Advocacia pode acabar em 100 anos, diz professor inglês

29/12/2007 11:04corravi (Advogado Autônomo)Este artigo , no meu modo de entender, trata-se...
Este artigo , no meu modo de entender, trata-se de uma grande utopia. o professor inglês ,autor do texto, é especialista em direito inglês que é um direito costumeiro. o Direito costumeiro é um direito antigo que tende a se modificar. Na nosso ordenamento jurídico temos um exemplo nato dessa tendência mundial sobre esta importância da codificação de leis que é o Código de defesa do consumidor, código este que teve um grande reconhecimento jurídico em diversos países. o Pensamento deste nobre professor parece que revela um certo desconhecimento acerca da função do verdadeiro operador do direito. A globalização, a modernização telemática, a informática e etcr só tendem a massificar as relações jurídicas entre as pessoas e o Estado. o advogado é uma das profissões mais antigas que existe e sinceramente não acredito que aconteça essa utopia desenvolvida pelo eminente professor.
11/11/2007 09:32Gui Rodrigues (Economista)Peço perdão por não ter lido o artigo inteiro, ...
Peço perdão por não ter lido o artigo inteiro, mas prever a extinção do advogado é o mesmo que prever a extinção do professor, afinal, o estudante pode ler enciclopédias monumentais, tem acesso a milhares de livros em bibliotecas...
1/11/2007 09:11não (Advogado Autônomo)O QUE IMPORTA É ESTAR REPRESENTADO, ACOMPANHADO...
O QUE IMPORTA É ESTAR REPRESENTADO, ACOMPANHADO. SE O ADVOGADO MORRER, O QUE FAZER COM A TESTEMUNHA?
31/10/2007 09:42BrAlmeida (Advogado Sócio de Escritório - Civil)Bruno Almeida - Creio que há um equívoco do pro...
Bruno Almeida - Creio que há um equívoco do professor inglês, pois o advogado não é um mero argumentador com base na disposição fria da Lei, é também interprete da mesma a luz dos princípios de direito e um construtor de pensamentos jurídicos que ensejam a formação de entendimentos dos tribunais. O advogado como intérprete e pensador do direito não irá acabar, pois ele é um técnico com maior conhecimento da matéria e treinamento para formular argumentação sobre o texto de lei e o direito na situação jurídica particular ou na transindividual, sem advogado creio que não haverá oxigenação do direito e este tenderá a não evoluir como se espera dele. Há sim, é verdade, uma tendência a certas demandas por atividade de advogado, em padronizar e uniformizar argumentação jurídica, quase sempre para baixar custos e atender a exigências dos contratantes, mas tal situação não é a única no direito. Desta forma concluo que de permanece a verdade da disposição do art.133 da Constituição, qual seja, o advogado é de fato "indispensável à administração da justiça".
31/10/2007 00:54José Speridião Junior (Engenheiro)De certa forma concordo com a previsão pessimis...
De certa forma concordo com a previsão pessimista do comentado autor. Não concordo com o termo desnecessário mas sim desempregado. Por alguns motivos que listo: 1) O processo, especialmente o cível engessa a inverdade. É rígido quanto ao momento da produção e apresentação de provas e castiga a parte mesmo quando o erro é do advogado. 2) Os julgamentos "excessivamente processualistas" julga procedimentos e não a causa. Aos Srs. que são do ramo pergunto: quanto do mérito é apreciado nos julgamentos? Já lí aqui mesmo neste site Ministro do STJ reclamando que estava fazendo trabalho de juíz de 1ª instância tal o número de agravos de instrumento que recebem. 3) Os custos processuais cobrados pelo Estado não são assim tão grandes mas a contratação do advogado qualificado para gerir tal processualística é muito oneroso. 4) Cada vez mais se percebe pelos exames da Ordem que a formação profissional está cada vez pior dado a baixa aprovação. 5) Outra crise que se avisinha(no Brasil) é muito mais profunda: a descrença em todo o sistema e um possível retorno à justiça com as próprias mãos. Coisas muito estranhas acontecem: Habeas corpus para réu confesso, poderosos econômicos(por exemplo os Estados e seus precatórios) que usam os processos para postergar cumprimento de obrigações.....entre outros. Tudo isso faz do cidadão leigo que sustenta a máquina um descrente. Portanto, diria que se as câmaras de arbitragem proliferassem no Brasil esta seria a melhor hipótese das previsíveis. 6) A obsolescência técnica já soterrou profissões que não gozavam de obrigatoriedade constitucional. Valerem-se portanto dessa obrigatoriedade revelaria a meu ver cegueira mercadológica e um arriscado gráu de prepotência, ou seja, "aceitem-me como sou pois você está obrigado!"
31/10/2007 00:21ANTONIEL (Estudante de Direito)É DIFÍCIL QUE AS ATRIBUIÇÕES ADVOCATÍCIAS ACABE...
É DIFÍCIL QUE AS ATRIBUIÇÕES ADVOCATÍCIAS ACABEM, MESMO DAQUI A 100 ANOS. NA EUROPA E NOS PAÍSES MAIS DESENVOLVIDOS IRÃO INEVITAVELMENTE PASSAR POR MUDANÇAS ABISAIS, INCLUSIVE AS ATRIBUIÇÕES DE PROMOTORIA E MAGISTRATURA. NO BRASIL, POR OUTRO LADO, MUITOS SÉCULOS VÃO SE PASSAR ATÉ SE INICIAR MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS. PAÍS ONDE JUÍZES, PROMOTORES E DELEGADOS AINDA SÃO CHAMADOS DE DOUTORES, A POLÍCIA É MILITARIZADA, O VOTO É DE CABRESTO, PAÍS ONDE A LEI É PARA TODOS, MAS A JUSTIÇA PARA QUE PODE PAGAR OU DAR UM JEITINHO, PAÍS ONDE AINDA CONSIDERO QUE SOMOS BÁRBAROS É DIFÍCIL IMAGINAR UM FUTURO DIFERENTE OU MELHOR!
30/10/2007 19:51Serjão (Corretor de Imóveis)Só saberemos, ah ah ah, nós não, mas na minha o...
Só saberemos, ah ah ah, nós não, mas na minha opinião, enquanto existirem "homens da Lei" julgando contrariamente a tudo que a Lei diz, necessitaremos sempre dos bons advogados para fazerem prevalecer nossos direitos. Todas as profissões devem "super-lotar" o mercado, mas os bons profissionais continuarão "vivos"
30/10/2007 17:31Antonio Cândido Dinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)A impressão que tenho é que o Advogado, enquant...
A impressão que tenho é que o Advogado, enquanto profissional liberal, aquele que tinha "banca de Advogado", já não existe há tempos. A Advocacia artesanal de Waldir, Alceu, Raimundo, Talles, Toledinho, Ianni, Biazzoti, e etc., há muito desapareceu. Hoje... acdinamarco@aasp.org.br = al. joaquim eugênio de lima, 696 = cj. 34 = fone: 3294-1935 = São Paulo.
30/10/2007 16:15MAFFEI DARDIS (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)ORA, DAR CRÉDITO A TAIS PAROLAS, NADA MAIS É QU...
ORA, DAR CRÉDITO A TAIS PAROLAS, NADA MAIS É QUE ACREDITAR QUE GATO VOA. O GRANDE MAL NO BRASIL É DAR CRÉDITO A MITOMANIA, MORMENTE DO ESTRANGEIRO. FERNANDO MAFFEI DARDIS. ADV. CRIMINAL.
30/10/2007 15:52Diaz (Contabilista)A tese é interessante. Gostei.
A tese é interessante. Gostei.
30/10/2007 14:44Pedro Afonso Gomes (Economista)A propósito, impossível não lembrar da estorinh...
A propósito, impossível não lembrar da estorinha dos três amigos - um médico, um advogado e um economista - discutindo, à mesa de um bar, qual era a profissão mais antiga da humanidade. "É o médico, pois está escrito que Deus tirou uma costela de Adão, função privativa de médico". "É o advogado, porque está escrito que, antes de criar o homem, Deus colocou ordem no caos, e isso é função do advogado". Ao que o economista respondeu: "E quem vocês acham que criou o caos?". Dizer que a função hoje exercida por advogado, economistas e médicos será realizada de outra forma, daqui a 100 anos, não é novidade alguma. E que a disseminação da informação também facilita a menor dependência das pessoas em geral desses profissionais, também não espanta. O economista só existe porque alguém precisa orientar a utilização dos recursos escassos, e ele tem o instrumental para tanto, mas desde que tais instrumentos sejam compreendidos por maior número de pessoas, o economista só será chamado para casos mais complexos. Do mesmo modo o advogado, que domina as leis e as técnicas de argumentação. Está claro que a ineficiência do Judiciário acaba levando as pessoas a soluções negociadas, extrajudiciais, portanto é necessário que advogados e peritos, por exemplo, percebam que não podem sustentar-se apenas com causas judiciais. Mas o seu conhecimento específico sempre será necessário. A pergunta é: quantos poderão dedicar-se exclusivamente à advocacia? Será que o número que está sendo preparado pelas universidades? Mais uns 3 anos, o Estado de São Paulo terá 1 advogado para cada 100 pessoas. Não é muito?
30/10/2007 14:05Valter (Advogado Autônomo)Pra daqui a cem anos, qualquer previsão é válid...
Pra daqui a cem anos, qualquer previsão é válida! Afinal, o profeta dificilmente estará vivo mesmo... Na minha modesta opinião, enquanto existir gente com idéias diferentes, é possível a existência de conflitos. E, existindo conflitos, indispensável que haja alguém para expor as idéias e um outro alguém para decidir, bem ou mal, qual delas deverá prevalecer. Lembremo-nos de que "mesmo entre os anjos pode haver diversidade de opinião, sem que isto lhes diminua a santidade", como afirmou o Padre Antonio Vieira há muitos e muitos anos. Salvo engano, houve alguém que previu, na virada do século XIX para o século XX, que "não havia mais nada para ser inventado". Graaaande profeta!
30/10/2007 14:05Valter (Advogado Autônomo)Pra daqui a cem anos, qualquer previsão é válid...
Pra daqui a cem anos, qualquer previsão é válida! Afinal, o profeta dificilmente estará vivo mesmo... Na minha modesta opinião, enquanto existir gente com idéias diferentes, é possível a existência de conflitos. E, existindo conflitos, indispensável que haja alguém para expor as idéias e um outro alguém para decidir, bem ou mal, qual delas deverá prevalecer. Lembremo-nos de que "mesmo entre os anjos pode haver diversidade de opinião, sem que isto lhes diminua a santidade", como afirmou o Padre Antonio Vieira há muitos e muitos anos. Salvo engano, houve alguém que previu, na virada do século XIX para o século XX, que "não havia mais nada para ser inventado". Graaaande profeta!
30/10/2007 12:33Gilson Raslan (Advogado Autônomo)A figura do advogado só vai desaparecer, quando...
A figura do advogado só vai desaparecer, quando não mais existir conflito de interesses na sociedade, o que jamais acontecerá entre os terráquios.
30/10/2007 11:10Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)Rio de Janeiro, 30/10/07 A verdade é que os Pr...
Rio de Janeiro, 30/10/07 A verdade é que os Professores Susskind, Canotilho e Diogo Leite Campos NÃO ESTÃO dizendo nada demais, que a prática do DIREITO, em diferentes países, já não esteja sinalizando. As estuturas jurídicas internas de empresas japonesas, por exemplo, na maioria das vezes NÃO SÃO FORMADAS por Advogados. Elas se constituem de profissionais que fizeram cursos de aperfeiçoamento em negócios, em contratos ou em qualquer atividade industrial, em que algum conhecimento técnico seja necessário. Na Europa, em vários países, não sendo os Tribunais do Trabalho órgão judicial, já não há justiça do trabalho. Na França, em que o Judiciário se encontra no mesmo nível do CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO, os Advogados se fazem ainda necessários, porque a legislação cria uma espécie de ESPECIALISTA, para atuar em certos tribunais. No Brasil, NÃO SE FORMAM ADVOGADOS para a atividade de CONSULTORIA e para a MILITÂNCIA EMPRESARIAL, que difere totalmente daquela JUDICIÁRIA. A verdade é que o ENCAMINHAMENTO de uma SOLUÇÃO EMPRESARIAL tem que engajar o ADVOGADO na assunção de certos riscos, a que os Advogados Judiciários não sáo afeitos a assumir. Até mesmo já há ausência de profissionais habilitados a atuarem nos JUIZADOS ARBITRAIS -e só me refiro aos sérios e NUNCA àqueles que foram improvizados por toda a parte!-em que a prática do DIREITO se faz de forma diferente daquela preconizada e necessária, ainda, na advocacia judiciária! Portanto, TODOS os ESTRANGEIROS que estáo se manifestando sobre o tema têm razáo. E esta mudança é uma realidade internacional e nós, brasileiros, temos que estar preparados para ela. E deveríamos estar nos preparando através da REFORMA do ENSINO JURÍDICO no BRASIL! Pedro José Alves, Advogado.
30/10/2007 11:04futuka (Consultor)Alguém por aí está se dando conta desse grave p...
Alguém por aí está se dando conta desse grave problema..e quanto ao PROFESSOR provavelmente substituído por "instrutores-de-uso"(?)sabe, como anda a internet, tentem imaginar, né!? ..rs Bem, eu fui aluno nos anos cinquenta ..eu sei!
30/10/2007 10:39Castro Maia (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)Penso que o prognóstico do autor está equivocad...
Penso que o prognóstico do autor está equivocado. Hoje, a necessidade do advogado é maior do que há alguns anos, apesar da existência de procedimentos judiciais que não exigem sua participação (como no caso dos Juizados Especiais). Com a globalização, a massificação das relações humanas e a crescente complexidade do Direito, decorrente da própria diversificação das relações que tutela, cada vez mais será necessário o advogado. E cada vez mais especializado. Talvez seja o fim do advogado que pratica a "clínica geral". O prognóstico é similar a outros formulados acerca da propagação do computador pessoal. Imaginava-se que, que com a difusão do computador e a utilização da internet, seria o fim do papel. Contudo, o papel nunca foi tão utilizado...
30/10/2007 10:17Dr. Tarcisio (Advogado Autônomo)É....ESTE TIPO DE PREVISÃO É BEM INTERESSANTE, ...
É....ESTE TIPO DE PREVISÃO É BEM INTERESSANTE, AFINAL, NENHUM DE NÓS ESTARÁ AQUI PARA COMPROVAR SE TAL FATO SERÁ VERDADEIRO OU NÃO. Mas analisando a coisa pela LÓGICA, creio q o futuro da advocacia é muito mais amplo...ao contrário VEJO O FIM DO JUDICIÁRIO QUE TORNOU-SE 'GORDO - PESADO - LENTO E FALIDO' e a participação EFETIVA DE ADVOGADOS nas causas, para a solução de conflitos. Enfim, só o tempo dirá..!!!
30/10/2007 09:28rodolpho (Advogado Autônomo)Parabéns! Parabéns! Parabéns! Ao Professor Ric...
Parabéns! Parabéns! Parabéns! Ao Professor Richard Susskind. Neste mundo, em que todos são invisíveis, ele conseguiu aparecer de maneira arrasadora. E todos, desde as mais altas personalidades e autoridades do país e do mundo, mergulharam de cabeça na tese por ele proposta. Quero a fórmula! Quero a fórmula! Quero a fórmula! Ser famoso e ganhar essa grana toda; ganhar em libras, em euros, em dólares, e até, pasmem todos, até em reais! Quero a fórmula! Não é fácil ser profeta: Izaias, Jeremias, Ezequiel e Daniel, que o digam! Quero ficar amigo, confidente e defensor do Professor Richard Susskind. Ele é inteligente, pois venceu, e inteligente é quem vence. Se eu me tornar amigo dele vai ser ótimo. O único problema é que, quando eu for contar uma piada a ele, ele, sendo profeta, se antecipará, dará uma enorme gargalhada, e dirá: “ESSA PIADA VAI SER MUITO BOA!”
30/10/2007 08:56João (Outro)Saudades do “causídico”! O controverso profe...
Saudades do “causídico”! O controverso professor pode até ter razão, a nobre profissão da advocacia vigora entre uma das mais atacadas nos últimos anos, ser advogado no Brasil tem ficado cada vez mais difícil e complicado. Resultado, jovens mentes brilhantes acabam por aproveitar seus conhecimentos na busca frenética por uma vaga em empregos Públicos. A moda agora é ser Juiz, Promotor ou quem sabe Procurador. O “nobre causídico” tem sido esquecido, desvalorizado. Lembro-me quando mais jovem, via na figura do advogado uma pessoa culta, ponderada, extremamente diferenciado, hoje, vemos advogados de todo jeito. É verdade que ainda existem “causídicos” como antes, que escolheram a nobre profissão por verdadeiro amor, não por conveniência. E de quem é a culpa? Não vislumbro outra culpada senão a OAB. A referida ordem nunca esteve tão desprestigiada como agora. Perdeu força, perdeu respeito, passou a ser um órgão político e não uma entidade de classe. Mas, quem sabe a coisa muda, o mundo dá voltas e, talvez, venhamos novamente ter em nosso meio aquela saudosa figura do “ILUSTRE CAUSÍDICO”

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