamente combatida quando descoberta. Ao mesmo tempo, a mídia praticamente ignora casos louváveis, como o do colega de Ponta Porã que vive dentro do fórum para escapar da ira dos traficantes. Seria a era do "o que é bom a gente esconde e o ruim a gente fatura"? A quem interessa o descrédito do Poder Judiciário? Ao povo é que não é. Saudações e obrigado.

Exmo. Sr. Dr. Juíz: Devo eu realmente acredita...

Marcos (Técnico de Informática)

Exmo. Sr. Dr. Juíz: Devo eu realmente acreditar no magistrado brasileiro, representado por pessoas como Nicolau Lalau, o Perucoso Rocha Mattos, os juízes da justiça desportiva que absolvem jogador dopado? Será que o Grandioso, incorruptível, onipotente Magistrado brasileiro é realmente dotado de toda essa isenção que o senhor está falando? O Magistrado que deixou Paulo Maluf solto a vida inteira e prendeu no ano passado aquela moça que roubou um pote de margarina? Realmente, eu sou leigo em direito. Mas alguém que descarrega 12 tiros, contra duas pessoas tem toda intenção de matar. Quem quer se defender, dá tiro no joelho do agressor. Se ele tem porte de arma, ele tem treinamento suficiente para esse tipo de precisão. Se ele não tem esse controle sobre a arma, questiono se ele realmente é apto para portar uma. Psicologicamente, ele se mostrou um fracasso. Porém, talvez a perícia técnica tenha uma conclusão diferente dessa ou algo que torne minha argumentação de caráter inferior. E livrem o POBREZINHO E INDEFESO PROMOTOR!

Fantástica a análise feita pelo juiz Gustavo Sa...

Eduardo Amancio (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Fantástica a análise feita pelo juiz Gustavo Sauaia Romero Fernandes. A demonização feita do também jovem Thales, que matou e feriu outros também jovens, é, na verdade, campanha sensacionalista, premida pela necessidade de audiência. Se culpado, condene-se, se inocente, absolva-se, mas sempre no tribunal, nunca no jornal. Parabéns por sua visão correta.

Sr. Não Tenho, eu sou o autor do artigo em ques...

Gus (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Sr. Não Tenho, eu sou o autor do artigo em questão, caso não tenha notado. Quanto à sua dedução, só posso concluir que seu entendimento de texto precisa de aprimoramento, que não cabe a mimn dar. Já expliquei o bastante. Sem mais.

Dr. Gus (isso para mim é quase anonimato )escla...

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

Dr. Gus (isso para mim é quase anonimato )esclareco que meu anonimato foi involuntario. Coisas da informatica. Me chamo Luis Augusto e deduzo de seus comentarios que o forum privilegiado é a unica saida para a democracia. Isto posto, terminemos com o Tribunal do Juri para criminosos e com a imprensa que ousa tratar um Promotor como um outro brasileiro qualquer......

Dr. Gustavo, Quero aplaudi-lo e exaltá-lo pe...

Paulo André (Outros)

Dr. Gustavo, Quero aplaudi-lo e exaltá-lo pelo texto elaborado. São pessoas como o Sr. que nos enchem de esperança da melhora. Caso a frase abaixo seja sua, eternize-a , ela é fantástica. "A morte torna o cidadão impune, mas não o absolve por seus erros, nem condena quem ficou vivo."

Respondendo ao "não tenho": seu anonimato repre...

Gus (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Respondendo ao "não tenho": seu anonimato representa, melhor que qualquer coisa, a própria covardia. Suas palavras desencontradas atestam, também melhor que qualquer coisa, sua ininteligibilidade. Portanto, sem maiores comentários. Ao Dr. MAP: eu não disse, em momento algum, que todo júri é parcial. Na verdade, o júri é até preferido por boa parte dos advogados de defesa, que encontram em tal procedimento a chance de uma abordagem mais emocional e menos técnica, permitindo expedientes que, perante o juiz singular, resultariam inócuos. Da mesma forma, o raciocínio de um jurado pode envolver outros pontos que, bem explorados, têm tudo para absolver o réu sem sequer passarem pela análise detalhada do caso concreto. Exemplo: supondo que não houvesse todo este escarcéu em torno do caso e a defesa descobrisse que as vítimas se envolveram em brigas anteriores, seria a brecha para tentarem transformar as vítimas em "pitboys" aos olhos dos jurados. Para a absolvição, seria um pulo. O senhor pode desconhecer, mas o expediente de colocar "a vítima no banco dos réus" é muito mais comum no júri popular. Ou seja: pode ser um procedimento traumático para a própria família da vítima. No caso em tela, contudo, o que entendo é que seria desumano exigir que um júri consiga se manter imparcial após tamanho patrulhamento. Sem contar, como destacado em outro comentário, que uma notícia em sentido inverso pode bastar para que surja um contrapatrulhamento com a mesma intensidade, e que seria igualmente deplorável. Assim como o réu deve ter sua tese passível de defesa, a acusação também não pode ser acuada. Por este motivo, bem como pelo escrito anteriormente, tenho este ponto de vista.

Volto a escrever para "comentar comentário" fei...

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Volto a escrever para "comentar comentário" feito pelo Dr. Gustavo, a seguir: "1 - uma pessoa só pode ser considerada homicida se, após julgamento justo, não for agraciada como praticante de excludente de ilicitude. Como os colegas de faculdade aprenderam desde cedo, crime é conduta típica e antijurídica (e também culpável, se adotarmos a teoria clássica)." Sabemos, tecnicamente, o que é crime Dr. Gustavo. Contudo, talvez eu não tenha sido claro em meu primeiro comentário. Ao dizer que o promotor é, de fato, o assassino, nada há de técnico nas minhas palavras, até pelo contexto do meu comentário. Também não estou julgando o promotor e muito menos estou dizendo que ele cometeu um "crime". Em meu texto tive o cuidado de utilizar a palavra "assassino", a qual segundo dicionários da língua portuguesa, significa "a pessoa que mata outra pessoa". E creio que quanto a isso não há a menor dúvida, isto é, o promotor matou. O ponto central da discussão, proposta de sua autoria, é quanto ao julgamento. O senhor não é favorável ao julgamento pelo Júri, e eu sou favorável. Neste aspecto discordamos.

Outra coisa Dr.Gustavo. muitas vezes os extremo...

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

Outra coisa Dr.Gustavo. muitas vezes os extremos estao bem proximos, por exemplo, o furor doentio da midia e a cegueira despudorada do corporativismo. Ainda mais em um "paizinho" em que juizes, promotores e politicos sao "melhores" que os outros brasileiros ....

Viva a democracia, o estado de direito,o princi...

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

Viva a democracia, o estado de direito,o principio da inocencia e outras conquistas, mas defender esse desequilibrado alegando formalismos e questoes de ordem é PURO corporatismo e puxasaquismo. Se todos nos reagirmos como esse pseudopromotor agiu (acho que ele ta mais pra sheriff de cidade do interior dos E.U.A.) a baderna estara instaurada. E se fosse o contrario, sera que os colegas promotores,juizes E BAJULADORES DE PLANTAO pensariam da mesma forma? É preciso entender a cabeca de colonizador e de sinhozinho da elite brasileira para entender essas coisas, ai morre a filha do promotor e do juiz na esquina por causa do celular e todo mundo fala que barbaridade!!!!. Senhores é preciso dividir, distribuir -justica- no caso dos juizes e poderes auxiliares. o EXEMPLO É FUNDAMENTAL........

Dr. Gustavo Sauaia Romero Fernandes, A tog...

Ivan Dario (Advogado Sócio de Escritório)

Dr. Gustavo Sauaia Romero Fernandes, A toga lhe cai bem. Irretocável! Quando disserta quem realmente tem qualificação para tanto, não há sofisma ou paralogismo capaz de afronta. Tomara que seja lido por todos, eis que se trata de oportunidade ímpar de aprendizado. Parabéns!

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