MEC quer ajuda de juízes na análise de cursos de Direito

1/11/2007 10:04Dantas (Estudante de Direito)Senhores !! Falo por experiência própria como ...
Senhores !! Falo por experiência própria como aluno de um destes cursos !! Estamos discutindo o efeito e não a causa. Pergunto: Devemos culpar o aluno ? Devemos pedir ao aluno que avalie a universidade ? Por 3 anos estudei em uma das universidades de SP e por optar pela formação de meu filho tranquei minha matricula por dois anos. Minha turma se formou em dez de 2006 a 10 meses. Ao tentar retornar na mesma universidade depois de 2 anos fui informado de que para recomeçar de onde parei teria 14 pendências tendo em vista amudança da grade. Pergunto novamente: Por que tanta mudança em apenas 2 anos e na mesma universidade ? É realmente necessário isso ? Se em 2 anos muda tudo 14 materias,significa que o que foi estudado não vale mais nada ? Quem regula isso ? A universidade me respondeu que eo coordenado do curso e isso mesmo! ele tem todo este poder ? Então cada coordenado de cada universidade deste Pais elbora a grade que lhe der na telha e muda quando for do interesse da universidade e isso? Pergunta cruel !!! Se todo vão para a prova da ordem no final por que tanta mudança e diferença nas grades ? No meu caso foi na mesma universidade foram 14 mudanças em 2 anos !! Ou seja o que estudei não vale nada !!! É este o estudo sério deste País ? Sera que não é este o motivo de tanta reprovação na Ordem ? Não existe regra e nem parâmetro, prova e a mudança de 14 materias em dois anos mais que 50%! Mais uma pergunta a quanto tempo não mudamos nosso código penal ? Nossa constituição ( Mais recente ) mas as universidades mudan a cada 6 meses a sua grade !! Se não e comprovado a necessidade e o beneficio destas mudança para o aluno que é o consumidor deste produto então algo esta ferindo o nosso Código de defesa do consumidor. Silvio
25/10/2007 10:46Gilson Tadeu de Lima (Estudante de Direito)Temos que ter responsabilidade Jurídica, em tod...
Temos que ter responsabilidade Jurídica, em todos os nível. Essa é a solução para o País, o resto e conversa fiada.
22/10/2007 11:34Carlos (Advogado Sócio de Escritório)Sr. Armando do Prado, Muito boa as sua ponde...
Sr. Armando do Prado, Muito boa as sua ponderações. Vemos muito juízes ministrando aulas na parte da manhã, quando deveriam estar trabalh. Caro George, Respeito sua opinião quanto aos 3 anos, mas continuo achando que foi uma mudança inócua. A intenção pode ter sido boa, mas na prát. nada mudou. Como a BOA polícia age com inteligência, nossos deputados deveriam conhecer a realidade sobre o que seja o preparo para ser um juiz ou promotor. O que eu disse é a pura realidade, na maioria dos casos. Hoje, com a dific. dos concursos, ou melhor, com os exageros na hora de formular os concur., com perguntas nada pertinentes ao dia a dia do magistrado ou promotor, a pessoa que pretende seguir estas carreiras, não conseguem trabalhar de forma CORRETA, em um escritório por ex., e estudar dezenas de livros. Ñ conheço ninguém que passou, conseguindo fazer isto. Para passar, INFELIZMENTE, tem que por em prática o que falei, ou seja, estudar horas por dia e passar no escrit. do advog. amigo apenas para assinar a peça processual. Quando o Dr. Dijalma disse que muitos magistrados não conhecem a realidade, é verdade. Aqui em SP há uma Lei que determina o atendimento em fila de banco, em determina tempo. O STF já disse que o município pode legislar sobre tempo de atendmento em fila de banco. Sabe o que aconteceu? A Febraban, entrou com uma ação, falou aquelas coisas que mexe com o emocional de certos juízes e conseguiu uma liminar suspendendo a eficácia da Lei. Porque os senhores acham que os Desembar. concederam a liminar? Pq eles acreditam que os bcos irão quebrar, pois não têm dinheiro para contratar mais funcionários? NÃO!!! Aí entra o que o Dr. Dijalma disse. DESEMBARGADOR não fica em de banco. NÃO CONHECE A REALIDADE. Carlos Rodrigues
22/10/2007 09:56gsantos (Serventuário)A discussão é complexa, mas, a priori, não vejo...
A discussão é complexa, mas, a priori, não vejo problemas na participação de magistrados no que tange ao credenciamento dos cursos de Direito, juntamente com o MEC e a OAB. Quanto às discussões levantadas nos comentários: I. Os três anos de experiência jurídica são o mínimo para que o magistrado possa ter segurança na aplicação do Direito. Se essa experiência é cumprida em atividades jurídicas ou não (como disse o comentarista Carlos Rodrigues, alguns só assinam processos em escritórios de amigos), é outra história. II. O exame da ordem não qualifica bacharéis, não é paradigma de qualidade jurídica do profissional, mas sem ele seria muito pior. Os cursos de Direito, em geral, estão cada vez mais lamentáveis - coletores de mensalidades, alheios às demandas da sociedade. III. Querelas entre juízes e advogados: não há o que comentar. Ambos são atores importantes para a vida jurídica do país, e devem ser respeitados. Não concordo, desta vez, com o Sr. Djalma, que sempre apresenta comentários oportunos e interessantes, mas exagerou na comparação, e certamente não sabe também das difíceis tarefas de um magistrado. Quanto aos magistrados, também devem reconhecer a importância do advogado, que tem papel fundamental para a sociedade. That's all, folks.
22/10/2007 08:52Reinaldo Del Dotore (Estudante de Direito)Considero salutar a proposta de a avaliação dos...
Considero salutar a proposta de a avaliação dos cursos de Direito ser efetuada por representantes de diversas carreiras. Acho que a OAB tem muito a contribuir, bem como o têm os magistrados e profissionais de carreiras afins. Considero intrigante a obsessão, demonstrada por alguns, pelo monopólio da razão e da capacidade.
21/10/2007 22:14Armando do Prado (Professor)A história dos 3 anos para a magistratura foi i...
A história dos 3 anos para a magistratura foi idéia da deputada tucana Zulaê Cobra, felizmente não reeleita. Agora, quanto ao assunto curso de direito é bom que não se consulte juiz que leciona em horário que deveria estar no fórum trabalhando.
21/10/2007 21:22Carlos (Advogado Sócio de Escritório)Caro LUIZ GUILHERME MARQUES (Juiz Estadual de 1...
Caro LUIZ GUILHERME MARQUES (Juiz Estadual de 1ª. Instância 21/10/2007 - 18:52 Depois da EC 45, qualquer pessoa que queira ser juiz ou promotor deve ter a Carteira da OAB e 3 anos de exercício na área jurídica. Aliás diga-se de passagem, quem foi o infeliz que apresentou esta proposta? Gostaria de saber. O que falta aos magistrados e promotores (alguns, não estou generalizando!!!), é maturidade de vida, aperfeiçoamento profissional, varas especializadas COM JUÍZES ESPECIALIZADOS. Como querer que um simples mortal saiba tantas leis? Recentemente em uma audiência trabalhista, eu fiz várias perguntas à testemunha, que foi indeferida pela magistrada, que parecia ter uns 23 anos de idade. A resposta já era automática "indefiro", quer que conste no termo doutor?". E olha que eram muitas perguntas importantes. Indeferiu 80%. Ao final, quando eu estava assinando o termo da audiência, ouvi ela dizer em alto e bom tom: "UFA, SÓ TOMANDO UM RED BULL". Isto pq era 11:00 da manhã. Os senhores devem achar que estou delirando né? Pois foi isso que aconteceu. Isso, é a ponta do ICEBERG. Conheço um dezena de pessoas que passam o dia estudando para a magistratura ou MP, e uma vez por mês passam em um escritório de amigos para assinar uma peça processual, até completarem os tais 3 anos. Só neste país mesmo. Será que o político que propôs estes 3 anos achava que realmente iria mudar alguma coisa no Poder Judiciário, ou na qualidade dos juízes? É, pela qualidade de muitos políticos que temos acredito que sim... Carlos Rodrigues berodriguess@yahoo.com.br
21/10/2007 21:17Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil) Digo, pediu vista.
Digo, pediu vista.
21/10/2007 21:16Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil) Fui à delegacia de polícia acompanhar um clie...
Fui à delegacia de polícia acompanhar um cliente, isto depois de tê-lo ouvido atentamente, e às pessoas conhecedoras dos fatos, em meu escritório. Fui no local dos acontecimentos, falei com moradores próximos, etc. etc.. No outro dia, fiz duas audiências na Justiça Comum Civel, e, na parte da manhã, doze audiências no JEC. Fui a São Paulo, no TJ, para pedir preferência em um Agravo de Instrumento por mim proposto. No outro dia, fui aos cartórios, não só esxaminar processos, como também colher informações dos cartorários; falei com Oficiais de Justiça. Fui à Justiça do Trabalho preparado para sustenção oral no TRT 15; não a fiz porque um dos juízes pediram vista. Fui a Paulínia conversar com o Delegado de Polícia sobre o assassinato de um Advogado. Despachei todo o expediente da OAB, aliás cansativo, pois só em Campinas há quase dez mil Advogados inscritos. À noite fui ao Lions, reunindo-me para a tratativa de uma série de assuntos. No dia seguinte, tive reunião com a diretoria de um condomínio, e, mais tarde, com os diretores de uma cooperativa habitacional. Atendo um casal que diz querer se separar, e igualmente ouço os dois filhos, já adultos mas que ainda moram com os pais. Deixei minhas aulas, por absoluta falta de tempo. Amanhã irei a Curitiba, retirar uma ação penal para alegações finais. Ufa !!! Enquanto isto, o meu colega de turma, que é Juiz titular de uma Vara Cível, ficou quase o tempo todo no interior de seu gabinete, e , à noite, levou processos para casa para despachar. É disso que eu falei meu caro, de movimentação, de multifariedade de contatos. É só isso !!! Quanto a reciclagem de Advogados, sou totalmente a favor. Sou, igualmente, defensor de reavaliação de juizes,promotores, delegados, etc.etc. Nada mais justo !
21/10/2007 21:15Mauricio_ (Outros)Concordo plenamente com as opiniões dos dignos ...
Concordo plenamente com as opiniões dos dignos magistrados que aqui se manifestaram. Os cursos jurídicos no Brasil não formam apenas advogados, mas futuros magistrados, membros do Ministério Público, delegados de polícia e demais integrantes de carreiras públicas que possuem como requisito para ingresso a formação em ciências jurídicas. Nada mais justo que a avaliação dos cursos jurídicos no Brasil não fosse monopólio da OAB, mas de um conselho formado e indicado pelo MEC com integrantes advogados, magistrados, promotores de justiça, procuradores da república, delegados de polícia, procuradores do Estado, defensores públicos etc. Se a OAB participa com um representante em todas as fases dos concursos das carreiras acima elencadas, por que os representantes dessas carreiras não podem participar da avaliação dos cursos jurídicos e até mesmo do exame de ordem?
21/10/2007 21:05Carlos (Advogado Sócio de Escritório)Caro Magistrado (Juiz Estadual de 1ª. Instância...
Caro Magistrado (Juiz Estadual de 1ª. Instância - - ) 21/10/2007 - 19:58 Não tenho procuração nenhuma para defender o Dr. Dijalma, mas querer o MEC, auxílio na magistratura para avaliar faculdades de direito é a coisa mais absurda que existe. Não há fundamento algum. Os juízes que me deparo aqui em São Paulo, NA SUA MAIORIA, se forem fazer hoje a prova para a OAB são capazes de não passarem. São leigos? Não, mas estudaram muito para passar no concurso, depois não se atualizam. Há exceções. Não adianta o senhor querer discutir, os fatos, a realidade da magistratura brasileira é outra. Não queira iludir os leitores. Não estou dizendo que advogados são mais inteligentes que os juízes, não é isso. Aliás, disse recentemente que enviarei uma carta ao Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, sugerindo que nos concursos de ingresso na magistratura tenha no edital "DIREITOS DOS ADVOGADOS". Juiz lida com advogado todos os dias, e há os que NUNCA leram o art. 7 da Lei 8.906. ESTOU MENTINDO????? Carlos Rodrigues berodriguess@yahoo.com.br
21/10/2007 19:58Fabrício (Professor Universitário)Caro Dr. Djalma, o magistrado é alheio à reali...
Caro Dr. Djalma, o magistrado é alheio à realidade social?? Possui visão restrita?? Só o advogado é o mais bem preparado? Sua opinião parece tendenciosa e preconceituosa. Dê uma lida no comentário do estudante Ramiro... aliás, acredito que o exame da OAB deveria se estender também aos que hoje advogam... geralmente com o passar do tempo vão aos poucos esquecendo conceitos fundamentais de direito...
21/10/2007 19:51Ramiro. (Advogado Autônomo)Como profissional que veio de sólida formação e...
Como profissional que veio de sólida formação em outra área, e como atualmente estudante de direito me permito ter uma opinião bem clara. A estratégia do atual governo é a mesmíssima do dito Governo Militar. Qual a melhor maneira de esculachar com uma carreira que entupir o mercado de profissionais mal formados e ineptos? A OAB cansa de pedir providências, indicar quais as escolas estão falhando, onde estão as falhas. É mais interessante eleitoralmente acabar com o exame de ordem, são pelo menos cinco votos por família de bacharel que não conseguia aprovar, e um entupimento do Judiciário com petições ineptas. A OAB que no passado já recebeu cartas bomba por que incomodava, agora a OAB grita nos ouvidos de surdos. O MEC ameaça, diz que vai fazer, as faculdades atoladas até o o tampo da cabeça em inépcias no exame de ordem criticam a OAB, pedem chances infinitas ao MEC. O que é triste, continuam recebendo verbas federais do PRO-UNI. O problema não seria um milhão de advogados de excelente qualidade, juristas de primeiro time, isto seria uma solução. O problema é uma horda de bachareis que nem sabem como começar uma inicial. Em minha família já houve várias vítimas de tais profissionais ineptos. Em geral são bem falantes, prometem causas ganhas, etc... O dia que o MEC fechar os primeiros cursos de direito realmente muito ruins, e não é difícil saber quais são, mas não, provão para todos era coisa do Tucanato, por quem nunca morri de amores pela excessiva plutocracia cambaia. No entanto quem tem paciência de ler sites de Portugal de como as Faculdades de Direito da "Terrinha" estão tentando se adaptar ao Processo de Bolonha pode ter uma indicação de como há uma herança cultural.
21/10/2007 18:52Luiz Guilherme Marques (Juiz Estadual de 1ª. Instância)Os cursos jurídicos devem atender aos interesse...
Os cursos jurídicos devem atender aos interesses de um universo muito amplo de estudantes. Atualmente, por uma série de razões, a maioria dos estudantes de Direito pretende ingressar em cargos públicos, para tanto submetendo-se a concursos. Pouquíssimos querem ser advogados e profissionais liberais. Por isso, não entendo o porquê de somente a OAB ser ouvida quando se trata de cursos jurídicos. Lançou-se recentemente uma idéia do percentual de ex-alunos aprovados em exame de ordem como termômetro da qualidade do ensino das Faculdades de Direito, como se todo egresso dessas Faculdades se quisesse advogar... Muito justa a idéia de colher-se a opinião das Escolas de Magistratura. O mesmo se deve fazer em relação ao Ministério Público, Defensoria Pública, Escolas de Delegados de Polícia etc. Em caso contrário, os cursos jurídicos continuarão preparando mal seus alunos para a vida profissional e eles terão de freqüentar cursinhos preparatórios se quiserem ter alguma chance de passar nos concursos...
21/10/2007 15:39Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil) A OAB vem desempenhando, e muito bem, seus ...
A OAB vem desempenhando, e muito bem, seus misteres, tanto ao opinar pela aprovação ou não de criação de cursos de Direito, como no rigorismo dos exames de ordem. É que o MEC não tem ouvido a OAB, e tem aprovado cursos mesmo com a desaprovação dela. Deu no que deu. Eu pergunto: o que os juizes teriam, a mais, do que a OAB? Nada evidentemente. O que o MEC está querendo é tirar o bumbum da seringa!!! Aliás, juizes possuem visão restrita à magistratura, forjada entre as quatro paredes dos gabinetes, longe de tudo e de todos, o que os diferencia, e muito, dos Advogados, próximos, em tudo , á realidade social de seu tempo.

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