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16 outubro 2007

Suprema repercussão

Advogados discutem decisão do STF sobre fidelidade partidária

Quais as conseqüências de a fidelidade partidária ter sido instituída pela via judicial? Na tentativa de responder a esta e outras perguntas advogados eleitorais se reúnem na próxima segunda-feira (22/10), em São Paulo, para discutir as conseqüências da recente decisão do Supremo Tribunal Federal.

Os advogados discutirão como os partidos devem reagir às novas regras de fidelidade e qual a repercussão disso nas próximas eleições. A reunião é promovida pelo Instituto de Direito Político e Eleitoral, o IDPE, no escritório Leite, Tosto e Barros Associados.

No último dia 4 de outubro, o Supremo Tribunal Federal pôs fim ao troca-troca de partidos por deputados federais. Os ministros mantiveram os mandatos de quem trocou de partido até o dia 27 de março, mas decidiu que perde o mandato quem trocar de legenda desta data em diante.

Por esta decisão, 14 deputados podem perder os mandatos. Mas para recuperar as vagas na Câmara, os partidos de onde os deputados saíram terão de reclamá-las na Justiça.

Saiu vitoriosa a tese dos ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia, que foram seguidos pelos ministros Menezes Direito, Cezar Peluso, Gilmar Mendes e a presidente Ellen Gracie: o mandato é dos partidos, não dos deputados eleitos. Mas os ministros definiram que só perde a vaga quem trocou de partido depois de março de 2007, quando o Tribunal Superior Eleitoral firmou o novo entendimento sobre o tema.

Ficaram vencidos os ministros Eros Grau, Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa, que defendiam que não há perda de mandato por troca de partido porque essa hipótese não está prevista na Constituição Federal. Assim, não se pode falar em cassação nestes casos.

Os ministros Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio, também vencidos, foram mais radicais: acolheram os pedidos de Mandado de Segurança ajuizados por PSDB, PPS e DEM para que os deputados infiéis devolvessem os mandatos às legendas desde já. Mas foram vencidos.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2007

Comentários

Comentários de leitores: 7 comentários

18/10/2007 08:01 Luís da Velosa (Bacharel)
Fidelidade a quem não existe... O homem gosta m...
Fidelidade a quem não existe... O homem gosta mesmo de se enganar... e mais problemas!
17/10/2007 17:04 MAFFEI DARDIS (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)
A real verdade é que os Srs. Politicos foram el...
A real verdade é que os Srs. Politicos foram eleitos atraves de vótos obtidos pela Legenda. Pode até ocorrer que se vote na pessoa, mas essa é filiada a legenda, quer por ideal ou mesmo por interesse. Graças a legenda, que lhe acolheu que foram eleitos.Estão no Poder. De modo que: deve sim os srs. Politicos serem dignos a Legenda que os elegeu, alias por que não, concomitantemente, ao Povo que o levou a vitória. A verdade em nossa Nação: falta dignidade, sentimento e solidariedade. dos Senhores eleitos, com raras exceções. FERNANDO MAFFEI DARDIS ADV. CRIMINAL Com o devida venia, essa troca troca de legenda nada mais é que demonstrar a infidelidade desses Politicos a quem lhe abriu as portas.
17/10/2007 16:35 futuka (Consultor)
nem todos ..ademais alguns candidatos levam sua...
nem todos ..ademais alguns candidatos levam suas legendas "nas costas" ..é notório. Portanto sigo concordando com o ultimo comentarista o senhor Ferrara, sem naturalmente concordar que trat-se de um golpe e sim acredito ser mera conivencia ou conveniencia com alguns representantes ou facções que hoje se dizem oposição do atual "estilo" de governo. A metodologia é óbvia..sem dúvida alguma!

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