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21 outubro 2007

Controle de qualidade

MEC quer ajuda de juízes na análise de cursos de Direito

O Ministério da Educação quer a ajuda da magistratura do país para avaliar a qualidade das faculdades de Direito. O anúncio foi feito pela consultora jurídica do MEC, Maria Paula Dallari, no III Encontro Nacional de Diretores de Escolas da Magistratura, que aconteceu na sede da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em Brasília.

“Queremos contar com o apoio dos magistrados e escolas de magistratura no credenciamento dessas faculdades que dão cursos jurídicos”, afirmou Maria Paula.

Para Graça Freitas, presidente da Conselho Nacional das Escolas de Magistratura do Trabalho (Conematra), também presente no evento, vários setores da sociedade devem participar da triagem feita nos cursos de Direito, além da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “A OAB não é o único ator social interessado no cursos jurídicos”, disse.

O diretor da Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região (Emag 3ª), Newton de Lucca, comentou a iniciativa do MEC de procurar outros segmentos jurídicos para participar do credenciamento das faculdades. “Não basta só a OAB autorizar o selo de uma faculdade. Da carreira jurídica também faz parte a magistratura”, explicou.

Revista Consultor Jurídico, 21 de outubro de 2007

Comentários

Comentários de leitores: 15 comentários

1/11/2007 10:04 Dantas (Estudante de Direito)
Senhores !! Falo por experiência própria como ...
Senhores !! Falo por experiência própria como aluno de um destes cursos !! Estamos discutindo o efeito e não a causa. Pergunto: Devemos culpar o aluno ? Devemos pedir ao aluno que avalie a universidade ? Por 3 anos estudei em uma das universidades de SP e por optar pela formação de meu filho tranquei minha matricula por dois anos. Minha turma se formou em dez de 2006 a 10 meses. Ao tentar retornar na mesma universidade depois de 2 anos fui informado de que para recomeçar de onde parei teria 14 pendências tendo em vista amudança da grade. Pergunto novamente: Por que tanta mudança em apenas 2 anos e na mesma universidade ? É realmente necessário isso ? Se em 2 anos muda tudo 14 materias,significa que o que foi estudado não vale mais nada ? Quem regula isso ? A universidade me respondeu que eo coordenado do curso e isso mesmo! ele tem todo este poder ? Então cada coordenado de cada universidade deste Pais elbora a grade que lhe der na telha e muda quando for do interesse da universidade e isso? Pergunta cruel !!! Se todo vão para a prova da ordem no final por que tanta mudança e diferença nas grades ? No meu caso foi na mesma universidade foram 14 mudanças em 2 anos !! Ou seja o que estudei não vale nada !!! É este o estudo sério deste País ? Sera que não é este o motivo de tanta reprovação na Ordem ? Não existe regra e nem parâmetro, prova e a mudança de 14 materias em dois anos mais que 50%! Mais uma pergunta a quanto tempo não mudamos nosso código penal ? Nossa constituição ( Mais recente ) mas as universidades mudan a cada 6 meses a sua grade !! Se não e comprovado a necessidade e o beneficio destas mudança para o aluno que é o consumidor deste produto então algo esta ferindo o nosso Código de defesa do consumidor. Silvio
25/10/2007 10:46 Gilson Tadeu de Lima (Estudante de Direito)
Temos que ter responsabilidade Jurídica, em tod...
Temos que ter responsabilidade Jurídica, em todos os nível. Essa é a solução para o País, o resto e conversa fiada.
22/10/2007 11:34 Carlos (Advogado Sócio de Escritório)
Sr. Armando do Prado, Muito boa as sua ponde...
Sr. Armando do Prado, Muito boa as sua ponderações. Vemos muito juízes ministrando aulas na parte da manhã, quando deveriam estar trabalh. Caro George, Respeito sua opinião quanto aos 3 anos, mas continuo achando que foi uma mudança inócua. A intenção pode ter sido boa, mas na prát. nada mudou. Como a BOA polícia age com inteligência, nossos deputados deveriam conhecer a realidade sobre o que seja o preparo para ser um juiz ou promotor. O que eu disse é a pura realidade, na maioria dos casos. Hoje, com a dific. dos concursos, ou melhor, com os exageros na hora de formular os concur., com perguntas nada pertinentes ao dia a dia do magistrado ou promotor, a pessoa que pretende seguir estas carreiras, não conseguem trabalhar de forma CORRETA, em um escritório por ex., e estudar dezenas de livros. Ñ conheço ninguém que passou, conseguindo fazer isto. Para passar, INFELIZMENTE, tem que por em prática o que falei, ou seja, estudar horas por dia e passar no escrit. do advog. amigo apenas para assinar a peça processual. Quando o Dr. Dijalma disse que muitos magistrados não conhecem a realidade, é verdade. Aqui em SP há uma Lei que determina o atendimento em fila de banco, em determina tempo. O STF já disse que o município pode legislar sobre tempo de atendmento em fila de banco. Sabe o que aconteceu? A Febraban, entrou com uma ação, falou aquelas coisas que mexe com o emocional de certos juízes e conseguiu uma liminar suspendendo a eficácia da Lei. Porque os senhores acham que os Desembar. concederam a liminar? Pq eles acreditam que os bcos irão quebrar, pois não têm dinheiro para contratar mais funcionários? NÃO!!! Aí entra o que o Dr. Dijalma disse. DESEMBARGADOR não fica em de banco. NÃO CONHECE A REALIDADE. Carlos Rodrigues

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