Crime demandará atenção quando virar fumaça insuportável

3/11/2007 14:42fabico (Delegado de Polícia Estadual)Excelente artigo, tive agora oportunidade de le...
Excelente artigo, tive agora oportunidade de ler! Sei quem é o autor, assim como eu formado na UFMT. Bom saber que existem pessoas que realmente analisam o problema da Segurança Pública com tal sobriedade. Recentemente escrevi um artigo sobre as características do crime organizado no Brasil, a conclusão foi bem parecida, se analisarmos o crime sob a ótica individual, como fenômeno autônomo, estaremos fadados ao insucesso. A Polícia, como instância formal de controle da criminalidade, a tropa de frente nesse papel, deve ser repensada e reformulada, urgentemente! Simultaneamente, nossa sociedade terá que alargar sua amplidão de cidadania para que o Estado chegue e alcance a mulidão de miseráveis, engolidos pelas facilidades do crime organizado. Mais uma vez, parabéns pelo artigo, um dos melhores que já li nesse sítio.
30/10/2007 13:57Richard Smith (Consultor) Ah, e uma perguntinha mais: "quando ficar ins...
Ah, e uma perguntinha mais: "quando ficar insuportável" ?!!!
30/10/2007 13:56Richard Smith (Consultor) Não concordo com o Dr. Reginaldo. O "bur...
Não concordo com o Dr. Reginaldo. O "buraco" é bem mais embaixo. Meu pai sempre dizia: "a Polícia é grade do bueiro da Sociedade. Toda a sujeira vai parar lá". Isso é um fato. O outro fato é que embora todos palpitem sobre e queiram uma viatura da polícia defronte às suas portas, ninguém GOSTA da Polícia! Querem arrancar o siso sem anestesia a entrar numa delegacia, justamente pelas circunstâncias que geralmente isso envolve (ser envolvido em alguma ocorrência, ser culpado de alguma coisa ou vítima de um crime!). Daí o porquê de nossas forças policiais serem extremamente desvalorizadas no nosso País. Um "patinho feio" semelhante à rede de esgôtos (que dá poucos votos porque fica enterrada no chão). Todos querem maior e melhor segurança, mas nada de prestigiar o trabalho e a pessoa do policial. Inclusive as próprias autoridades. Tivemos, por exemplo, o caso do ex-governador Mário Covas (que Deus o tenha!) que disse certa vez, na cara do Delegado-Geral, numa solenidade: "Vejo em cada um de vocês um Fleury!". O que se pode esperar de visões assim? A Polícia de São Paulo já foi considerada, na primeira metade do século passado a quarta melhor polícia do mundo (atrás da Scotland Yard, do FBI e Sureté apenas). Ainda hoje é a mlehor do Brasil, de longe, com a solução dos casos mais complicados ("A polícia só não resolve o caso quando não há interesse", também dizia meu pai). Um outro grande problema ao lado e conectado com essa falta de interesse da população é a RELATIVIZAÇÃO de valores pela qual vimos passando há já muito tempo e que vem alcançando estado agudo atualmente. Poucas pessoas se propõem a chamar "pão" de pão e "ladrão" de ladrão (principalmente este último) e circulam as teses as mais absurdas a favorecer a impunidade e a não-penalização. Os circulos de esquerda, que investem na agudização do racismo, na divisão entre pobes e ricos e na intensificação da criminalidade para solapar a "sociedade burguesa" - num substituto melhor e mais eficaz do que a antiga e desmoralizada "luta de classes" - propagam teses como a da anódina e genérica "responsabilidade social" pelo delito, diluindo ou apagando a responsabilidade INDIVIDUAL de cada agente. Existem crimes, porém cometidos pelas pobrezinhas vítimas da desigualdade social que são, em última análise, vítimas, elas sim, dos "burgueses" a quem atacaram! Pura INVERSÃO DE VALORES praticada cada vez mais indecorosa e descaradamente ante a uma Sociedade sonâmbula e desarticulada e contestada por muito poucas pessoas de coragem! O filme em questão, foi alcunhado de "fascista" pelo jornalismo "engajado" e por certos uns "intelequituais", justamente por expor realidades, sob o ponto de vista de seus protagonistas (o CApitão nascimento, por exemplo) sem ambigüidades. O referido personagem tem uma visão clara e chocante da realidade criminosa e a combate com decisão e brutalidade. Ousa, mais ainda, a expor a responsabilidade do consumidor de drogas (oh, que heresia!) no ciclo de violência e enriquecimento do tráfico! E isso, tanto a falta de ambigüidade como a desglamourização do marginal, são insuportáveis a esses "intelequituais" de esquerda, que imediatamente começam a gritar, ensandecidamente, como a Rainha de Copas da Alice: "Cortem-lhes a cabeça! Cortem-lhes a cabeça!" Afinal, ser contra a ditadura do "politicamente correto" e as ideias "enrrageés" é pecado! É heresia! A ser combatida e obtida a abjuração do herege ou a sua eliminação! Quem são os reacionários e totalitários mesmo?
30/10/2007 08:16Reginaldo (Advogado Autônomo)Há muito tempo venho estudando temas sobre segu...
Há muito tempo venho estudando temas sobre segurança pública e, em especial sobre a polícia. Nunca tinha lido um artigo tão lúcido e real. Parabenizo o autor e confesso que a princípio pensei tratar-se de um policial. Vejo a polícia como uma instituição de Estado e não como um instrumento do passado que torturou etc. É preciso resgatá-la para o nosso bem, pois, se de um lado somos usuários deste serviço, do outro somos destinatários. O Governador "choque de gestão" (em SP) que em benefício da polícia e, por conseguinte, da sociedade, só fez editar as Leis 893 e 922, todas de cunho repressivo, que criou conjuntos habitacionais para policiais a beira de favelas em guerra o que, de certa forma, cuminou com a exasperação da violência nestes locais. Vetou, ainda, a exigência de cargo universitário para as carreiras de investigador e escrivão, sob o argumento de que estes profissionais iriam querer ganhar mais. A polícia foi usada politicamente na época da repressão e o continua a ser. A repressão ganhou apenar ar de democracia. Se a investigação der certo,logo aparece alguém dizendo que comprou viaturas, etc, mas se der errado, coitado do sd PM Zé, vai amargar um longo período no Romão Gomes. É preciso aproximar a polícia das universidades, da mídia (não a sensacionalista) e dos demais ramos da soceidade.

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