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20 outubro 2007

Espera de regulamentação

Cassação de vereadores infiéis é suspensa pelo TRE mineiro

O afastamento dos vereadores de Campo Belo (MG), Walter Moreira e Hélio Donizette Mendes, ambos do DEM, foi suspenso. A decisão é do juiz Gutemberg da Mota e Silva, do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, que vai esperar o pronunciamento do Tribunal Superior Eleitoral sobre como cassar os parlamentares infiéis.

O efeito suspensivo invalida a decisão da juíza da 64ª Zona Eleitoral de Campo Belo, Vera Vasconcelos Barbosa de Alvarenga. No último dia 16, ela havia determinado a cassação dos dois vereadores do município por trocarem de partido depois de 27 de março — quando o TSE decidiu que o mandato pertence ao partido e não ao candidato eleito.

Os vereadores Walter Moreira e Hélio Donizette Mendes, que é presidente da Câmara Municipal, foram eleitos pelo PRTB. O presidente do diretório regional do partido, Ernando Evangelista Pedrosa, entrou então com uma ação requerendo os cargos de volta para o partido.

O juiz salientou que a regulamentação da matéria não está concluída. O TSE, ainda, debaterá o projeto que regulará o processo administrativo para parlamentares que trocaram de partido.

Mota e Silva também fundamentou sua decisão no questionamento sobre a legitimidade de Evangelista Pedrosa para reclamar o mandato de infiel. Segundo o TSE, os mandatos pertencem aos partidos. Portanto, a legitimidade para reclamar o cargo é do partido ou da coligação.

Revista Consultor Jurídico, 20 de outubro de 2007

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

20/10/2007 20:40 MPE (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)
"Ó, Minas Gerais, Ó, Minas Gerais, quem te conh...
"Ó, Minas Gerais, Ó, Minas Gerais, quem te conhece sabe demais, ó Minas Gerais"!
20/10/2007 11:43 Embira (Advogado Autônomo - Civil)
Estou convencido de que a Idade Média ainda não...
Estou convencido de que a Idade Média ainda não terminou. Temos trinta e três partidos políticos registrados no TSE, mas, querem proibir a mudança de partido. Ao ingressar em um deles, o político deve fazer um voto de fidelidade e prometer nunca trair as regras de seu estatuto. O partido seria uma espécie de cela, no sentido monacal, ou conventual, onde o político ficaria recluso. Qual o limite dessa fidelidade? Deve durar para sempre? Então o fenômeno é esse mesmo: recorrência de medievalismo.

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