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16 outubro 2007
Fator Rico
Microsoft é enquadrada na lei anti-máfia dos Estados Unidos
A Microsoft e a Best Buy, maior revendedora de peças de computador no varejo dos Estados Unidos, foram barradas pela Suprema Corte dos EUA, nesta segunda-feira (15/10), de recorrerem de ação que as acusa de burlar a lei anti-fraude dos EUA. Conhecida como Rico (Racketeer Influenced Corrupt Organization Act, ou, em português, Lei Federal das Organizações Corruptas e Influenciadas pelo Crime Organizado) , a lei é empregada para impedir atividades de cartéis e de máfias.
Em abril de 2000, a Microsoft investiu US$ 200 milhões na Best Buy, em sistema de joint-venture. Com isso a Best Buy pode colocar suas ofertas no serviço de mensagens eletrônicas em tempo real MSN, que pertence à Microsoft. Em troca, a Best Buy passou a fazer propaganda do MSN em suas lojas.
Segundo a ação, James Odon, um morador do norte da Califórnia, comprou um laptop na Best Buy. No computador veio instalado um software que o conectava por seis meses ao MSN, que nos EUA é um serviço pago. Sem que Odon soubesse, o cartão de crédito que usou para comprar o computador foi cadastrado em sua conta de MSN. Seis meses depois, expirado o prazo gratuito, Odon começou a ser cobrado pela Microsoft pelo uso do MSN.
Segundo o site Findlaw, Odon entrou na Justiça contra as duas empresas, invocando a Lei Rico. O Nono Circuito de Apelações, de São Francisco, decidiu a seu favor, mas a Microsoft e a as duas empresas ingressaram na Suprema Corte com recurso contra a decisão. Caso seja confirmada, a decisão deverá beneficiar milhares de consumidores americanos que podem receber reembolso no valor de até três vezes do dano alegado, conforme está previsto na lei Rico.
A Câmara do Comércio dos EUA apresentou-se na causa com amicus curiae e sustentou que a Suprema Corte deveria avaliar o uso desenfreado da lei Rico no país, e tentar verificar a procedência da aplicação desta lei contra as duas empresas.
A ação, sob a lei Rico, pode dar a Odon a soma de US$ 100 milhões.
Claudio Julio Tognolli é repórter especial da revista Consultor Jurídico
Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2007
Comentários
Comentários de leitores: 3 comentários
D E M O R O U ..rs
Enquanto isso, empresas no Brasil continuam a m...
É por isso que a lei lá funciona. Embora se...
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 24/10/2007.